{"id":160,"date":"2018-06-27T18:39:44","date_gmt":"2018-06-27T18:39:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=160"},"modified":"2018-07-17T12:00:40","modified_gmt":"2018-07-17T12:00:40","slug":"29-29-09-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/29-29-09-2017\/","title":{"rendered":"[29] 29\/09\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/28-29-09-201729-6\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/9-10-08-2017\/\">[9]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/10-10-08-201740\/\">[10] <\/a><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse texto \u00e9 uma ep\u00edgrafe. Essa disserta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ep\u00edgrafe. Uma ep\u00edgrafe de algumas p\u00e1ginas. Cada fragmento \u00e9 uma ep\u00edgrafe. A ep\u00edgrafe \u00e9 um corpo, o in\u00edcio de um corpo que sempre se inicia, a cada novo cent\u00edmetro, nova pele, nova mat\u00e9ria, \u00e9 sempre um recome\u00e7o de algo que nunca terminou<a href=\"#f28\"><sup>[28]<\/sup><\/a>. Esse texto \u00e9 uma ep\u00edgrafe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse texto \u00e9 o esfor\u00e7o de um come\u00e7o que est\u00e1 sempre em contato com o fim. Esse fim \u00e9 uma fronteira, fronteira com o fora, com o desconhecido. N\u00e3o sei o que vem na pr\u00f3xima linha. A pr\u00f3xima linha sabe, t\u00e3o logo ela me conta, assim que ela surge[1 primeiro jogo em improviso]. N\u00e3o sei e sei, assim que disse, sei e, quando digo, j\u00e1 n\u00e3o mais estou ali, j\u00e1 fui para a pr\u00f3xima linha<sup>[ ]<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa fronteira n\u00e3o existe al\u00e9m dos meus limites, essa fronteira \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o representativa dos limites<sup>[ ]<\/sup> do meu corpo: se existe um fora, sem embargo, existe um dentro. Mas e se passo para o lado de fora?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qui\u00e7\u00e1, estou a citar esses encontros, a reescrever[po\u00e9tica da nota\u00e7\u00e3o]. Estou a presentificar<sup>[ ]<\/sup>, ou tateando algo e intentando presentificar-lo. Todavia, escrevo sobre encontros que n\u00e3o posso exatamente definir, ainda assim, em certa medida, os defino. Fa\u00e7o contatos. Minha pele e meu tato se modificam a cada toque. Mais do que isso, sou a pele excitada que transporta a cita\u00e7\u00e3o. Mais do que um eu, excede, a pele.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu emprego habitual, a cita\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nem o ato da extirpa\u00e7\u00e3o, nem o do enxerto, mas somente a coisa, como se as manipula\u00e7\u00f5es n\u00e3o existissem, como se a cita\u00e7\u00e3o n\u00e3o supusesse uma passagem ao ato. Na medida em que se ignora o ato, \u00e9 a pessoa do citador que \u00e9 ignorada, o sujeito da cita\u00e7\u00e3o como transportador, negociante, cirurgi\u00e3o ou carniceiro. (&#8230;) Desaparece assim o sentido primeiro da cita\u00e7\u00e3o, o de uma movimenta\u00e7\u00e3o provocada por contato: sentido sempre atual, mas que vale a pena ignorar ou reduzir ao sil\u00eancio. A cita\u00e7\u00e3o \u00e9 contato, fric\u00e7\u00e3o, corpo a corpo; ela \u00e9 o ato que p\u00f5e a m\u00e3o na massa \u2013 na massa de papel (COMPAGNON, 2007, p.36).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Papel da escrita: operar com as massas que comp\u00f5e os corpos. Todo corpo possui uma massa. E toda massa \u00e9 mat\u00e9ria. E toda mat\u00e9ria \u00e9 energia. E toda energia \u00e9 pot\u00eancia. Todo corpo \u00e9 pot\u00eancia. E toda escrita \u00e9 potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/30-29-09-20172\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: [9] [10] &nbsp; Esse texto \u00e9 uma ep\u00edgrafe. Essa disserta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ep\u00edgrafe. Uma ep\u00edgrafe de algumas p\u00e1ginas. Cada fragmento \u00e9 uma ep\u00edgrafe. 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