{"id":104,"date":"2018-06-27T17:49:12","date_gmt":"2018-06-27T17:49:12","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=104"},"modified":"2018-06-27T22:41:54","modified_gmt":"2018-06-27T22:41:54","slug":"5-27-07-2017-23-08-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/5-27-07-2017-23-08-2017\/","title":{"rendered":"[5] 27\/07\/2017 \u2013 23\/08\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/4-27-07-2017-23-08-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para essa:<\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Corpo Potencial \u00e9 o Corpo sem \u00d3rg\u00e3os de <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/65-07-12-2017\/\">Artaud<\/a>, \u00e9 o pr\u00e9-individual de Simondon<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>: \u00e9 o corpo intensivo que vibra sob os estratos &#8211; e sempre temos mais estratos, nunca paramos de ser estratificados. \u00c9 a pot\u00eancia do corpo que n\u00e3o \u00e9 (pr\u00e9-individual), e tudo pode (intensidades do CsO). N\u00e3o o poder do corpo que \u00e9, do sujeito que quer. Aqui ent\u00e3o uma invers\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o: n\u00e3o se trata de refor\u00e7ar os estratos com mais informa\u00e7\u00f5es e modos, mas de rachar os estratos, de rasp\u00e1-los, de permitir emergir o corpo que vibra e precisa de espa\u00e7o para <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/19-29-08-2017-08-09-20175-7\/\">mover<\/a>. \u00c9 uma Educa\u00e7\u00e3o do desfazer ent\u00e3o, do desconhecer, do <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/55-19-10-2017-3-5\/\">esquecer<\/a>: \u00e9 preciso menos para que o m\u00faltiplo possa ser afirmado, pois o m\u00faltiplo n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de quantidade, enquanto algo que se tem, mas de possibilidade, enquanto algo que se pode. \u00c9 <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/51-19-10-20175-55-7\/\">passagem<\/a>, condi\u00e7\u00e3o para o devir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afirma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o nega seu oposto, n\u00e3o h\u00e1 oposto: o corpo estratificado n\u00e3o se op\u00f5e ao Corpo Potencial, ainda que restrinja seu fluxo. O corpo estratificado \u00e9 condi\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia: o organismo, a signific\u00e2ncia, a subjetiva\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Os estratos que nos permitem uma vida em sociedade. Mas e o que passa entre? O que n\u00e3o se v\u00ea entre o que se v\u00ea? O que n\u00e3o se ouve entre o que se ouve? O que n\u00e3o se sente entre o que se move? Sempre algo escapa a nossas percep\u00e7\u00f5es: o que o organismo n\u00e3o capta, o que a significa\u00e7\u00e3o n\u00e3o possibilita, o que o sujeito n\u00e3o permite<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/6-27-07-2017-23-08-20178-18\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201cPara explicar a g\u00eanese do indiv\u00edduo, com seus caracteres definidos, \u00e9 necess\u00e1rio supor a exist\u00eancia de um primeiro termo, o principio, que traz em si o que explicar\u00e1 que o indiv\u00edduo seja indiv\u00edduo e dar\u00e1 a raz\u00e3o de sua hecceidade. Mas faltaria mostrar de maneira precisa que a ontog\u00eanese pode ter, como condi\u00e7\u00e3o primeira, um termo primeiro: um termo j\u00e1 \u00e9 um indiv\u00edduo ou, pelo menos, algo individualiz\u00e1vel e que pode ser origem de hecceidade, que \u00e9 poss\u00edvel converter em hecceidades m\u00faltiplas; tudo o que pode ser origem de rela\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 do mesmo modo de ser que o indiv\u00edduo, quer seja o \u00e1tomo, part\u00edcula insecavel e eterna, a mat\u00e9ria-prima ou a forma: o \u00e1tomo pode entrar em rela\u00e7\u00e3o com outros \u00e1tomos pelo clinamen e constituir, assim, um indiv\u00edduo, vi\u00e1vel ou n\u00e3o, a partir do vazio infinito e do devir sem fim\u201d (SIMONDON, 2003, p.99).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <sup>\u201c<\/sup>N\u00f3s n\u00e3o paramos de ser estratificados. Mas o que \u00e9 este n\u00f3s, que n\u00e3o sou eu, posto que o sujeito n\u00e3o menos do que o organismo pertence a um estrato e dele depende? Respondemos agora: \u00e9 o CsO, \u00e9 ele a realidade glacial sobre o qual v\u00e3o se formar estes aluvi\u00f5es, sedimenta\u00e7\u00f5es, coagula\u00e7\u00e3o, dobramentos e assentamentos que comp\u00f5em um organismo \u2013 e uma significa\u00e7\u00e3o e um sujeito. (&#8230;) Ele oscila entre dois p\u00f3los: de um lado, as superf\u00edcies de estratifica\u00e7\u00e3o sobre as quais ele \u00e9 rebaixado e submetido ao ju\u00edzo, e, por outro, o plano de consist\u00eancia no que ele se desenrola e se abre a experimenta\u00e7\u00e3o\u201d (DELEUZE; GUATTARI, 1996, p.19).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> \u201cPor que n\u00e3o caminhar com a cabe\u00e7a, cantar com o sinus, ver com a pele, respirar com o ventre, Coisa simples, Entidade, Corpo pleno, Viagem im\u00f3vel, Anorexia, Vis\u00e3o cut\u00e2nea, Yoga, Krishna, Love, Experimenta\u00e7\u00e3o. Onde a psican\u00e1lise diz: Pare, reencontre o seu eu, seria preciso dizer: vamos mais longe, n\u00e3o encontramos ainda nosso CsO, n\u00e3o desfizemos ainda suficientemente nosso eu. Substituir a anamnese pelo esquecimento, a interpreta\u00e7\u00e3o pela experimenta\u00e7\u00e3o. Encontro o seu corpo sem \u00f3rg\u00e3o, saiba faz\u00ea-lo, \u00e9 uma quest\u00e3o de vida ou de morte, de juventude ou de velhice, de tristeza e de alegria. \u00c9 a\u00ed que tudo se decide\u201d (DELEUZE; GUATTARI., 1996,\u00a0 p.10). E este que diz \u201cvamos mais longe\u201d, \u00e9 o corpo potencial, este que cria e joga o jogo em improviso, pois \u201c\u00e9 a\u00ed que tudo se decide\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para essa: &nbsp; O Corpo Potencial \u00e9 o Corpo sem \u00d3rg\u00e3os de Artaud, \u00e9 o pr\u00e9-individual de Simondon[1]: \u00e9 o corpo intensivo que vibra sob os estratos &#8211; e sempre temos mais estratos, nunca paramos de ser estratificados. \u00c9 a pot\u00eancia do corpo que n\u00e3o \u00e9 (pr\u00e9-individual), e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-104","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/104","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=104"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/104\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":350,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/104\/revisions\/350"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}