{"id":107,"date":"2018-06-27T17:51:05","date_gmt":"2018-06-27T17:51:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=107"},"modified":"2018-07-11T19:01:51","modified_gmt":"2018-07-11T19:01:51","slug":"6-27-07-2017-23-08-20178-18","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/6-27-07-2017-23-08-20178-18\/","title":{"rendered":"[6] 27\/07\/2017 \u2013 23\/08\/2017"},"content":{"rendered":"<p><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/5-27-07-2017-23-08-2017\/\">Voltar para a nota anterior<\/a><\/code><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/8-03-08-2017-10-08-201714-6\/\">[8]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/18-22-08-2017-08-09-201719-6\/\">[18]<\/a><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao corpo estratificado ent\u00e3o n\u00e3o nos opomos, n\u00e3o nos ressentimos. Nele estamos, com ele, e passamos. Produzimos ent\u00e3o momentos de varia\u00e7\u00e3o (e este produtor \u00e9 o <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/23-08-09-201725-6\/\">Corpo Potencial<\/a>), como um abalo no solo do corpo estratificado, que permite \u201cfluir\u201d o CsO. Rompe-se a <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/47-13-10-20176\/\">metaestabilidade<\/a> do indiv\u00edduo. Trata-se ent\u00e3o de olhar tanto para o CsO quanto para o corpo estratificado &#8211; e aqui chegamos \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do Corpo Potencial que, assim esperamos, dar\u00e1 consist\u00eancia a nossa tese <a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O CsO \u00e9 um corpo em pot\u00eancia, tal qual o pr\u00e9-individual: s\u00e3o corpos de intensidades, de pot\u00eancias. Mas para pensar um Corpo Potencial precisamos do corpo estratificado \u2013 j\u00e1 que \u00e9 imposs\u00edvel desviar dele: ao CsO nunca se chega, sempre ter\u00e1 um estrato sob o estrato e outros a serem produzidos. E \u00e9 neste jogo que pretendemos propor a cria\u00e7\u00e3o de um Corpo Potencial. \u00c9 Dion\u00edsio que joga com <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/12-10-08-20176-15\/\">Apolo<\/a>. \u00c9 Apolo que joga com Dion\u00edsio. Nesse jogo n\u00e3o h\u00e1 vencedor, os dois s\u00e3o um, e s\u00e3o dois. S\u00e3o m\u00faltiplos. \u00c9 o jogador, o m\u00e1gico, o dan\u00e7arino, o guerreiro, o malabarista, o equilibrista, o compositor, o palha\u00e7o, e <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/11-10-08-201718\/\">outros tantos<\/a>. Jogo com as for\u00e7as; composi\u00e7\u00f5es heterog\u00eaneas; risos com os outros &#8211; os tantos que comp\u00f5e o si<a href=\"#f1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>; dan\u00e7as em desvios cont\u00ednuos da forma; equil\u00edbrios inst\u00e1veis sempre por se refazer \u2013 em instabilidade e desequil\u00edbrios; golpes nos estratos e modula\u00e7\u00e3o de energias; a palavra m\u00e1gica que faz aparecer e desaparecer, num jogo de foco e <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/45-12-10-20176\/\">desfoco<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se ent\u00e3o de um corpo que sobrevoa esse composto individuo\/pr\u00e9-individual, um transcendente imanente que percebe-se ao mesmo tempo sujeito e corpo intensivo. E entende tudo isso como um teatro, um teatro da <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/21-08-09-20176-7\/\">exist\u00eancia<\/a>. N\u00e3o um teatro da representa\u00e7\u00e3o, mas um palco no sentido da visibilidade, e de tornar vis\u00edvel \u2013 de criar, inventar o que pode se ver. De performar a <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/34-11-10-20176\/\">vida<\/a>. Um palco de cenas e de fazer encenar, de intensificar as energias, de compor mat\u00e9rias, de <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/8-03-08-2017-10-08-201714-6\/\">formar<\/a>. Um palco onde sempre se ensaia, nunca se termina, pois cada fim \u00e9 um recome\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um palco para passar intensidades<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. Um palco tamb\u00e9m para desconstruir, fragmentar, embaralhar os c\u00f3digos. Palco como lugar de <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/18-22-08-2017-08-09-201719-6\/\">jogo<\/a>: tudo s\u00e3o pe\u00e7as, pe\u00e7as parte de pe\u00e7as <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/28-29-09-201729-6\/\">menores<\/a>, e de outras pe\u00e7as ainda menores, e assim sucessivamente. Em dire\u00e7\u00e3o oposta, podemos inventar uma pe\u00e7a cada vez maior, compondo em jogo, improvisando, pe\u00e7as com pe\u00e7as, uma maquinaria<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>: teremos ent\u00e3o uma Pe\u00e7a de Teatro! O autor e diretor dessa pe\u00e7a \u00e9 o Corpo Potencial \u2013 e ele \u00e9, ao mesmo tempo, a pr\u00f3pria pe\u00e7a-m\u00e1quina, maquina de guerra: corpo <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/7-27-07-2017-23-08-20174-6\/\">n\u00f4made<\/a> em espera e movimento<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/7-27-07-2017-23-08-20174-6\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Ainda que se trate de uma disserta\u00e7\u00e3o, nos possibilitamos ter uma tese para que possamos rachar o estrato da disserta\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o de uma Disserta\u00e7\u00e3o Potencial (e o corpo enquanto escreve essas palavras ri de si mesmo \u2013 e do si ao ri basta um desvio de tra\u00e7o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> \u201cO CsO faz passar intensidades, ele as produz e as distribui num <em>spatium<\/em> ele mesmo intensivo, n\u00e3o extenso. Ele n\u00e3o \u00e9 o espa\u00e7o nem est\u00e1 no espa\u00e7o, \u00e9 a mat\u00e9ria que ocupar\u00e1 o espa\u00e7o em tal ou qual grau \u2013 grau que corresponde \u00e0s intensidades produzidas. Ele \u00e9 mat\u00e9ria intensa e n\u00e3o formada, n\u00e3o estratificada, a matriz intensiva, a intensidade = 0, mas nada h\u00e1 de negativo neste zero, n\u00e3o existem intensidades negativas nem contr\u00e1rias. Mat\u00e9ria igual a energia\u201d (DELEUZE; GUATTARI, 1996. p.12).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> \u201cO organismo \u00e9 infinitamente maquinado, \u00e9 m\u00e1quina cujas partes ou pe\u00e7as s\u00e3o todas elas m\u00e1quinas, \u00e9 m\u00e1quina apenas \u2018transformada por diferentes dobras que ela recebe\u2019. O organismo vivente, (&#8230;) em virtude da pr\u00e9-forma\u00e7\u00e3o, tem uma determina\u00e7\u00e3o interna que o faz passar de dobra em dobra ou que constitui m\u00e1quinas de m\u00e1quinas, at\u00e9 o infinito\u201d (DELEUZE, 1991, p.9)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> \u201cO n\u00f4made sabe esperar, e tem uma paci\u00eancia infinita. Imobilidade e velocidade, catatonia e precipita\u00e7\u00e3o, \u2018processo estacion\u00e1rio\u2019, a pausa como processo. (&#8230;) O movimento designa o car\u00e1ter relativo de um corpo considerado como \u2018uno\u2019, e que vai de um ponto ao outro; <em>a velocidade, ao contr\u00e1rio, constitui o car\u00e1ter absoluto de um corpo cujas partes irredut\u00edveis (\u00e1tomos) ocupam ou preenchem um espa\u00e7o liso, \u00e0 maneira de um turbilh\u00e3o, <\/em>podendo surgir num espa\u00e7o qualquer. (Portanto, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que se tenha invocado viagens espirituais, feitas sem movimento relativo, por\u00e9m em intensidades, sem sair do lugar: elas fazem parte do nomadismo.) Em suma, diremos, por conven\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 o n\u00f4made tem um movimento absoluto, isto \u00e9, uma velocidade; o movimento turbilhonar ou girat\u00f3rio pertence essencialmente \u00e0 sua m\u00e1quina de guerra\u201d (DELEUZE; GUATTARI, 1997. p.55).<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para a nota anterior Notas que apontam para esta: [8] [18] &nbsp; Ao corpo estratificado ent\u00e3o n\u00e3o nos opomos, n\u00e3o nos ressentimos. Nele estamos, com ele, e passamos. Produzimos ent\u00e3o momentos de varia\u00e7\u00e3o (e este produtor \u00e9 o Corpo Potencial), como um abalo no solo do corpo estratificado, que permite \u201cfluir\u201d o CsO. 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