{"id":127,"date":"2018-06-27T18:20:49","date_gmt":"2018-06-27T18:20:49","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=127"},"modified":"2018-07-17T18:12:58","modified_gmt":"2018-07-17T18:12:58","slug":"13-10-08-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/13-10-08-2017\/","title":{"rendered":"[13] 10\/08\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/12-10-08-20176-15\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/19-29-08-2017-08-09-20175-7\/\">[19]<\/a>\u00a0 <\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um perigo que precisa ser reconhecido:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nancy, Derrida e outros fil\u00f3sofos v\u00e3o chamar a aten\u00e7\u00e3o para o que seria o \u201cdiscurso acerca do corpo\u201d. Como se o corpo tivesse condi\u00e7\u00f5es para ser interrogado a partir de uma enuncia\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia sensorial, motriz e imagin\u00e1ria mas, em certas inst\u00e2ncias, se restringisse \u00e0s amarras do pr\u00f3prio discurso. Um perigo inevit\u00e1vel que precisa ser reconhecido. Talvez esta seja, at\u00e9 hoje, uma das maiores ang\u00fastias de muitos pensadores e artistas que buscam acessar fen\u00f4menos com a ilus\u00e3o de n\u00e3o lan\u00e7ar m\u00e3o de qualquer intermedia\u00e7\u00e3o s\u00edgnica. (palavras, objetos, imagens, a\u00e7\u00f5es etc) (GREINER, 2006, p.27).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis a quest\u00e3o ent\u00e3o: ante o perigo, a coragem:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cabe\u00e7a nunca cessa de contabilizar: uma aritm\u00e9tica triste e simplista dos prazeres, das a\u00e7\u00f5es, das mulheres conquistadas, dos tesouros acumulados, da intensidade dos aplausos, dos golpes que infligimos ao advers\u00e1rio em compara\u00e7\u00e3o com os que dele recebemos, das horas passadas na ociosidade. Nada disso concerne ao corpo, mas em compensa\u00e7\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o para os seus indicadores: os v\u00edcios intelectuais se prestam ao discurso. N\u00f3s nos drogamos sobretudo de l\u00edngua e de nomes. Em contrapartida, o valor que se origina do corpo, ou seja, do cora\u00e7\u00e3o, adv\u00e9m da coragem, do reconhecimento e recusa da finitude. Primeira e \u00fanica virtude que tem valor e da qual se deduzem as outras, ela d\u00e1 costas \u00e0 raz\u00e3o, da mesma forma que a inven\u00e7\u00e3o ca\u00e7oa da cr\u00edtica. (SERRES, 2004, p.49).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com Nietzsche, o corpo como a grande raz\u00e3o, o si como sabedoria:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">As for\u00e7as ativas do corpo fazem do corpo um si e definem o si como superior e surpreendente. \u2018Um ser mais poderoso, um s\u00e1bio desconhecido \u2013 que se chama si. Ele habita teu corpo, ele \u00e9 teu corpo\u2019 (&#8230;) Em Nietzsche, assim como na energ\u00e9tica, chama-se \u2018nobre\u2019 a energia capaz de transformar. O poder de transforma\u00e7\u00e3o, o poder dionis\u00edaco, \u00e9 a primeira defini\u00e7\u00e3o da atividade\u201d. (DELEUZE, 1976, p.22).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/14-10-08-20173-18\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: [19]\u00a0 &nbsp; Um perigo que precisa ser reconhecido: Nancy, Derrida e outros fil\u00f3sofos v\u00e3o chamar a aten\u00e7\u00e3o para o que seria o \u201cdiscurso acerca do corpo\u201d. 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