{"id":194,"date":"2018-06-27T18:54:16","date_gmt":"2018-06-27T18:54:16","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=194"},"modified":"2018-07-17T17:47:44","modified_gmt":"2018-07-17T17:47:44","slug":"46-12-10-20174","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/46-12-10-20174\/","title":{"rendered":"[46] 12\/10\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/45-12-10-20176\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta:\u00a0<a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/4-27-07-2017-23-08-201711\/\">[4]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/17-22-08-20173-7\/\">[17]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/18-22-08-2017-08-09-201719-6\/\">[18]<\/a><br \/>\n<\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre certos preceitos que funcionam como pe\u00e7as de torque para for\u00e7ar e mover essa maquinaria produzindo encontros que inventam combina\u00e7\u00f5es em jogos mais ou menos aleat\u00f3rios para a produ\u00e7\u00e3o de afec\u00e7\u00f5es<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, sendo esse um modo de conhecer \u2013 o mundo e a si, num mesmo movimento paradoxalmente paralelo e misturado.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por essa perspectiva o conhecimento \u00e9 entendido como um estado de esp\u00edrito que transforma nossos corpos e nosso modo de conceber a n\u00f3s mesmos e \u00e0 vida e, por essa via, uma proposta curricular nietzschiana seria aquela que desestabiliza os jogos de vontade de verdade produzindo novos efeitos de sentido, uma vez que o conhecimento n\u00e3o estaria associado \u00e0 procura de uma verdade que se estabiliza por meio de modos de verifica-la, ou seja, uma verdade estabelecida por padr\u00f5es estabilizados pelas diretrizes dos modos de conhecer. (AD\u00d3, 2016, p.8).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Preceitos esses que modulam nosso estado de esp\u00edrito, e n\u00e3o podem ser separados do mesmo, um modo de ver e ser no mundo que considera, primeiro:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que esse eu que conhecemos se substancializa com a gram\u00e1tica e se trata de um efeito da linguagem. O eu se configura assim, como uma varia\u00e7\u00e3o e um modo de dizer. N\u00e3o se trata, ent\u00e3o, de evocar um eu centralizado, um n\u00facleo s\u00f3lido de um sujeito com saberes vindo de alhures e acumulados em um ser. Diferentemente, aquele passa a ser os fazeres de uma singularidade ilustrada por um mito que a suporta, os modos de subjetiva\u00e7\u00e3o. (AD\u00d3, 2016, p.9).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, segundo, que \u201co conhecimento \u00e9 um modo de inven\u00e7\u00e3o, como uma afec\u00e7\u00e3o ativa\u201d e, por essa via, \u201ca ci\u00eancia aparece como essa dilatada fantasmagoria, que procura ser uma c\u00f3pia perfeita e ampliada daquilo que se presta a conhecer\u201d(AD\u00d3, 2016, p.9).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Partindo desses dois pontos, nos resta (e esse resto \u00e9 o que importa), potencializar essa inven\u00e7\u00e3o produzindo condi\u00e7\u00f5es de possibilidade para que ela ocorra, inventando o mundo e a si, num jogo de improviso<sup>[ ]<\/sup>. Produzindo esse territ\u00f3rio, como num ateli\u00ea de cria\u00e7\u00e3o: como viventes, em nosso cotidiano, como educadores, docentes e discentes, em nossos espa\u00e7os de aula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ressalva: essa produ\u00e7\u00e3o inventiva n\u00e3o \u00e9 primeira, \u00fanica, ou essencial. Tampouco teleol\u00f3gica (pode ir para o fragmento escrito ontem, sobre o erro). Esse territ\u00f3rio se faz e desfaz, as pe\u00e7as em jogo mudam, o jogo muda<sup>[ ]<\/sup>, o territ\u00f3rio muda. O corpo \u00e9 um territ\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa cria\u00e7\u00e3o (uma autocria\u00e7\u00e3o) nos serve para dada condi\u00e7\u00e3o, e muda com a a\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel do tempo, que reconstitui os espa\u00e7os \u2013 numa din\u00e2mica incessante tempo-espa\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/47-13-10-20176\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201dEstamos falando de um m\u00e9todo que estima pela heterogeneidade que \u00e9 institu\u00edda por uma pr\u00e1tica de cria\u00e7\u00e3o e experimenta\u00e7\u00e3o evocada por uma esp\u00e9cie de raz\u00e3o dos encontros fortuitos e das proposi\u00e7\u00f5es singulares\u201d M\u00e1ximo Ad\u00f3, nota de aula 1, Semin\u00e1rio Avan\u00e7ado Po\u00e9ticas Citacionais, p.4.<a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta:\u00a0[4] [17] [18] &nbsp; Sobre certos preceitos que funcionam como pe\u00e7as de torque para for\u00e7ar e mover essa maquinaria produzindo encontros que inventam combina\u00e7\u00f5es em jogos mais ou menos aleat\u00f3rios para a produ\u00e7\u00e3o de afec\u00e7\u00f5es[1], sendo esse um modo de conhecer \u2013 o mundo e a si, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-194","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/194","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=194"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/194\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":889,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/194\/revisions\/889"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}