{"id":111,"date":"2018-06-27T17:53:32","date_gmt":"2018-06-27T17:53:32","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=111"},"modified":"2018-07-11T19:56:41","modified_gmt":"2018-07-11T19:56:41","slug":"8-03-08-2017-10-08-201714-6","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/8-03-08-2017-10-08-201714-6\/","title":{"rendered":"[8] 03\/08\/2017 \u2013 10\/08\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/7-27-07-2017-23-08-20174-6\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta:\u00a0<a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/6-27-07-2017-23-08-20178-18\/\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/14-10-08-20173-18\/\">[14]<\/a> <\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PESQUISA EM JOGO: M\u00c9TODO, FANTASIA, PROBLEMA, HIP\u00d3TESES E DEL\u00cdRIOS<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma fantasia (ou pelo menos algo que chamo assim): uma volta de desejos, de imagens, que rondam, que se buscam em n\u00f3s, por vezes durante uma vida toda, e frequentemente s\u00f3 se cristalizam atrav\u00e9s de uma palavra. A palavra, significante maior, induz da fantasia \u00e0 sua explora\u00e7\u00e3o. Sua explora\u00e7\u00e3o por diferentes bocados de saber = a pesquisa. A fantasia se explora, assim, como uma mina a c\u00e9u aberto. (BARTHES, 2003, p.12).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa fantasia: o Corpo Potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um problema de pesquisa: como criar para si um Corpo Potencial?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hip\u00f3tese: o Corpo Potencial \u00e9 um corpo improvisado, um corpo sempre em jogo com as for\u00e7as que o afetam. Um corpo que comp\u00f5e a si nesses encontros \u2013 onde o que difere um Corpo Potencial \u00e9 a capacidade de produzir bons encontros em composi\u00e7\u00f5es com aumento de grau de pot\u00eancia<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. O Corpo Potencial seria um <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/6-27-07-2017-23-08-20178-18\/\">\u201cterceiro\u201d<\/a> corpo entre o Corpo Sem \u00d3rg\u00e3os e o corpo estratificado: \u00e9 o \u201cEu\u201d a jogar com as tens\u00f5es entre os estratos e o <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/49-19-10-20173\/\">fora<\/a>. Considerando a Educa\u00e7\u00e3o como um <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/32-11-10-2017\/\">espa\u00e7o de encontros e potencializa\u00e7\u00e3o de corpos<\/a>, nossa hip\u00f3tese se desdobra numa via pr\u00e1tica para a cria\u00e7\u00e3o de corpos potenciais: uma estrat\u00e9gia did\u00e1tica onde a pesquisa e a educa\u00e7\u00e3o se afirmam como jogo e improvisa\u00e7\u00e3o dos\/nos corpos: encontros entre <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/57-31-10-2017\/\">autor-pesquisador-educador<\/a>, estudantes e curr\u00edculo<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 preciso deixar bem claro que, para que haja fantasia, \u00e9 preciso haver cen\u00e1rio, portanto lugar\u201d (BARTHES, 2003, p.14). Nosso lugar \u00e9 um palco, um plat\u00f4, um espa\u00e7o de acontecimentos, de encontros e composi\u00e7\u00f5es. Esse \u201clugar\u201d se atualiza em tr\u00eas: o si, o texto e o <em>corpus<\/em> da Educa\u00e7\u00e3o. Corpo que escreve e fabrica um corpo do texto sempre em processo, funcionando como pe\u00e7as de uma engenhoca, uma m\u00e1quina despretensiosa voltada para um pensar em\/na Educa\u00e7\u00e3o \u2013 maquinaria que intenta inventar corpos potenciais:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;] tudo isso na espreita da produ\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios que se entreveem em uma escritura que aponta para uma pot\u00eancia de a\u00e7\u00e3o alegre, ou seja, de um aumento do grau de pot\u00eancia em educa\u00e7\u00e3o; autofabrica\u00e7\u00e3o que procura agir como um d\u00ednamo para compor rela\u00e7\u00f5es combin\u00e1veis, composi\u00e7\u00f5es de corpo-corpus. (AD\u00d3, 2013, p.27).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nosso m\u00e9todo: ensaiar neste <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/45-12-10-20176\/\">palco-disserta\u00e7\u00e3o<\/a> a cria\u00e7\u00e3o de um corpo do texto, que, jogando com as mat\u00e9rias nos encontros dessa pesquisa, se comp\u00f5e, em improviso, num Corpo Potencial: jogo-pesquisa em corpo-texto; Composi\u00e7\u00f5es. Com isso, a pr\u00f3pria pesquisa \u00e9 o exerc\u00edcio da cria\u00e7\u00e3o de corpos potenciais: o si do pesquisador e o corpo da disserta\u00e7\u00e3o \u2013 o primeiro a via de <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/63-07-12-2017\/\">passagem<\/a> e o segundo o registro dos efeitos desses encontros, dos devires. Em varia\u00e7\u00e3o, numa pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o, versa sobre a ideia do jogo e o improviso nos processos em espa\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o, e a educa\u00e7\u00e3o como um certo modo de pesquisar e compor \u2013 incluindo, e sobretudo, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/85-05-02-2018\/\">compor a si<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vers\u00f5es, varia\u00e7\u00f5es, divers\u00f5es num texto-disserta\u00e7\u00e3o que comp\u00f5e-se na transcria\u00e7\u00e3o com as mem\u00f3rias e o informe engendradas nos pensamentos do pesquisador \u2013 e este como uma pe\u00e7a (des)importante dessa m\u00e1quina de jogar: poderia ser um teatro do esp\u00edrito, um teatro filos\u00f3fico, um drama da educa\u00e7\u00e3o, uma autocom\u00e9dia do intelecto&#8230; nem um \u00e9, pode ser, transmuta-se, s\u00e3o corpos potenciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/9-10-08-2017\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Nesta nota inicial, se faz mister definir dois pontos cruciais\u00a0 \u2013 e aqui entra em cena um personagem central, Espinosa: o primeiro ponto refere o corpo do texto, que assim como o corpo humano comporta movimentos simult\u00e2neos em velocidades vari\u00e1veis, para o qual a nota de rodap\u00e9 n\u00e3o se restringe \u00e0 men\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o ou complementa\u00e7\u00e3o: al\u00e9m, produz sentido e efeitos paralelos \u201cna medida em que as proposi\u00e7\u00f5es e os esc\u00f3lios n\u00e3o andam no mesmo ritmo e comp\u00f5em dois movimentos que se atravessam\u201d\u00a0 (DELEUZE, 2002, p.132). E, quanto ao Corpo Potencial autor-leitor-educador-estudante: \u201cSer\u00e1 dito bom (ou livre, ou razo\u00e1vel, ou forte) aquele que se esfor\u00e7a, tanto quanto pode, por organizar os encontros, por se unir ao que conv\u00e9m \u00e0 sua natureza, por compor a sua rela\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00f5es combin\u00e1veis e, por esse meio, aumentar sua pot\u00eancia. Pois a bondade tem a ver com o dinamismo, a pot\u00eancia e a composi\u00e7\u00e3o de pot\u00eancias.\u201d (DELEUZE, 2002, p.29).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Entendendo essa improvisa\u00e7\u00e3o como uma composi\u00e7\u00e3o mais ou menos consciente com as mat\u00e9rias \u2013 corpos em extens\u00e3o e pensamentos em jogo nesses espa\u00e7os: \u201cA ordem das causas define-se pelo seguinte: cada corpo na extens\u00e3o, cada ideia ou cada esp\u00edrito no pensamento s\u00e3o constitu\u00eddos por rela\u00e7\u00f5es caracter\u00edsticas que subsumem as partes desse corpo, as partes dessa ideia. Quando um corpo \u201cencontra\u201d outro corpo, uma ideia, outra ideia, tanto acontece que as duas rela\u00e7\u00f5es se comp\u00f5e para formar um todo mais potente, quanto que um decomp\u00f5e o outro e destr\u00f3i a coes\u00e3o de suas partes\u201d (DELEUZE, 2002, p.25).<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta:\u00a0[6] [14] &nbsp; PESQUISA EM JOGO: M\u00c9TODO, FANTASIA, PROBLEMA, HIP\u00d3TESES E DEL\u00cdRIOS Uma fantasia (ou pelo menos algo que chamo assim): uma volta de desejos, de imagens, que rondam, que se buscam em n\u00f3s, por vezes durante uma vida toda, e frequentemente s\u00f3 se cristalizam atrav\u00e9s de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-111","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/111","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=111"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/111\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":739,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/111\/revisions\/739"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=111"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}