{"id":115,"date":"2018-06-27T17:56:48","date_gmt":"2018-06-27T17:56:48","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=115"},"modified":"2018-07-17T18:10:24","modified_gmt":"2018-07-17T18:10:24","slug":"10-10-08-201740","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/10-10-08-201740\/","title":{"rendered":"[10] 10\/08\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/9-10-08-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Nota que aponta para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/19-29-08-2017-08-09-20175-7\/\">[19]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/40-12-10-201741\/\">[40] <\/a><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOTA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece-me necess\u00e1rio assumir o desejo cambaleante do sujeito aqui inscrito: de chegar sabe-se l\u00e1 onde, mas de chegar. Vontade de pot\u00eancia captada pelo sistema &#8211; do capital, do poder mais que da pot\u00eancia, do sujeito mais que do ser&#8230; Junto, o tensionamento de si para consigo, para que o jogo continue, para que n\u00e3o tenha <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/19-29-08-2017-08-09-20175-7\/\">vencedor<\/a>. Em resist\u00eancia<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, inserir-se no texto, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/37-12-10-2017\/\">presentificar-se<\/a>, n\u00e3o como persona, mas como ser que \u00e9 pe\u00e7a inserida nesse jogo, e que nele luta (sem jamais deixar de rir) para afirmar o devir, em proveito do sujeito: \u201cn\u00e3o \u00e9 o outro sen\u00e3o o pr\u00f3prio dem\u00f4nio da possibilidade. A preocupa\u00e7\u00e3o do conjunto do que ele pode o domina. Ele observa a si mesmo, manobra a si mesmo, n\u00e3o quer ser manobrado\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>. A afirma\u00e7\u00e3o de uma pot\u00eancia em educa\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o de corpo potenciais, num processo que pode ser denominado de <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/73-26-12-2017\/\">autoeduca\u00e7\u00e3o<\/a>, sem com isso criar um modelo, um ponto de chegada, um vencedor&#8230; O alvo \u00e9 o processo, no qual se entra e se sai, pela exterioridade, sem nunca, de fato, se sair completamente.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um \u2018m\u00e9todo\u2019 \u00e9 o espa\u00e7o estriado da <em>cogitatio universalis, <\/em>e tra\u00e7a um caminho que deve ser seguido de um ponto a outro. Mas a forma da exterioridade situa o pensamento num espa\u00e7o liso que ele deve ocupar sem poder medi-lo, e para o qual n\u00e3o h\u00e1 m\u00e9todo poss\u00edvel, reprodu\u00e7\u00e3o conceb\u00edvel, mas somente revezamentos, <em>intermezzi<\/em>, relances. O pensamento \u00e9 como o Vampiro, n\u00e3o tem imagem, nem para constituir modelo, nem para fazer c\u00f3pia. No espa\u00e7o liso do Zen, a flecha j\u00e1 n\u00e3o vai de um ponto ao outro, mas ser\u00e1 recolhida num ponto qualquer, para ser relan\u00e7ada a um ponto qualquer, e tende a permutar com o atirador e o alvo. O problema da m\u00e1quina de guerra \u00e9 o dos revezamentos, mesmo com meios parcos, e n\u00e3o o problema arquitet\u00f4nico do modelo ou cidade modelo. Um povo ambulante de revezadores, em lugar de uma cidade modelo. (DELEUZE; GUATTARI, 1997, p.50).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Joga-se o jogo consigo, cria-se <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/40-12-10-201741\/\">notas em pensamento como um sinal de alerta<\/a> ao corpo-sujeito que, ao buscar defini\u00e7\u00f5es, deixaria de distinguir-se, de diferenciar, de mudar, de se recompor. Nesse momento a leitura e escrita, escrileitura, funciona como um provocador e apaziguador, paradoxal rela\u00e7\u00e3o que move o corpo ao mesmo tempo que acalma o esp\u00edrito. Onde citar \u00e9 <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/76-22-01-2018\/\">quase como um recitar-se<\/a>, onde encontra-se no outro quando perde-se enquanto sujeito, para encontrar-se em si:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fic\u00e7\u00e3o de um indiv\u00edduo (algum Sr Teste \u00e0s avessas) que abolisse nele as barreiras, as classes, as exclus\u00f5es, n\u00e3o por sincretismo, mas por simples remo\u00e7\u00e3o desse velho espectro: a contradi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica; que misturasse todas as linguagens, ainda que fossem consideradas incompat\u00edveis; que suportasse, mudo, todas as acusa\u00e7\u00f5es de ilogismo, de infidelidade; que permanecesse impass\u00edvel diante da ironia socr\u00e1tica (levar o outro ao supremo opr\u00f3bio: contradizer-se) e o terror legal (quantas provas penais baseadas numa psicologida da unidade!). Este homem seria a abje\u00e7\u00e3o da nossa sociedade: os tribunais, a escola, o asilo, a conversa\u00e7\u00e3o, convert\u00ea-lo-iam em um estrangeiro: quem suporta sem nenhuma vergonha a contradi\u00e7\u00e3o? (BARTHES, 1987, p.7).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nem c\u00e1 nem l\u00e1, nos dois, em movimento, mat\u00e9ria e onda, defini\u00e7\u00e3o e fluxo: o Corpo Potencial \u2013 essa fantasia \u2013 \u00e9 um corpo enredado com os poss\u00edveis num jogo de (ir)restri\u00e7\u00f5es: do <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/78-22-01-2018\/\">vis\u00edvel e do diz\u00edvel, e do invis\u00edvel no vis\u00edvel e do indiz\u00edvel no diz\u00edvel<\/a>, que tensiona por novas possibilidades de se ver, de se falar: de mover! Por mais vida na vida. Nada nega, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/1-06-07-2017\/\">tudo inclui<\/a>. N\u00e3o est\u00e1 fora dos estratos, n\u00e3o nega a for\u00e7a da estratifica\u00e7\u00e3o, nem a necessidade da territorializa\u00e7\u00e3o, mas produz linhas de fuga; com <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/50-19-10-2017\/\">rigor<\/a>, em riso e dan\u00e7a, inventa linhas de vida. N\u00e3o nega o sujeito, n\u00e3o nega o desejo sempre \u00e0 espreita, de querer profetizar o pensamento da diferen\u00e7a. Aceita-se nesse jogo, e sobretudo insere-se nesse jogo, para a transmuta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria ao desvio da Forma, do Modelo, da Verdade. E, para o fim dessa nota, que nunca \u00e9 mais que um novo come\u00e7o (<a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/29-29-09-2017\/\">sair \u00e9 entrar!<\/a>), citamos Nietzsche, citado por Deleuze e Guattari na continuidade do fragmento anterior (1997, p.50):<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza envia o fil\u00f3sofo \u00e0 humanidade como uma flecha; ela n\u00e3o mira, mas confia que a flecha ficar\u00e1 cravada em algum lugar. Ao faz\u00ea-lo, ela se engana uma infinidade de vezes e se desaponta. (&#8230;) Os artistas e os fil\u00f3sofos s\u00e3o um argumento contra a finalidade da natureza em seus meios, ainda que eles constituam uma excelente prova da sabedoria de seus fins. Eles jamais atingem mais do que uma minoria, quando deveriam atingir todo mundo, e a maneira pela qual essa minoria \u00e9 atingida n\u00e3o responde \u00e0 for\u00e7a que colocam os fil\u00f3sofos e os artistas em atirar sua artilharia..<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/11-10-08-201718\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201cE se quisermos, n\u00e3o digo apagar esse temor, mas analis\u00e1-lo em suas condi\u00e7\u00f5es, seu jogo e seus efeitos, \u00e9 preciso, creio, optar por tr\u00eas decis\u00f5es \u00e0s quais nosso pensamento resiste um pouco, hoje em dia, e que correspondem aos tr\u00eas grupos de fun\u00e7\u00f5es que acabo de evocar: questionar nossa vontade de verdade; restituir ao discurso seu car\u00e1ter de acontecimento; suspender, enfim, a soberania do significante\u201d (FOUCAULT, 2007, p.51).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <sup>\u00a0<\/sup>VALERY, 1997 apud AD\u00d3, 2013, p.99.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Nota que aponta para esta: [19] [40] &nbsp; NOTA Parece-me necess\u00e1rio assumir o desejo cambaleante do sujeito aqui inscrito: de chegar sabe-se l\u00e1 onde, mas de chegar. 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