{"id":192,"date":"2018-06-27T18:51:58","date_gmt":"2018-06-27T18:51:58","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=192"},"modified":"2018-07-11T19:47:54","modified_gmt":"2018-07-11T19:47:54","slug":"45-12-10-20176","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/45-12-10-20176\/","title":{"rendered":"[45] 12\/10\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/44-12-10-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que aponta para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/6-27-07-2017-23-08-20178-18\/\">[6]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/8-03-08-2017-10-08-201714-6\/\">[8]<\/a>\u00a0<\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos parece importante, nesse momento da pesquisa e da escrita, apontar alguns preceitos da nossa abordagem te\u00f3rica. Preceitos esses que tem se repetido com um pano de fundo, ou um subtexto. Mas antes, uma certa defini\u00e7\u00e3o dessa \u201cabordagem te\u00f3rica\u201d desponta em solicita\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma abordagem que estabelece bordas, um certo limite, em movimento, com avan\u00e7os e recuos, em jogo com outras bordas que ora atravessamos tamb\u00e9m \u2013 sem hierarquia ou um crit\u00e9rio anterior. Entendendo ent\u00e3o por abordagem a defini\u00e7\u00e3o de bordas que definem o nosso espa\u00e7o, que \u00e9 c\u00eanico. Essas bordas s\u00e3o abstra\u00e7\u00f5es, s\u00e3o arbitr\u00e1rias. Est\u00e3o sempre sendo desfeitas e, mesmo enquanto presentes, s\u00e3o perme\u00e1veis pois, de fato, n\u00e3o existem enquanto mat\u00e9ria \u2013 n\u00e3o \u00e9 um muro ou algo do g\u00eanero, \u00e9 mais a defini\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o c\u00eanico para onde trazemos nossos elementos (cen\u00e1rio, objetos e coisas em geral \u2013 que existem em palavras, ideias, conceitos), \u00e9 um palco na rua, \u00e0 c\u00e9u aberto e, n\u00e3o se sabe bem onde termina e come\u00e7a esse espa\u00e7o \u2013 se sabe que vai mais ou menos at\u00e9 ali. E, por te\u00f3rico podemos entender o texto, e a materialidade da palavra num exerc\u00edcio de composi\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de sentido &#8211; sempre fora do nosso dom\u00ednio, enquanto reescrito na leitura de cada leitor. Assim ent\u00e3o, nossa abordagem te\u00f3rica (na falta de um termo menos escorregadio e que detenha certo <em>status<\/em> acad\u00eamico) \u00e9 um espa\u00e7o c\u00eanico onde as cenas n\u00e3o s\u00e3o mais que jogos, como um ensaio que \u00e9, ao mesmo tempo, o espet\u00e1culo, pois n\u00e3o h\u00e1 finaliza\u00e7\u00e3o \u2013 dura enquanto acontece, e nunca termina. Onde se joga com uma mem\u00f3ria alargada<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, no sentido de inserir nesse jogo tanta mat\u00e9ria quanto poss\u00edvel, para que esse se potencialize<sup>[ ]<\/sup>. Mem\u00f3ria alargada e curta, porque se trata de improvisa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o da repeti\u00e7\u00e3o de certo modo de fazer \u2013 ainda que esses modos componham tamb\u00e9m essa mem\u00f3ria, e entrem no jogo como mat\u00e9rias em potencial, mas sempre dispostas \u00e0 varia\u00e7\u00e3o, e ao esquecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/46-12-10-20174\/\"><code>Segui para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201cDeste modo, o professor \u00e9 visto como um colecionista e como algu\u00e9m que opera com uma mem\u00f3ria alargada, mas, curta; uma mem\u00f3ria impessoal, uma mem\u00f3ria que nem sempre este est\u00e1 de acordo, mas que faz parte de sua mat\u00e9ria de trabalho. Essa mem\u00f3ria se constitui como uma voz que lhe d\u00e1 f\u00f4lego\u201d M\u00e1ximo Ad\u00f3, nota de aula 1, Semin\u00e1rio Avan\u00e7ado Po\u00e9ticas Citacionais, p.5.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que aponta para esta: [6] [8]\u00a0 &nbsp; Nos parece importante, nesse momento da pesquisa e da escrita, apontar alguns preceitos da nossa abordagem te\u00f3rica. Preceitos esses que tem se repetido com um pano de fundo, ou um subtexto. 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