{"id":1084,"date":"2019-05-20T17:19:16","date_gmt":"2019-05-20T17:19:16","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=1084"},"modified":"2019-05-24T19:35:47","modified_gmt":"2019-05-24T19:35:47","slug":"desviar-da-representacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/desviar-da-representacao\/","title":{"rendered":"Desviar da representa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Seguimos, com \u00eanfase ao pensamento de Deleuze, em fragmento do texto &#8220;Corpo Potencial: autofic\u00e7\u00e3o de um tornar-se o que se \u00e9&#8221;, que comp\u00f5e o conjunto da disserta\u00e7\u00e3o (seguimos na sequ\u00eancia da nota anterior, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/encontros-para-um-corpo-potencial\/\">sobre os encontros<\/a>).<\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 ***<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quinto ponto: desviar em dire\u00e7\u00e3o aos poss\u00edveis pela via do improv\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como modo de n\u00e3o inserir-se no tempo enquanto corpo-fun\u00e7\u00e3o, gesto efetivado em um fim (n\u00e3o direcionado \u00e0 uma causa, um fim em si), \u00e9 preciso desviar da recogni\u00e7\u00e3o, do retorno ao Mesmo (DELEUZE, 1988). Estamos sob o c\u00e9u do acaso, onde impera o jogo, onde a chance se apresenta como o sempre poss\u00edvel, improv\u00e1vel, inocente, n\u00e3o buscado, ainda assim, expectado: um outro intensivo e provis\u00f3rio a nos esperar (NIETZSCHE, 2005). A via para essa individua\u00e7\u00e3o (SIMONDON, 1993), um devir-outro, \u00e9 a disposi\u00e7\u00e3o ao acaso, e afirm\u00e1-lo, atrav\u00e9s do jogo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sexto ponto: afirmar o jogo entre Apolo e Dion\u00edsio<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos ent\u00e3o entre \u201cdois corpos\u201d: o corpo estratificado do sujeito e o corpo intensivo, fluxos do Corpo sem \u00d3rg\u00e3os (DELEUZE E GUATTARI, 1996). Para esta rela\u00e7\u00e3o associamos, ao segundo, o devir tr\u00e1gico dionis\u00edaco, como for\u00e7as que atravessam o CsO; e ao primeiro, as apar\u00eancias que se manifestam, que se constituem para amparar a vida \u2014 imagens apol\u00ednias, como estratos que nos possibilitam partilhar uma vida em sociedade, e n\u00e3o se precipitar ao abismo (NIETZSCHE, 2005). A estas imagens ainda associamos a rela\u00e7\u00e3o entre instintos e institui\u00e7\u00f5es, sendo as segundas um modo de condu\u00e7\u00e3o das energias que pulsam nos corpos (fluxos e conten\u00e7\u00f5es nos estratos que formam as institui\u00e7\u00f5es e nisso sujeitos); fluxos: paix\u00f5es dos corpos que passam a ser conduzidos pelas pr\u00e1ticas institu\u00eddas (DELEUZE, 2006b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O CorPo, ent\u00e3o, se disp\u00f5e entre, reafirma essas tens\u00f5es, se experimenta, com prud\u00eancia, para que o corpo n\u00e3o se restrinja aos estratos, n\u00e3o se defina por identidades fixas, e n\u00e3o cesse assim seus fluxos; e, por outro lado, n\u00e3o seja demasiado vertiginoso na produ\u00e7\u00e3o de linhas de fuga, n\u00e3o produza linhas suicidas (DELEUZE e GUATTARI, 1996). O CorPo \u00e9 esse experimentador: coloca-se em movimento atrav\u00e9s do jogo; repetimos: \u00e9 ao mesmo tempo jogador, espa\u00e7o de jogo e mat\u00e9ria em movimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seguimos, com \u00eanfase ao pensamento de Deleuze, em fragmento do texto &#8220;Corpo Potencial: autofic\u00e7\u00e3o de um tornar-se o que se \u00e9&#8221;, que comp\u00f5e o conjunto da disserta\u00e7\u00e3o (seguimos na sequ\u00eancia da nota anterior, sobre os encontros). \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 *** Quinto ponto: desviar em dire\u00e7\u00e3o aos poss\u00edveis pela via do improv\u00e1vel Como modo de n\u00e3o inserir-se no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1084","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1084"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1084\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1121,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1084\/revisions\/1121"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}