{"id":1146,"date":"2019-07-03T15:46:50","date_gmt":"2019-07-03T15:46:50","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=1146"},"modified":"2019-10-03T23:51:08","modified_gmt":"2019-10-03T23:51:08","slug":"112-25-06-2019-03-07-2019","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/112-25-06-2019-03-07-2019\/","title":{"rendered":"[112] 25\/06\/2019 \u2013 03\/07\/2019"},"content":{"rendered":"<p><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/111-14-04-2019\/\">Voltar para nota anterior<\/a><\/code><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que passa entre o real e o pensamento? Ou, noutros termos, acerca do corpo que se exercita ao pensar o real: o que acontece nesta correla\u00e7\u00e3o? Ou seja, parece existir uma reciprocidade entre o corpo que pensa sua exist\u00eancia e a pr\u00f3pria exist\u00eancia em si, na qual o corpo \u00e9, de algum modo, tamb\u00e9m pensado. S\u00e3o estas quest\u00f5es que, de alguma maneira, tenho tentado elaborar para pensar, com destaque, o que \u00e9 do \u00e2mbito dos imprevistos nesta rela\u00e7\u00e3o, podendo assim dizer, entre corpo e mundo: \u201ccada corpo, por menor que seja, cont\u00e9m um mundo, visto que est\u00e1 esburacado de passagens irregulares, rodeado e penetrado por um flu\u00eddo cada vez mais sutil\u201d (DELEUZE, 1991, p.16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A leitura deste livro de Gilles Deleuze, \u201cA Dobra. Leibniz e o barroco\u201d, acima citado, coloca estas e outras quest\u00f5es em cena. \u00c9, certamente, um livro para ser revisto, e que remete n\u00e3o somente aos estudos de Leibniz, mas tamb\u00e9m a outros: a mim, no \u00e2mbito da atual pesquisa de mestrado, interessa a rela\u00e7\u00e3o do perspectivismo com Nietzsche (o que n\u00e3o aparece neste livro, mas me pode estudado considerando os livros de Deleuze sobre este filosofo), e, ademais, uma curiosidade sobre Whitehead, citado pelo autor no cap\u00edtulo \u201cO que \u00e9 um acontecimento\u201d. Um estudo que demanda tempo e, talvez, um ac\u00famulo do qual, no momento, n\u00e3o sou detentor. Se faz necess\u00e1rio, em s\u00edntese, mais mat\u00e9rias para rebater sobre essa mat\u00e9ria textual ou, ainda, mais conhecimento de campo (de campos de conhecimento) sobre os quais se deslocar para, justamente, perspectivar o que \u00e9 dito \u2014 com destaque, claro, para a matem\u00e1tica e a filosofia. Mesmo assim, e sobretudo por isso, produzo essa nota por ocasi\u00e3o do semin\u00e1rio que teve por objetivo estudar o referido livro, ocorrido na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o\/UFRGS, sob responsabilidade da Professora Paola Zordan, no segundo semestre de 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta nota tarda a chegar em fun\u00e7\u00e3o da hesita\u00e7\u00e3o justificada pelos motivos acima, no entanto, o livro acabou por funcionar, na escrita da Disserta\u00e7\u00e3o, nas sombras de outros, atraindo certas no\u00e7\u00f5es, possibilitando que se pensasse o que se pensou, de um modo e n\u00e3o de outro (eu havia iniciado o estudo deste livro ainda em 2017). \u00c9 justo que algo sobre isso seja dito, ent\u00e3o, e o farei em alguns pontos que me pareceram mais relevantes para serem destacados agora (e os fa\u00e7o a partir de v\u00e1rias anota\u00e7\u00f5es de leitura, arquivadas no aplicativo Evernote, e conforme os procedimentos apresentado em <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/sobre-uma-poetica-da-notacao\/\">Sobre uma Po\u00e9tica da Nota\u00e7\u00e3o<\/a> e na <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/100-06-07-2018\/\">nota n\u00ba100<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A inclus\u00e3o: sobre o notar e anotar como indiciamento do real<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta no\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o, que nomeia a parte dois do livro, \u00e9 central para o estudo sobre o qual tenho me desdobrado: trata-se de supor que h\u00e1 uma inflex\u00e3o, enquanto express\u00e3o de um real, rebatida na m\u00f4nada \u2014 este corpo, ent\u00e3o, dobrado em si, mas em estrita rela\u00e7\u00e3o com o fora, operando uma inclus\u00e3o deste real; diria que seria algo como uma inclus\u00e3o de um fato, ou um dado do real, numa paisagem mental; ou, ainda antes, ou simultaneamente, numa inscri\u00e7\u00e3o sobre as superf\u00edcies desta m\u00f4nada, no sentido de uma percep\u00e7\u00e3o. \u00c9 evidente que estou a fazer v\u00e1rios desvios para o que me interessa, mas vejamos o que Deleuze tem a nos dizer, no in\u00edcio do Cap\u00edtulo 4, \u201cRaz\u00e3o Suficiente\u201d (1991, p.67-68 ):<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma causa \u00e9 da ordem do que sucede, seja para mudar um estado de coisas, seja para produzir ou destruir a coisa. Mas o princ\u00edpio reclama que tudo o que sucede a uma coisa, a\u00ed compreendida as causa\u00e7\u00f5es, tem uma raz\u00e3o. Se se denomina acontecimento o que sucede a uma coisa, seja que esta sofra ou que o fa\u00e7a, dir-se-\u00e1 que a raz\u00e3o suficiente \u00e9 o que compreende o acontecimentos como um dos seus predicados: o conceito da coisa ou a no\u00e7\u00e3o. \u201cOs predicados ou acontecimentos\u201d, diz Leibniz. Da\u00ed o caminho percorrido precedentemente, da inflex\u00e3o \u00e0 inclus\u00e3o. A inflex\u00e3o \u00e9 o acontecimento que sucede \u00e0 linha ou ao ponto. A inclus\u00e3o \u00e9 a predica\u00e7\u00e3o que p\u00f5e a inflex\u00e3o no conceito de linha ou do ponto, isto \u00e9, nesse outro ponto que ser\u00e1 chamado de metaf\u00edsico. Passa-se da inflex\u00e3o \u00e0 inclus\u00e3o, como do acontecimento da coisa ao predicado da no\u00e7\u00e3o, ou como do \u201cver\u201d ao \u201cler\u201d: o que se v\u00ea sobre a coisa ou que se l\u00ea em seu conceito ou sua no\u00e7\u00e3o. O conceito \u00e9 como uma assinatura, uma clausura. A raz\u00e3o suficiente \u00e9 a inclus\u00e3o, isto \u00e9, a identidade do acontecimento e do predicado.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos por que este fragmento interessa para a pesquisa atual. O que aponta Deleuze no texto, enquanto \u201cver\u201d e \u201cler\u201d, se assemelha ao que temos proposto enquanto notar e anotar: noto algo nos acontecimentos (ou noto o acontecimento), anoto em pensamentos, de certa forma, como essa inclus\u00e3o que predica, que atribui e oferece sentidos ao visto, passando a l\u00ea-lo: e este anotar passa pela escrita como um exerc\u00edcio de pensar o pensamento que inclui certas inflex\u00f5es, mas que se esfor\u00e7a para pensar tamb\u00e9m o que exclui da sua vista e que \u00e9, portanto, da ordem do n\u00e3o-pensado. Por isso a Po\u00e9tica da Nota\u00e7\u00e3o, no modo como tenho operado aqui, se vale de uma e-labora\u00e7\u00e3o, no sentido de produzir um ciberespa\u00e7o como repositor, como um c\u00e9rebro em sua prolifera\u00e7\u00e3o de imagens e passagens, que passa a funcionar, atualizando-se, na presen\u00e7a de um agente \u201cexterno\u201d: aquele que vem ao <em>site<\/em>, e que pode ser \u2014 e \u00e9, frequentemente \u2014, este mesmo que aqui escreve.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta no\u00e7\u00e3o de inclus\u00e3o, que certamente pode e ser\u00e1 desdobrada na pesquisa que segue p\u00f3s-mestrado, precisa ser correlacionado \u00e0 outra, qual seja, o da perspectiva: mais precisamente, para o que nos interessa aqui, para o exerc\u00edcio de deslocar-se (como pela vertigem de um <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/PESQUISA-DOC%C3%8ANCIA-DA-DIFEREN%C3%87A_ENCONTROS-E-COMPOSI%C3%87%C3%95ES-PARA-UM-M%C3%89TODO-LABIR%C3%8DNTICO-EM-JOGO_DIEGO-ESTEVES_M%C3%81XIMO-AD%C3%93.pdf\">M\u00e9todo Labir\u00edntico<\/a>), para apreender um acontecimento (novamente a inclus\u00e3o), a partir de outro ponto de vista. Vejamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Da perspectiva: sobre os deslocamentos necess\u00e1rios<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Come\u00e7o, ent\u00e3o, com essa exposi\u00e7\u00e3o incisiva de Deleuze (1991), na p.37.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 exatamente um ponto, mas um lugar, uma posi\u00e7\u00e3o, um s\u00edtio, um \u201cfoco linear\u201d, linha sa\u00edda de linhas. Esse lugar \u00e9 chamado ponto de vista, na medida em que representa a varia\u00e7\u00e3o ou inflex\u00e3o. \u00c9 esse o fundamento do perspectivismo. Este n\u00e3o significa uma depend\u00eancia em face de um sujeito definido previamente: ao contr\u00e1rio, ser\u00e1 sujeito aquele que vir ao ponto de vista, ou, sobretudo, aquele que se instalar no ponto de vista. Eis porque a transforma\u00e7\u00e3o do objeto remete a uma transforma\u00e7\u00e3o correlativa do sujeito: este n\u00e3o \u00e9 um&nbsp;<em>subjecto<\/em> , mas um&nbsp;<em>superjecto.<\/em> [&#8230;] N\u00e3o \u00e9 o ponto de vista que varia com o sujeito, pelo menos em primeiro lugar; ao contr\u00e1rio, o ponto de vista \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o sob a qual um eventual sujeito apreende uma varia\u00e7\u00e3o (metamorfose) ou algo = x (anamorfose). [&#8230;] Trata-se n\u00e3o de uma varia\u00e7\u00e3o da verdade de acordo com um sujeito, mas da condi\u00e7\u00e3o sob a qual a verdade de uma varia\u00e7\u00e3o aparece ao sujeito.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Um lugar, enquanto ponto de vista, como condi\u00e7\u00e3o sobre a qual a verdade aparece: um espa\u00e7o, por essa via, como condi\u00e7\u00e3o de possibilidade, dotado de v\u00e1rios lugares sobre os quais se instalar e perspectivar o real, produzindo realidades com suas respectivas verdades; o que nos aproxima, pelo car\u00e1ter provis\u00f3rio da realidade apreendida por determinado ponto de vista, da fic\u00e7\u00e3o enquanto exerc\u00edcio de perspectiva\u00e7\u00e3o deste mesmo real, se diferenciando de um suposto realismo \u2014 do qual nos fala, criticamente, Bachelard (2010) \u2014 por aceitar como inexor\u00e1vel a apropria\u00e7\u00e3o de um acontecimento singular realizada pela singularidade do corpo que v\u00ea; logo, avan\u00e7a-se para a inven\u00e7\u00e3o, para a narrativa, fantasiando, experimentando e expandindo o que, para o realista seria uma descri\u00e7\u00e3o dos fatos, e para este outro (e me incorporo neste outro) \u00e9 j\u00e1 desde o in\u00edcio uma transcria\u00e7\u00e3o, pelo simples fato da linguagem ser de outra ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caberia ainda algumas considera\u00e7\u00f5es sobre o corpo, como aparece neste livro, para chegar ao ponto que nos interessa, sobremaneira, no presente da pesquisa: uma caosmologia, onde o corpo se produz via uma caosmog\u00eanese, inserindo nesse jogo existencial n\u00e3o destinado, n\u00e3o progressivo, portanto. Um inser\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es do corpo, a partir deste livro, foi feita na <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/16-22-08-2017\/\">nota de n\u00ba16<\/a>, onde tentei tratar sobre a no\u00e7\u00e3o de improviso, e que, indiretamente, acaba nos levando para o estudo deste caos \u2014 ou melhor, neste caos. De todo modo, segue a cita\u00e7\u00e3o anexada naquela nota, datada de 22 de agosto de 2017.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o mundo \u00e9 infinitamente cavernoso, se h\u00e1 mundos nos menores corpos, \u00e9 porque h\u00e1 \u2018molabilidade por toda parte na mat\u00e9ria\u2019, o que d\u00e1 testemunho n\u00e3o s\u00f3 da divis\u00e3o infinita das partes mas tamb\u00e9m da progressividade na aquisi\u00e7\u00e3o e na perda de movimento, realizando-se, ao mesmo tempo, a conserva\u00e7\u00e3o da for\u00e7a. A mat\u00e9ria-dobra \u00e9 uma mat\u00e9ria-tempo, cujos fen\u00f4menos s\u00e3o como a descarga cont\u00ednua de uma \u2018infinidade de arcabuzes ao vento\u2019. A\u00ed tamb\u00e9m se adivinha a afinidade da mat\u00e9ria com a vida, uma vez que \u00e9 quase uma concep\u00e7\u00e3o muscular da mat\u00e9ria que p\u00f5e a molabilidade em toda parte. Invocando a propaga\u00e7\u00e3o da luz e a \u2018explos\u00e3o no luminoso\u2019, fazendo dos esp\u00edritos animais uma subst\u00e2ncia el\u00e1stica, inflam\u00e1vel e explosiva (DELEUZE, 1991, p.8).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para uma caosmologia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este estudo que seguir\u00e1 se desdobrando e seguindo as pistas deste livro, para tanto ainda retomando sua leitura, e compondo com outras mat\u00e9rias, se dar\u00e1 \u2014 ao menos numa composi\u00e7\u00e3o em espec\u00edfica, ou numa s\u00e9rie \u2014 no entorno da ideia de caosmologia (no momento sendo processada na produ\u00e7\u00e3o de uma aula-espet\u00e1culo, sobre o mesmo t\u00edtulo). Trata-se de pensar uma rela\u00e7\u00e3o com o caos por apreens\u00f5es de pontos de linhas divergentes que o comp\u00f5e, mesmo que, em boa parte dos procedimentos, essa apreens\u00e3o seja feita em segunda m\u00e3o, ou seja, tomando as fun\u00e7\u00f5es, das ci\u00eancias, os conceitos, da filosofia, e os blocos de sensa\u00e7\u00f5es das artes como uma entrada ao caos, a partir de um estado de jogo em err\u00e2ncia por esse material produzido pelo humano, \u00e0 espreita de passagens que nos remetam ao caos origin\u00e1rio. Doutro modo, tamb\u00e9m, pelo exerc\u00edcio contr\u00e1rio, de uma esfor\u00e7ada aten\u00e7\u00e3o com esquecimento de si, enquanto indiv\u00edduo, conjecturando ser poss\u00edvel, ao menos por um lapso de tempo, adentrar esse caos (ou perceber-se desde j\u00e1 nele), notando o nada e todos os sentidos ao mesmo tempo \u2014 talvez seja isso o que \u00e9 encontrado no zen como um satori.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cito, por fim, o \u00faltimo par\u00e1grafo do livro, com o qual termino tamb\u00e9m esta nota:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma vez que o mundo \u00e9 agora constitu\u00eddo de s\u00e9ries divergentes (caosmos) ou que o lance de dados substitui o jogo Pleno, a m\u00f4nada j\u00e1 n\u00e3o pode incluir o mundo inteiro como num c\u00edrculo fechado modific\u00e1vel por proje\u00e7\u00e3o, mas ela se abre a uma trajet\u00f3ria ou espiral em expans\u00e3o, que se distancia cada vez mais de um centro. [&#8230;] J\u00e1 n\u00e3o se pode distinguir entre o estado privado de uma m\u00f4nada dominante (que produz em si mesma seus pr\u00f3prios acordos\/acordes) e o estado p\u00fablico das m\u00f4nadas em multid\u00e3o (que seguem linhas de melodia), mas as duas entram em fus\u00e3o numa esp\u00e9cie de diagonal em que as m\u00f4nadas entrepenetram-se, modificm-se, insepar\u00e1veis de blocos de preens\u00e3o que as levam consigo, constituindo outras tantas capturas transit\u00f3rias (DELEUZE, 1991, p.208).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/113-03-10-2019\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior O que passa entre o real e o pensamento? Ou, noutros termos, acerca do corpo que se exercita ao pensar o real: o que acontece nesta correla\u00e7\u00e3o? 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