{"id":139,"date":"2018-06-27T18:27:29","date_gmt":"2018-06-27T18:27:29","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=139"},"modified":"2018-07-17T18:20:53","modified_gmt":"2018-07-17T18:20:53","slug":"19-29-08-2017-08-09-20175-7","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/19-29-08-2017-08-09-20175-7\/","title":{"rendered":"[19] 29\/08\/2017 \u2013 08\/09\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/18-22-08-2017-08-09-201719-6\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/5-27-07-2017-23-08-2017\/\">[5]<\/a>\u00a0<a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/7-27-07-2017-23-08-20174-6\/\">[7]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/10-10-08-201740\/\">[10]<\/a> <\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A afirma\u00e7\u00e3o do jogo, a afirma\u00e7\u00e3o da inoc\u00eancia, afirma\u00e7\u00e3o do acaso, afirma\u00e7\u00e3o da vontade e da diferen\u00e7a:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nietzsche substitui o elemento especulativo da nega\u00e7\u00e3o, da oposi\u00e7\u00e3o ou da contradi\u00e7\u00e3o, pelo elemento pr\u00e1tico da <em>diferen\u00e7a<\/em>: objeto da afirma\u00e7\u00e3o e do gozo. \u00c9 nesse sentido que existe um empirismo nietzschiano. A pergunta t\u00e3o frequente de Nietzsche: o que uma vontade quer? o que quer este? aquele? n\u00e3o deve ser compreendida como uma procura de um objetivo, de um motivo nem de um objeto de vontade. O que uma vontade quer \u00e9 afirmar sua diferen\u00e7a. Em sua rela\u00e7\u00e3o essencial com a outra, uma vontade faz de sua diferen\u00e7a um objeto de afirma\u00e7\u00e3o (DELEUZE, 1976. p.7).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para afirmar o jogo ent\u00e3o \u00e9 preciso afirmar a vontade, vontade de jogar. Mas o que uma vontade quer? Vontade de <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/18-22-08-2017-08-09-201719-6\/\">jogo<\/a>, vontade de vida, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/75-10-01-2018\/\">vontade de chance<\/a>. Por mais vida na vida, vontade de pot\u00eancia. Afirmar a singularidade, sem com isso afirmar a individualidade: uma singularidade sempre est\u00e1 em jogo com outras, no jogo \u201cmaior\u201d da vida. Apontamos um jogo que <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/47-13-10-20176\/\">se joga junto<\/a>, que vive junto, onde n\u00e3o h\u00e1 vencedor nem vencidos. \u00c9 um jogo de resist\u00eancia, que se op\u00f5e ao <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/22-08-09-2017\/\">jogo da competi\u00e7\u00e3o<\/a>, ao jogo da repeti\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, da produ\u00e7\u00e3o incessante numa maquinaria capitalista. Vontade que joga um jogo de varia\u00e7\u00e3o cotidiana, que prop\u00f5e-se desvios da rotina, da captura do sistema: n\u00e3o o nega, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/93-02-04-2018\/\">pois tudo inclui<\/a> \u2013 e a nega\u00e7\u00e3o n\u00e3o o tornaria inoperante. Jogador que joga desde o primeiro passo do dia, que n\u00e3o relega a ideia de jogo \u00e0 uma pr\u00e1tica de lazer, de v\u00e1lvula de escape para o estresse do trabalho, da vida. O escape \u00e9 cotidiano, n\u00e3o \u00e9 uma v\u00e1lvula: um escape a cada vez que percebe-se <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/10-10-08-201740\/\">em via de ser capturado<\/a>; \u00e9 varia\u00e7\u00e3o de si para n\u00e3o ser capturado pelas imagens, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/13-10-08-2017\/\">pelo discurso<\/a>. Jogo sutil: estamos sempre sobre a malha complexa do discurso, em certa medida, estamos j\u00e1, e desde sempre, capturados. \u00c9 ent\u00e3o que o jogo \u00e9 sin\u00f4nimo de dan\u00e7a: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/60-18-11-2017\/\">embaralhar os c\u00f3digos<\/a>, emaranhar as linhas, balan\u00e7ar as estruturas, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/95-18-04-2018\/\">deslocar o centro<\/a>, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/37-12-10-2017\/\">rir de si<\/a>, consigo e com os outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/20-29-08-2017-08-09-2017\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: [5]\u00a0[7] [10] &nbsp; A afirma\u00e7\u00e3o do jogo, a afirma\u00e7\u00e3o da inoc\u00eancia, afirma\u00e7\u00e3o do acaso, afirma\u00e7\u00e3o da vontade e da diferen\u00e7a: Nietzsche substitui o elemento especulativo da nega\u00e7\u00e3o, da oposi\u00e7\u00e3o ou da contradi\u00e7\u00e3o, pelo elemento pr\u00e1tico da diferen\u00e7a: objeto da afirma\u00e7\u00e3o e do gozo. \u00c9 nesse sentido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-139","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":904,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/139\/revisions\/904"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}