{"id":113,"date":"2018-06-27T17:55:04","date_gmt":"2018-06-27T17:55:04","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=113"},"modified":"2018-07-11T20:11:02","modified_gmt":"2018-07-11T20:11:02","slug":"9-10-08-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/9-10-08-2017\/","title":{"rendered":"[9] 10\/08\/2017"},"content":{"rendered":"<p><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/8-03-08-2017-10-08-201714-6\/\">Voltar para nota anterior<\/a><\/code><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta:\u00a0\u00a0<\/code><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CARTOGRAFIA DE UM CORPO<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse corpo-texto-disserta\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de um estudo em varia\u00e7\u00f5es sobre um tema que definimos agora, a fim de encaminhamento da leitura da obra: o Corpo Potencial, num jogo, em improvisa\u00e7\u00e3o. Sem antecipar em excesso os sentidos dessas proposi\u00e7\u00f5es, \u00e9 bastante saber que esse texto tamb\u00e9m \u00e9 tomado como um Corpo Potencial, sendo tal corpo compondo-se por partes que n\u00e3o pretendem funcionar como um organismo, mas valem pela intensidade de <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/29-29-09-2017\/\">cada fragmento<\/a> \u2013 fragmentos de nossa escrita e cita\u00e7\u00f5es que se convergem e formam um novo corpo<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Se s\u00e3o partes que se articulam, \u00e9 mais pela transversalidade de um pensamento rizom\u00e1tico<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> do que por uma tentativa l\u00f3gica. Cada fragmento ent\u00e3o se faz a partir de outro, em certo sentido, mas esse outro funcionando mais como um dispositivo &#8211; um corpo-fragmento que moveu pensamentos no corpo-pesquisador<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, que desdobra-se na produ\u00e7\u00e3o de outros corpos-fragmentos. Da leitura, portanto, onde o todo da obra multiplique as conex\u00f5es poss\u00edveis, as entradas e sa\u00eddas do tema, n\u00e3o se dependendo de um fragmento para compreender outro. Trata-se, sobretudo, da produ\u00e7\u00e3o de efeitos e das <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/71-24-12-2017\/\">imagina\u00e7\u00f5es que essas afec\u00e7\u00f5es produzem<\/a>. \u201cUm espa\u00e7o de frui\u00e7\u00e3o fica ent\u00e3o criado. N\u00e3o \u00e9 a \u2018pessoa\u2019 do outro que me \u00e9 necess\u00e1ria, \u00e9 o espa\u00e7o: a possibilidade de uma dial\u00e9tica do desejo, de uma imprevis\u00e3o do desfrute: que os dados n\u00e3o estejam lan\u00e7ados, que haja um jogo\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. Desta feita, cada fragmento pode ser lido em ordem a ser definida pelo leitor &#8211; ainda que os fragmentos se diferenciem em dois grupos mais ou menos delineados: um enquanto tentativa de abordagem conceitual sobre o tema e outro em po\u00e9ticas sobre corpos potenciais &#8211; uns mais uns e menos outro, outros menos uns e mais outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, para j\u00e1 iniciar o pr\u00f3ximo fragmento, enquanto esse ainda est\u00e1 por se acabar &#8211; pois outro problema \u00e9 ent\u00e3o da defini\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/28-29-09-201729-6\/\">onde termina um corpo e onde inicia outro<\/a>: o corpo, o corpo do texto, o corpo que cria, o corpo social, o corpo&#8230;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se somos espinosistas, n\u00e3o definimos algo nem por sua forma, nem por seus \u00f3rg\u00e3os e fun\u00e7\u00f5es, nem como subst\u00e2ncia ou como sujeito. Tomando emprestados termos da Idade M\u00e9dia, ou ent\u00e3o da geografia, n\u00f3s o definiremos por <em>longitude e latitude<\/em>. Um corpo pode ser qualquer coisa, pode ser um animal, pode ser um corpo sonoro, pode ser uma alma ou uma ideia, pode ser um <em>corpus <\/em>lingu\u00edstico, pode ser um corpo social, uma coletividade. Entendemos por longitude de um corpo qualquer conjunto de rela\u00e7\u00f5es de velocidade e de lentid\u00e3o, de repouso e de movimento, entre part\u00edculas que o comp\u00f5em desse ponto de vista, isto \u00e9, entre elementos n\u00e3o formados. Entendemos por latitude o conjunto dos afetos que preenchem um corpo a cada momento, isto \u00e9, os estados intensivos de uma for\u00e7a an\u00f4nima (for\u00e7a de existir, poder de ser afetado). Estabelecemos assim a cartografia de um corpo. O conjunto das longitudes e das latitudes constitui a Natureza, o plano de iman\u00eancia ou de consist\u00eancia, sempre vari\u00e1vel, e que n\u00e3o cessa de ser remanejado, composto, recomposto, pelos indiv\u00edduos e pelas coletividades. (DELEUZE, 2002, p. 132).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/10-10-08-201740\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Como em uma did\u00e1tica da inven\u00e7\u00e3o e uma sociografia: \u201cA su vez, una did\u00e1ctica de la invenci\u00f3n act\u00faa como una manobra traductora que se forma como um tejido de citas, um gesto de combinaciones de elementos finitos com alg\u00fan outro gesto anterior conformando que esa manobra se establezca como una converg\u00eancia, reciprocidad entre textos. (&#8230;) Con eso podemos afirmar que una sociograf\u00eda, vali\u00e9ndose del sentido de hipertexto, tiene como propuesta establecer conexiones transversales que propicien el ejercicio de que se haga una lectura que se activa como escritura. Intensificando la noci\u00f3n de que un espectador, consumidor y, tambi\u00e9n, un lector son productores que al leer, leen lo antiguo como lo nuevo. Con eso se busca explorar el territorio de una cultura de la convergencia, donde la recombinaci\u00f3n es vista como una forma productiva, inventiva y no-excluyente de proliferar modos de leer culturas antes de caracterizar diferencias\u201d (AD\u00d3; CORAZZA, 2015, p. 282).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> \u201c\u00c9 uma teoria das mutipheidades por elas mesmas, no ponto em que o m\u00faltiplo passa ao estado de substantivo, (&#8230;) ultrapassam a distin\u00e7\u00e3o entre consci\u00eancia e o inconsciente, entre a natureza e a hist\u00f3ria, o corpo e a alma. As multipheidades s\u00e3o a pr\u00f3pria realidade, e n\u00e3o sup\u00f5em nenhuma unidade, n\u00e3o entram em nenhuma totalidade e tampouco remetem a um sujeito. (&#8230;) Os princ\u00edpios caracter\u00edsticos das multipheidades concernem a seus elementos, que s\u00e3o <em>singularidades<\/em>; a suas rela\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o <em>devires<\/em>; a seus acontecimentos, que s\u00e3o <em>hecceidades<\/em> (quer dizer, individua\u00e7\u00f5es sem sujeito); a seus espa\u00e7o-tempos, que s\u00e3o espa\u00e7os e tempos <em>livres<\/em>; a seu modelo de realiza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o <em>rizoma (<\/em>por oposi\u00e7\u00e3o ao modelo da \u00e1rvore); a seu plano de composi\u00e7\u00e3o, que constitui <em>plat\u00f4s <\/em>(zonas de intensidade cont\u00ednuas); aos vetores que as atravessam, e que constituem <em>territ\u00f3rios <\/em>e graus de <em>desterritorializa\u00e7\u00e3o\u201d<\/em> (DELEUZE; GUATTARI, 1995, p.8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> \u201cSomo apenas fragmentos, mas, ao mesmo tempo, desempenhamos um papel essencial, o de estarmos a\u00ed, de nos determos na luz, no pensamento. Somos o piv\u00f4, o <em>punctum<\/em>, o que nos d\u00e1 um papel determinante. Volto a proposi\u00e7\u00e3o que me serviu de base no momento em que eu trabalhava sobre o objeto: \u00e9 o mundo que nos pensa, \u00e9 o objeto que nos pensa&#8230;\u201d (BAUDRILLARD, 2003, p.133).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> BARTHES, 1987, p.9.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta:\u00a0\u00a0 CARTOGRAFIA DE UM CORPO Esse corpo-texto-disserta\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de um estudo em varia\u00e7\u00f5es sobre um tema que definimos agora, a fim de encaminhamento da leitura da obra: o Corpo Potencial, num jogo, em improvisa\u00e7\u00e3o. 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