{"id":19,"date":"2009-08-15T01:48:00","date_gmt":"2009-08-15T01:48:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2016-01-17T20:17:01","modified_gmt":"2016-01-17T20:17:01","slug":"sincronicidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/diegoesteves.in\/escritos\/sincronicidade\/","title":{"rendered":"Sincronicidade"},"content":{"rendered":"<p><em>Termo cunhado por Carl Gustav Jung para sua teoria de que tudo no universo estava interligado por um tipo de vibra\u00e7\u00e3o, e que duas dimens\u00f5es (f\u00edsica e n\u00e3o f\u00edsica) estavam em algum tipo de sincronia, que fazia certos eventos isolados parecerem repetidos, em perspectivas diferentes. Tal id\u00e9ia desenvolveu-se primeiramente em conversas com Albert Einstein, quando ele estava come\u00e7ando a desenvolver a Teoria da Relatividade. Einstein levou a id\u00e9ia adiante no campo f\u00edsico, e Jung, no ps\u00edquico. 1<\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 pensaste nisso? Sentiste, passaste? Provavelmente.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, ontem passei por uma situa\u00e7\u00e3o intrigante. Estava no Parque Farroupilha, mais conhecido como Reden\u00e7\u00e3o, como de costume. Realizava meu treino de malabarismo, e como \u00e9 de praxe, escutava m\u00fasica com meu mp3 player. Tento criar um campo entre eu, as bolas e a m\u00fasica em meus ouvidos, que n\u00e3o permitem que muitos outros sons entrem, nem sentidos, uma busca de foco.<\/p>\n<p>Mas ontem, desde o momento em que cheguei, me chamou a aten\u00e7\u00e3o um grupo que estava sentado junto ao espa\u00e7o onde os malabaristas costumam permanecer. Um deles tocava um viol\u00e3o. Eu n\u00e3o os ouvia, buscava a concentra\u00e7\u00e3o no jogo, no treino, e ouvia Jorge Drexler, Todo se Transforma. Foi nesse contexto, que por algum motivo, (talvez tenha ouvido por traz do Drexler um outro que o repetia, n\u00e3o lembro) mas tirei os fones do ouvido. Bom, preciso dizer o que o maluco do viol\u00e3o cantava? <em>Cada uno da, lo que recibe. Y luego recibe lo que da. Nada es m\u00e1s simple, no hay otra norma: nada se pierde, Todo se transforma!<\/em><\/p>\n<p>Agora, pensem comigo: nada t\u00e3o impressionante se a m\u00fasica fosse Legi\u00e3o Urbana, mas Jorge Drexler?! Um uruguaio que nem t\u00e3o conhecido por aqui \u00e9.<\/p>\n<p>Sincronicidade?<\/p>\n<p>Bom, nem conhe\u00e7o esse conceito, fora uma simples pesquisa na internet, mas tenho motivos para tanto.<\/p>\n<p>Um pouco mais que um m\u00eas passado eu conversava com uma amiga distante pela internet, fal\u00e1vamos sobre Roland Barthes, filosofo franc\u00eas querido por mim e tamb\u00e9m conhecido dela. Ela me dizia os livros que tinha e um deles em especial, conhecido, chamado Incidentes. O livro ela ainda n\u00e3o havia lido, pois, originalmente, nem era seu. Bom, aconteceu que nos dias seguintes nos reencontramos no MSN quando ela me contou o seguinte fato: na noite da nossa conversa ela acordou, com o sono interrompido, sentiu uma vontade de ler o Incidentes do Barthes. Abriu o livro e leu a seguinte frase: <em>Hoje, 17 de julho, faz um tempo espl\u00eandido.<\/em><\/p>\n<p>Era dia 17 de julho.<\/p>\n<p>Hoje, eu treinava: tecido e eu. O cd que tocava chegou ao fim, e minha colega que estava no ch\u00e3o me perguntou se eu queria m\u00fasicas no mesmo estilo daquelas, eu respondi que sim. Logo que senti as m\u00fasicas, me agradaram, mesmo sendo de origem desconhecida por mim. Lembrei de outra m\u00fasica. Esta outra, era a trilha usada por outro artista circense num n\u00famero de acrobacia a\u00e9rea em tecido. Num dia, em Montenegro, quatro ou cinco anos atr\u00e1s, apresentamos juntos, com sua m\u00fasica, que eu na \u00e9poca desconhecia. E depois disso a ouvi mais umas duas ou tr\u00eas vezes, em situa\u00e7\u00f5es diferentes. Continuando sem saber refer\u00eancias dela.<\/p>\n<p>No final do treino, alguns minutos depois, eu comentava o quanto eram boas as m\u00fasicas, ent\u00e3o ela me disse: \u201cp\u00f5e na trilha onze, \u00e9 muito boa\u201d. Nesse momento, antes mesmo de ouvi-l\u00e1, eu tive certeza de que se tratava da mesma m\u00fasica de quatro ou cinco anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Pedi o cd emprestado. Acabei de copi\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Sincronicidade?<\/p>\n<p>Incidentes?<\/p>\n<p><em>Cada um d\u00e1 o que recebe, logo recebe o que d\u00e1. Nada \u00e9 mais simples, n\u00e3o h\u00e1 outra norma: Nada se perde, tudo se transforma!<\/em><\/p>\n<p>1 Site: <a href=\"http:\/\/somostodosum.ig.com.br\/conteudo\/conteudo.asp?id=3425\">http:\/\/somostodosum.ig.com.br\/conteudo\/conteudo.asp?id=3425<\/a><br \/>Sobre Drexler: www.jorgedrexler.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Termo cunhado por Carl Gustav Jung para sua teoria de que tudo no universo estava interligado por um tipo de vibra\u00e7\u00e3o, e que duas dimens\u00f5es (f\u00edsica e n\u00e3o f\u00edsica) estavam em algum tipo de sincronia, que fazia certos eventos isolados parecerem repetidos, em perspectivas diferentes. 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