{"id":158,"date":"2018-06-27T18:38:25","date_gmt":"2018-06-27T18:38:25","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=158"},"modified":"2018-07-17T12:41:35","modified_gmt":"2018-07-17T12:41:35","slug":"28-29-09-201729-6","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/28-29-09-201729-6\/","title":{"rendered":"[28] 29\/09\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/27-29-09-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/6-27-07-2017-23-08-20178-18\/\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/9-10-08-2017\/\">[9]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/15-10-08-2017\/\">[15]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/29-29-09-2017\/\">[29]<\/a><\/code><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A subst\u00e2ncia da leitura (solicita\u00e7\u00e3o e excita\u00e7\u00e3o) \u00e9 a cita\u00e7\u00e3o; a subst\u00e2ncia da escrita (reescrita) \u00e9 ainda cita\u00e7\u00e3o. Toda pr\u00e1tica do texto \u00e9 sempre cita\u00e7\u00e3o, e \u00e9 por isso que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nenhuma defini\u00e7\u00e3o de cita\u00e7\u00e3o. Ela pertence \u00e0 origem, \u00e9 uma rememora\u00e7\u00e3o de origem, age e reage em qualquer tipo de atividade com o papel. Mas o modelo da cita\u00e7\u00e3o est\u00e1 na origem \u2013 arcaica (o jogo da crian\u00e7a) e atual (o <em>incipit<\/em>) \u2013 da escrita, ele est\u00e1 tamb\u00e9m, por isso mesmo, em seu horizonte: o texto ideal, ut\u00f3pico, aquele com o qual sonhou Flaubert, seria uma cita\u00e7\u00e3o. A utiliza\u00e7\u00e3o de uma cita\u00e7\u00e3o como ep\u00edgrafe substitui esse ideal, deformando-o. E na impossibilidade de realizar o ideal, o livro se contenta em ser a reescrita de uma cita\u00e7\u00e3o inaugural que por si s\u00f3 seria suficiente. (COMPAGNON, 2007, p.42)<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tudo \u00e9 texto. Nesse contexto, afirmar uma busca, ainda que dispersa, pelo que me toca, pela textura que me excita, uma tessitura que me envolve, e que me tece. Aqui tamb\u00e9m s\u00e3o corpos, o meu e o do texto, portanto, encontros: tudo s\u00e3o encontros, sempre algo nos toca, sempre algo termina e come\u00e7a, tudo \u00e9 fronteira; fronteiras dentro de fronteiras de corpos cada vez menores; corpos dentro de corpos<sup>[ ]<\/sup>. O livro: um corpo; um cap\u00edtulo, um corpo dentro de um corpo; uma p\u00e1gina, um par\u00e1grafo: corpos dentro de corpos; a frase, a palavra&#8230; a pele dos meus dedos que tocam as teclas que digitam as letras: corpos; meu ante-bra\u00e7o, meu bra\u00e7o (um ante-ombro?), ombro, pesco\u00e7o, cabe\u00e7a&#8230; c\u00e9rebro, c\u00e9lulas, pensamentos, sensa\u00e7\u00f5es: corpos. Tudo \u00e9 corpo<sup>[ ]<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um texto que me solicita \u00e9 aquele para o qual n\u00e3o necessito compreens\u00e3o, n\u00e3o necessito explicar, tampouco \u00e9 preciso que o expliquem a mim &#8211; \u00e9 uma paix\u00e3o, um encontro que precede e excede a raz\u00e3o. Excita\u00e7\u00e3o. Todavia, a excita\u00e7\u00e3o<sup>[ ]<\/sup> \u00e9 um excesso, um al\u00e9m de um estado \u201cnormal\u201d, equilibrado. A\u00ed ent\u00e3o se estabelece um jogo entre esfor\u00e7o e prazer: de cita\u00e7\u00e3o em cita\u00e7\u00e3o, em cada repeti\u00e7\u00e3o que se difere, eventualmente (um acontecimento), encontro o que me excita: um prazer que de modo algum justifica o esfor\u00e7o, pois o prazer n\u00e3o \u00e9 o objetivo final, \u00e9 uma divers\u00e3o: outra vers\u00e3o do &#8220;meu&#8221; corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esfor\u00e7o n\u00e3o precisa ser justificado, qui\u00e7\u00e1, explicado. Esse esfor\u00e7o implica na condu\u00e7\u00e3o do meu corpo de um encontro a outro, cruzando fronteiras[texto sobre liberdade e improv\u00e1vel escrito em Recife]. \u00c9 preciso descolar da ideia de esfor\u00e7o da de trabalho for\u00e7ado, de obriga\u00e7\u00e3o, de ag\u00eancia externa. Sou eu que me esfor\u00e7o, que me ponho em movimento, que me ponho em jogo, e esse esfor\u00e7o j\u00e1 cont\u00e9m em si doses sutis de prazeres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse texto ent\u00e3o, esses m\u00faltiplos corpos agenciados atrav\u00e9s da linguagem, n\u00e3o busca ser mais do que um esfor\u00e7o, uma viagem<sup>[ ]<\/sup>, uma caminhada, o contato com diferentes corpos, encontros compositivos: uma reescrita de vida, uma reescrita de um trecho de uma vida, de um per\u00edodo, de um dia, de um momento. A vida em texto. Se tudo \u00e9 texto, a vida aqui, e ali, se tece.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/29-29-09-2017\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: [6] [9] [15] [29] A subst\u00e2ncia da leitura (solicita\u00e7\u00e3o e excita\u00e7\u00e3o) \u00e9 a cita\u00e7\u00e3o; a subst\u00e2ncia da escrita (reescrita) \u00e9 ainda cita\u00e7\u00e3o. Toda pr\u00e1tica do texto \u00e9 sempre cita\u00e7\u00e3o, e \u00e9 por isso que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nenhuma defini\u00e7\u00e3o de cita\u00e7\u00e3o. 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