{"id":135,"date":"2018-06-27T18:25:09","date_gmt":"2018-06-27T18:25:09","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=135"},"modified":"2018-07-17T13:17:06","modified_gmt":"2018-07-17T13:17:06","slug":"17-22-08-20173-7","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/17-22-08-20173-7\/","title":{"rendered":"[17] 22\/08\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/16-22-08-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/3-27-07-2017-23-08-2017\/\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/7-27-07-2017-23-08-20174-6\/\">[7]<\/a><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Improviso \u00e9 um desses clich\u00eas que precisa ser raspado, uma palavra a ser rasurada, rachada. Num extremo temos uma imagem do improviso como uma alta capacidade de distintas pessoas, sens\u00edveis artistas, que nasceram com o dom da improvisa\u00e7\u00e3o \u2013 pessoas espont\u00e2neas que n\u00e3o se restringem aos limites de uma sociedade controladora&#8230; Noutro extremo coloca-se o improviso como uma solu\u00e7\u00e3o quando nada mais deu certo: ap\u00f3s esgotar as possibilidades de uma produ\u00e7\u00e3o organizada e qualitativa, s\u00f3 restaria o improviso onde \u201co que vier \u00e9 lucro\u201d. O que passa entre esses clich\u00eas \u00e9, e aqui nossa tese se refor\u00e7a, um <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/51-19-10-20175-55-7\/\">devir-improviso<\/a>, o que seria ent\u00e3o a ess\u00eancia de um Corpo Potencial: a vontade de pot\u00eancia aqui entendida com a capacidade de ir at\u00e9 o fim do que pode enquanto composi\u00e7\u00e3o com as mat\u00e9rias que comp\u00f5e a vida; com a sensibilidade e em pensamentos; por mais vida na vida, e essa vida se vive <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/3-27-07-2017-23-08-2017\/\">em disposi\u00e7\u00e3o ao improviso<\/a>; desviando-se dos movimentos da recogni\u00e7\u00e3o e instituindo <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/27-29-09-2017\/\">pequenas varia\u00e7\u00f5es no cotidiano<\/a> \u2013 n\u00e3o um grande feito, tampouco a solu\u00e7\u00e3o \u00faltima de um problema, mas um modo de operar no que podemos chamar de uma autoeduca\u00e7\u00e3o: a exist\u00eancia como um jogo, o ser como um jogar em devir, tendo como <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/14-10-08-20173-18\/\">princ\u00edpio \u00e9tico a inoc\u00eancia<\/a> e a cria\u00e7\u00e3o como a brincadeira de ser movido e movedor de afetos, compondo coisas que sempre passam por si, e que comp\u00f5e a si. Eterno retorno e Vontade de pot\u00eancia. A cada nova coisa improvisada, uma <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/46-12-10-20174\/\">improvisa\u00e7\u00e3o de si<\/a>, um mesmo corpo que \u00e9 outro, um aumento de seu corpo, de sua pot\u00eancia.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os conceitos nietzschianos de vontade de pot\u00eancia e eterno retorno s\u00e3o, em \u00faltima an\u00e1lise, os principais nomes, entre os v\u00e1rios utilizados por Deleuze, para os conceitos de diferen\u00e7a e repeti\u00e7\u00e3o. Efetivamente, quando analisamos sua \u2018doutrina das faculdades\u2019, veremos que, para ele, o eterno retorno \u00e9 o pensamento, o pensamento mais elevado, a forma extrema, enquanto a vontade de pot\u00eancia \u00e9 a sensibilidade, a sensibilidade das for\u00e7as, a sensibilidade diferencial. Expondo a tese central da filosofia deleuziana de um acordo discordante entre sensibilidade e pensamento a partir dos conceitos de vontade de pot\u00eancia e eterno retorno, uma passagem de <em>Diferen\u00e7a e Repeti\u00e7\u00e3o <\/em>(&#8230;) pode nos servir de conclus\u00e3o: \u2018Sentida contra as leis da natureza, a diferen\u00e7a na vontade de pot\u00eancia \u00e9 o objeto mais alto da sensibilidade, a <em>hohe Stimmung <\/em>(lembremo-nos de que a vontade de pot\u00eancia foi em primeiro lugar apresentado como sentimento, sentimento de dist\u00e2ncia). Pensada contra as leis do pensamento, a repeti\u00e7\u00e3o no eterno retorno e o pensamento mais alto, o <em>gross Gedanke<\/em>. A diferen\u00e7a \u00e9 a primeira afirma\u00e7\u00e3o, o eterno retorno \u00e9 a segunda, \u2018eterna afirma\u00e7\u00e3o do ser\u2019, ou a en\u00e9sima pot\u00eancia que se diz da primeira. \u00c9 sempre a partir de um sinal, isto \u00e9, de uma intensidade primeira, que o pensamento se designa. Atrav\u00e9s da cadeia interrompida ou do anel tortuoso, somos conduzidos violentamente do limite dos sentidos ao limite do pensamento, do que s\u00f3 pode ser sentido ao que s\u00f3 pode ser pensado\u2019\u201d. (MACHADO, 2009, p.102).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/18-22-08-2017-08-09-201719-6\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201cEis o sentido da vontade de pot\u00eancia como vontade afirmativa: seja o que for que se queira, elevar o que se quer \u00e0 \u00faltima pot\u00eancia, \u00e0 en\u00e9sima pot\u00eancia, que \u00e9 a pot\u00eancia do eterno retorno. A fun\u00e7\u00e3o do eterno retorno \u00e9 separar\u00a0 as formas superiores das formas m\u00e9dias, as pot\u00eancias extremas dos estados moderados, ou melhor, criar as formas superiores, as pot\u00eancias extremas fazendo da vontade uma vontade criadora\u201d (MACHADO, 2009, p.97).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: [3] [7] &nbsp; Improviso \u00e9 um desses clich\u00eas que precisa ser raspado, uma palavra a ser rasurada, rachada. Num extremo temos uma imagem do improviso como uma alta capacidade de distintas pessoas, sens\u00edveis artistas, que nasceram com o dom da improvisa\u00e7\u00e3o \u2013 pessoas espont\u00e2neas que n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-135","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/135","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=135"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/135\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":883,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/135\/revisions\/883"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}