{"id":202,"date":"2018-06-27T19:10:00","date_gmt":"2018-06-27T19:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=202"},"modified":"2018-06-28T20:37:39","modified_gmt":"2018-06-28T20:37:39","slug":"48-18-10-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/48-18-10-2017\/","title":{"rendered":"[48] 18\/10\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/47-13-10-20176\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18h43m<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ligo o computador: decidi escrever. Correr coisas, correr a escrita, coisificar pensamentos. Pouco tempo antes cheguei em casa, pretendia tomar um caf\u00e9. Na <em>playlist<\/em> que toca no celular: \u201cEsperei por tanto tempo; Este tempo agora acabou; Demorou mas fez sentido; Faz sentido que chegou; (&#8230;) Porque eu estou com ela; Sou dela, sem ela n\u00e3o sou; Porque eu preciso dela; S\u00f3 dela, com ela eu vou\u201d. (REIS, Nando. Sou Dela) N\u00e3o creio que ele esteja falando da escrita, mesmo assim, tomei como um sinal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes mesmo, no caminho para casa, depois de uma reuni\u00e3o com o grupo de pesquisa, pensava em reescrever uma nota sobre as regras desse jogo, dessa escrita e desse processo como intrinsecamente ligado a pesquisa: que intenta produzir corpos e que entende que este ato n\u00e3o \u00e9 deliberativo, movido por uma vontade direcionada, e sim fruto de uma vontade de pot\u00eancia, que n\u00e3o sabe onde quer chegar, e que isso n\u00e3o importa, \u00e9 uma vontade que move. Estou a usar muitas v\u00edrgulas. De novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer maneira, esse exerc\u00edcio em que tenho me colocado na pesquisa, que \u00e9 o de jogar comigo mesmo, com as ideias, com os pensamentos, com os conceitos, com fragmentos de textos, com mem\u00f3rias, com acontecimentos do cotidiano. Andava a pensar em escrever na segunda \u00e0 noite, mais um fragmento, que em certa medida \u00e9 este que agora escrevo, um que se d\u00e1 nesse exerc\u00edcio de lidar com o que vem ao pensamento, numa composi\u00e7\u00e3o em tempo real materializada na escrita, sem o tempo da conversa consigo mesmo. \u00c9 como se o filtro fosse a folha. Um filtro-n\u00e3o-filtro. Ou ent\u00e3o, que aqui se misturam os fragmentos que s\u00e3o contidos nesse filtro, essa \u201csujeira\u201d, misturados com o que presta. O que presta? A que nos prestamos? Presta\u00e7\u00e3o de contas?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como dizia, at\u00e9 desviar o pensamento, estava, na segunda-feira, a seguir um exerc\u00edcio que aqui teria um intento de um certo esgotamento, pois \u00e9 isso que tenho a impress\u00e3o de que tenho feito: jogar, ejacular ideias, palavras que se comp\u00f5e \u2013 ideias que se comp\u00f5e ao se compor em enunciados e que, anteriormente, \u201cdentro da minha cabe\u00e7a\u201d, ainda estavam um tanto dispersas. Ainda assim, \u00e9 como se eu estivesse num exerc\u00edcio de esgotar certo conhecimento, ainda que um tanto desconhecido, mas \u201cj\u00e1 aqui\u201d. Ando por pensar em dar um jeito de tensionar para que esse \u201cj\u00e1 est\u00e1 aqui se finde\u201d, para que um \u201coutra coisa\u201d possa ser composta, posta, exposta, disposta, transposta. Imposta? Indisposta?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa vontade de voltar \u00e0 escrita se deu ap\u00f3s o evento que de pronto n\u00e3o me recordo o nome, mas que depois vou colocar entre par\u00eanteses (III Simp\u00f3sio de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da FACED). Nota de explica\u00e7\u00e3o: se ainda n\u00e3o ficou explicado: estou a escrever com os pensamentos, assim como eles surgem, e tentando n\u00e3o parar de escrever. N\u00e3o parando de escrever. \u00c9 isso. Acho que essa nota n\u00e3o era necess\u00e1ria. J\u00e1 foi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seria como esgotar um certo lugar no pensamento. Seria como uma tentativa de esgotar um certo lugar no pensamento. Que lugar \u00e9 esse? N\u00e3o sei precisar. O mais pr\u00f3ximo seria um lugar da educa\u00e7\u00e3o, um pensar sobre e com a educa\u00e7\u00e3o. Um educar-se ao pensar sobre a educa\u00e7\u00e3o. Um jogo no qual se joga o jogo do qual se fala que se joga ao jogar. Algo assim. Estou, claro, tamb\u00e9m, a improvisar, no sentido de um estado de prontid\u00e3o, de prover, de \u201cfazer ver\u201d, de produzir presen\u00e7as, e de, produzir efeitos e pensamentos nos pensamentos de quem l\u00ea. Suponho. Pensares. Novos ares. N\u00e3o gostei desse novos ares. Mas de fato, os ares andam muito viciados. S\u00f3 acho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Achar e se perder. \u00c9 disso que \u00e9 feito a escrita? N\u00e3o? Entradas e sa\u00eddas de um texto? Mas e se tudo for meio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre esgotar, ainda, e sobre o dia 18 e sobre o que me fez escrever agora \u2013 al\u00e9m do refor\u00e7o da m\u00fasica que adiantou esse agora para antes do caf\u00e9, que de fato preciso, pois estou somente com o almo\u00e7o e tivemos uma reuni\u00e3o de mais de quatro horas. Sobre essa, preciso falar, nessa que me levou a escrever, ainda que queira escrever com notas do evento de segunda, o qual j\u00e1 coloquei o nome em par\u00eanteses. Estou a usar muitas v\u00edrgulas. Na d\u00favida, para n\u00e3o parecer um estilo pobre de escrita, vou exager\u00e1-las e fazer disso um estilo. Uma pot\u00eancia, do pensamento que segue, ainda que vacile, virgule-se, virgular. Ar, de novo. Ar. Mudar. Dan\u00e7ar. Mais ar. Respirar. Pr\u00f3xima linha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda preciso tomar um caf\u00e9. Pr\u00f3xima linha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah, lembrei que falamos sobre o livro do Perec sobre os espa\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisamos de mais espa\u00e7os. Mas pode-se criar seus pr\u00f3prios espa\u00e7os. Em que medida?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre Perec, e sobre o encontro de hoje a tarde. Sobre o encontro. AtEdPo. Para saber mais acesse nosso site (www.ufrgs.br\/atedpo\/). Que nesse momento espero que j\u00e1 tenha mais conte\u00fado. Ateli\u00ea de Educa\u00e7\u00e3o Potencial. Linha de Pesquisa 9. FACED. UFRGS. Filosofias da Diferen\u00e7a e Educa\u00e7\u00e3o. M\u00e1ximo. Ad\u00f3. Mestrado. Orienta\u00e7\u00e3o. Etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre Perec, sobre escrever hoje. Sobre essa tentativa. E o erro intermitente. Aos acertos. N\u00e3o h\u00e1 erro nem acertos se o que se pretende \u00e9 escrever, \u00e9 traduzir os pensamentos em escrita. E s\u00f3. Nesse fluxo, contido, indo, mais ou menos flu\u00eddo. N\u00e3o somos rios. Somos feitos de \u00e1gua, mas tamb\u00e9m de terras, de sedimenta\u00e7\u00e3o, de estratos. Eu, sobretudo de fogo e ar, assim me parece. E isso tampouco importa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre Perec, e sobre o encontro. Ao final dele, ao folhar um de seus livros, li: Dia 01, 18 de outubro de 1974. Pensei: se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria hoje \u00e9 18 de outubro. O que o celular me confirmou. No caminho para casa, ent\u00e3o, pensei que era justo tomar isso como um sinal, se n\u00e3o do destino, do acaso, da sorte. M\u00e1ximo disse algo de Onetti como Destino \u00e9 Sorte. Algo assim. Cita\u00e7\u00e3o. Solicita\u00e7\u00e3o. Excita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cito meus pensamentos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18 de outubro de 2017. Uma tentativa de esgotar um lugar no pensamento. Um lugar que pensa sobre educa\u00e7\u00e3o. Com educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse procedimento j\u00e1 iniciado tinha como in\u00edcio, que agora passa a ser meio (mas n\u00e3o \u00e9 tudo um meio?). Nesse labirinto. Retorno a esse termo que me afetou, desse labor interno, que acho que Borges cita de Mallarm\u00e9, que M\u00e1ximo citou na aula. Mas posso ter errado os autores. N\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0digitei a letra sem saber o que escrever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sigo, antes, uma pausa. Antes da pausa. Uma explica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o. A explica\u00e7\u00e3o fica para depois, ainda hoje, logo, depois dos espa\u00e7os, de tantas v\u00edrgulas, mais v\u00edrgulas, mais v\u00edrgulas, de onde vem essa palavra v\u00edrgula? Acabou-se as v\u00edrgulas ao pensar sobre elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu quero levar a mim mesmo \u00e0 contradi\u00e7\u00e3o. Pensamento que surgiu enquanto preparava o caf\u00e9. Fica para registro. Para n\u00e3o esquecimento. Embora, para contradizer-se talvez seria necess\u00e1rio esquecer-se. A mem\u00f3ria pensa demais. N\u00e3o sei. Tenho d\u00favidas. Para se contradizer, talvez, \u00e9 preciso ter certeza. Uma certeza que se op\u00f5e a outra. N\u00e3o estou certo se \u00e9 isso. Se eu opor uma d\u00favida a outra d\u00favida, uma incerteza a outra incerteza, pode haver uma contradi\u00e7\u00e3o? \u00c9 poss\u00edvel duas incertezas se contradizerem? Mas se elas afirmam suas pr\u00f3prias d\u00favidas, pode duas d\u00favidas gerarem uma terceira. Contradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 d\u00favida, embora gere uma. \u00c9 ir em duas dire\u00e7\u00f5es, mas em, certa medida, s\u00f3 se pode ir numa dire\u00e7\u00e3o. Ou somos rasgados no meio. Quero rasgar o sujeito que vive em mim. Essa frase soou muito clich\u00ea. Soou. So ou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caf\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: line-through;\">Caf\u00e9 com guaran\u00e1 e a\u00e7a\u00ed, agora a escrita vai flu\u00ed. Desculpa, n\u00e3o resisti a idiotice.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tantas vezes se fala sobre riso. Se fala sobre erro. Mas quem suporta ser o motivo do riso, reapresentar o erro e n\u00e3o precisar suportar, sobretudo porque tem nisso uma escolha, um m\u00e9todo, uma tarefa. O palha\u00e7o parece que se maquia e usar nariz para dizer, \u201cestou \u00e0 parte\u201d, pode rir agora, depois, sou um humano de verdade e o erro, agora, toma outras propor\u00e7\u00f5es. Ser um palha\u00e7o\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0n\u00e3o sei como continuar essa frase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 preciso escrever.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escrever n\u00e3o \u00e9 preciso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 necess\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 precis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na segunda-feira, 16 de outubro. J\u00e1 tomei o caf\u00e9. Ocorreu o seguinte semin\u00e1rio que teve com abertura a fala da Profa. Sandra Corazza que se amparou num texto j\u00e1 publicado que versava sobre o direito de sonhar uma aula, se n\u00e3o me engano. Enquanto ouvia a professora, fazia notas, rabiscava em meu caderno. Essas notas variam em transcria\u00e7\u00f5es mais precisas da fala da professora e notas como lembran\u00e7as de pensamentos, de alguma ideia. Agora n\u00e3o saberei precisar o que \u00e9 o que, mas afetado pela fala da professora que surge esse texto tamb\u00e9m porque tenho pensado a educa\u00e7\u00e3o nesse jogo de composi\u00e7\u00e3o com e como efeito de encontros. Agora sem v\u00edrgulas. E, pensei ser justo me utilizar de uma aula, e da minha posi\u00e7\u00e3o de aluno, ouvinte, espectador, estudante, pesquisador, tamb\u00e9m professor, para com e a partir desses encontros desdobrar minha pesquisa que \u00e9 cria\u00e7\u00e3o que \u00e9 jogo que \u00e9 composi\u00e7\u00e3o que \u00e9 improviso. Sem v\u00edrgulas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomo ent\u00e3o as notas. Para com elas tentar esgotar esse lugar do pensamento sobre educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ O que os professores criam quando atuam? O que s\u00f3 eles criam?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa pergunta professora. Boa pergunta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De in\u00edcio, diria, uma aula. Se aula n\u00e3o se d\u00e1, enquanto uma oferta, ela se d\u00e1, previamente, enquanto uma cria\u00e7\u00e3o, como parte do t\u00e3o reafirmado planejamento. O professor \u00e9 um criador de aula. S\u00f3 ele cria aula. Criam aulas quem s\u00e3o professores. Se criam algo para ensinar e n\u00e3o s\u00e3o professores, a\u00ed meu racioc\u00ednio j\u00e1 est\u00e1 errado. Sobre isso quero reafirmar que estou escrevendo sem analisar o pensamento. Assim que n\u00e3o me comprometo com ele. Ele, o pensamento, deve saber o que faz. Lembro tamb\u00e9m do M\u00e1ximo dizendo que as vezes pode ser tedioso ler Perec. Creio que isso pode acontecer aqui tamb\u00e9m. Fa\u00e7o votos que n\u00e3o. E, se sim, mude de p\u00e1gina, de fragmento, de texto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor cria condi\u00e7\u00f5es de possibilidades para que as cria\u00e7\u00f5es ocorram e a essas cria\u00e7\u00f5es, intrinsicamente relacionadas com quem cria, ou seja, os alunos (sem luz, eu sei, mas estudantes aqui n\u00e3o parece que daria o sentido que alunos \u201cd\u00e1\u201d) s\u00e3o o que podemos definir por educa\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o cria quem cria na medida em que este cria o que cria. Ou seja, n\u00e3o h\u00e1 de fato, como definir quem criou o que. Costumamos dizer que somos n\u00f3s os criadores. Mas se pud\u00e9ssemos perguntar para a obra, para a cria\u00e7\u00e3o, o que ela diz sobre isso, possivelmente ela diria que ela que \u00e9 a criadora e que n\u00f3s somos a cria\u00e7\u00e3o. O professor cria as condi\u00e7\u00f5es, prepara as mat\u00e9rias de uma aula, que s\u00e3o conte\u00fado enquanto materialidade mesmo, enquanto coisas a entrar nesse jogo. O professor \u00e9 um misto de \u00e1rbitro, treinador, preparador f\u00edsico, t\u00e9cnico, narrador e jogador. Permuta-se nesse jogo. E talvez saber fazer essa troca com sutileza e no tempo do tempo seja o grande trunfo do bom professor \u2013 sendo bom esse que faz boas composi\u00e7\u00f5es, que \u201cfaz com que\u201d o jogo jogue, no sentido de se manter em movimento. De movimentos que promovam encontros, mais afetuosos ou tortuosos, sutis ou abruptos. O professor \u00e9 esse que apura sua intui\u00e7\u00e3o para saber o momento de tensionar, de rir, de pausar, de seguir. O professor cria jogos. O professor cria espa\u00e7o para que os jogos se criem. O professor sai quando tem que sair. O professor professa. O docente \u00e9 doce. O arbitro decide. O t\u00e9cnico orienta. O narrador constr\u00f3i a narrativa desse jogo. O jogador joga junto. Sempre se joga junto. Permuta-se o modo de jogar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Alegria, vontade, paix\u00e3o, vontade de pot\u00eancia na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Me parece que h\u00e1 em nosso fazer uma dose, e sempre mais uma dose, de esfor\u00e7o ressentido. De ter que sofrer para da\u00ed alcan\u00e7ar o m\u00e9rito. N\u00e3o vou dizer que percebo fazer isso comigo o tempo todo porque n\u00e3o quero parecer ou transformar esse texto num processo terap\u00eautico. Mas poderia dizer isso, enquanto percebo de fato, e estou por a\u00ed metido em algum lugar desse texto, entre outros, e porque esses outros provavelmente sentem o mesmo. Somos tantos e essa sofrid\u00e3o (im)posta parece um dado relevante a ser considerado. Est\u00e1 a\u00ed. A palavra trabalho vem de tripalhium, um instrumento de tortura da idade m\u00e9dia. Paulo Freire falava na introje\u00e7\u00e3o (ou outro termo que n\u00e3o lembro se n\u00e3o esse), de que \u201csofri como aluno e agora os meus alunos ter\u00e3o que sofrer tamb\u00e9m\u201d. De que alcan\u00e7ar o conhecimento \u00e9 um processo de tijolinho sobre tijolinho, debaixo de sol quente, sem \u00e1gua, sem comida. Mas o que estamos construindo poderia ser a pergunta. N\u00e3o vou faz\u00ea-la por que me parece batida j\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Batida do cora\u00e7\u00e3o. Pulso. Puls\u00e3o. Vontade. Desejo. O que minha vontade quer. Mover. Ver. Viver. Volver. Encontros alegres. Paix\u00e3o por aprender. Aprender enquanto criar e re\/compor. Reordenar. Desfazer e refazer. Os tijolinhos quadrados mesclados com tantas outras coisas e de tantas outras formas. N\u00e3o somente empilhadas, mas ordenamos de muitas formas em muitas dire\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 dire\u00e7\u00e3o. Escolher. \u00c9 uma escolha. Uma escolha que parte de uma \u00e9tica: o passado e o futuro est\u00e3o presentes no presente, o presente \u00e9 o que temos, esse instante onde me vale mais fazer o que mais me potencializa. E nisso o de ser alegre, de ter paix\u00e3o, prazer. \u00c9 preciso mais prazer na educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso mais prazer. E volto: \u00e9 dif\u00edcil conjugar qualquer constru\u00e7\u00e3o diretiva com prazer: o prazer n\u00e3o tem sentido e nem dire\u00e7\u00e3o. O prazer n\u00e3o tem tempo de chegada, mas tende a passar r\u00e1pido. O professor pode ser aquele que cria condi\u00e7\u00f5es de possibilidade para que o prazer aconte\u00e7a. O prazer se cria?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Um campo que inventa curr\u00edculo e did\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, nossa did\u00e1tica esta investida numa did\u00e1tica do jogo. Da combina\u00e7\u00e3o. Da composi\u00e7\u00e3o a partir de determinados procedimentos estabelecidos. Para n\u00e3o cair no clich\u00ea da liberdade do papel em branco. Inventar um curr\u00edculo. Esse curr\u00edculo vem depois da did\u00e1tica. Seria isso poss\u00edvel? Um curr\u00edculo como inven\u00e7\u00e3o, talvez. Se t\u00eam o curr\u00edculo dos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais. Esses s\u00e3o mat\u00e9rias para um jogo \u2013 que pode se dar na prepara\u00e7\u00e3o da aula, para um jogo que se joga na transcria\u00e7\u00e3o inventiva dessas mat\u00e9rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ A aula tem viol\u00eancia, \u00e9 um corte, tem uma viol\u00eancia de encontro, de interrup\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A aula funciona como uma \u201czona aut\u00f4noma\u201d. Ela interrompe o que vem antes, e o que se segue. \u00c9 uma marca no dia, na agenda, na hist\u00f3ria do individuo. Uma aula \u00e9 hist\u00f3rica. Uma aula acontece num dado dia, hora, local. Uma aula divide o que vem antes e depois da aula. Uma aula, quando acontece o que acontece, divide um estado de esp\u00edrito de outro. Uma aula muda. Uma aula divide um antes separado, para um depois tramado: quando se \u201cconstr\u00f3i\u201d conhecimento. Uma aula mistura o que chegou na aula, com o que o professor trouxe. Se a aula acontece. Uma aula \u00e9 uma misturan\u00e7a, uma mistureba. Uma aula joga com coisas para composi\u00e7\u00f5es. Uma aula \u00e9 uma coisarada. Esses encontros podem ser sutis, impercept\u00edveis, e passarem despercebidos. Mas um professor trama, prepara, planeja uma aula para que a aula funcione como uma trama, que prenda e enrole o aluno, para que esse seja tramado e trame seus pr\u00f3prios pensamentos com outras linhas, que saia da linha, que perca a linha, mas pouco disso de \u201candar na linha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Fazer jus a aqueles que amamos, sermos aqueles que tornamos vivos aqueles que sem n\u00f3s estariam mortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje vi uma foto de Perec, para voltar a falar dele. Foto na orelha do livro. Um sorriso maroto, poderia se dizer assim. Um olhar faceiro, num tom gauch\u00eas. Um franc\u00eas, que se hoje conhe\u00e7o, e me afeto pela especificidade de seu olhar, e de seus processos, de sua escrita, \u00e9 porque um outro o amou. Essa dimens\u00e3o da coletividade como uma composi\u00e7\u00e3o de unidades, que s\u00e3o singulares e que repetem, em diferen\u00e7a, encontros, desencontros, vontades de vida, de mais vida na vida, que se encontram em outros, que compartilham com outros as ideias de outros, essas j\u00e1 tomadas de outros. Essa complexa trama que se chama hist\u00f3ria, ou vida, ou outra coisa na qual estamos inseridos e, n\u00e3o somos mais do que coisas, mas somos esse brilho, essa fagulha, esse suspiro, esse que move alguma coisa em algum momento, uma coisa que vem de outro lugar, carregamos como formigas. Caminhamos com quem amamos por querer carregar tamb\u00e9m parte do que eles carregaram. O professor \u00e9 esse que carrega coisas e que as entrega, sem perder o que entrega. A isso se chama partilha. O professor \u00e9 um amigo apaixonado que conta uma est\u00f3ria que ouviu de outros e nesse recontar escreve sua pr\u00f3pria est\u00f3ria e partilha da est\u00f3ria de seus alunos. Uso est\u00f3ria como li creio que em Quintana, sem descriminar hist\u00f3ria de est\u00f3ria. Toda hist\u00f3ria \u00e9 est\u00f3ria. Estamos ficcionando nossa realidade. Esse ato de ficcionar a si mesmo, \u00e9 o que podemos chamar de educa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ O que podemos fazer com a nossa pesquisa: se abrir para que a sensualidade chegue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho pensado muito sobre esse tema, da sensualidade, e ainda terei que me debru\u00e7ar mais sobre ele. Talvez, se em tempo, ainda nessa disserta\u00e7\u00e3o. Partindo de uma premissa que seria: essa educa\u00e7\u00e3o, enquanto uma cria\u00e7\u00e3o, se d\u00e1 num processo sensual. Num envolvimento sensual. Pelo \u00edmpeto que o que nos \u00e9 sensual nos impele: nos chama, nos convida, nos convoca: me possua. Possuir \u00e9 ser possu\u00eddo. \u00c9 tomar o \u201cobjeto\u201d e ser tomado por ele. \u00c9 passar a ser outro ap\u00f3s esse ato, nesse ato de transforma\u00e7\u00e3o. A pesquisa \u00e9 uma pergunta sobre o que meus \u00f3rg\u00e3os que percebem\/sentem a sensualidade apontam. A pesquisa, enquanto formula\u00e7\u00e3o de uma problem\u00e1tica, \u00e9 quando chega na raz\u00e3o o que o meu corpo j\u00e1 sentiu: um desejo, uma vontade, uma convoca\u00e7\u00e3o, uma solicita\u00e7\u00e3o. A problem\u00e1tica da pesquisa \u00e9 tentar definir o que \u00e9 isso que me convoca. O m\u00e9todo da pesquisa \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de procedimentos para me aproximar e se poss\u00edvel possuir e ser possu\u00eddo. A pesquisa enquanto disserta\u00e7\u00e3o e tese \u00e9 um testemunho desse amor. \u00c9 um registro: quase um sexo expl\u00edcito. Dal\u00ed que dizia, se estou certo e isso tampouco importa, \u201cEstou com uma ere\u00e7\u00e3o intelectual\u201d: \u00e9 a\u00ed que tudo come\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema est\u00e1 em que tantas demandas institucionais desviam a nossa aten\u00e7\u00e3o, e bem se sabe que uma ere\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um ato racional: se penso demais outra rota energ\u00e9tica \u00e9 demandada e o sangue vai para outro lugar. N\u00e3o \u00e9 poesia, \u00e9 fisiologia. Acontece, n\u00e3o pode-se evitar esses desvios. Mas enquanto a sensualidade se manter a ere\u00e7\u00e3o retornar\u00e1. E como tamb\u00e9m bem se sabe, n\u00e3o se pode a manter por muito tempo, j\u00e1 que outras partes demandam essa aten\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea. A pesquisa \u00e9 permutar entre encontros mais vigorosos e a manuten\u00e7\u00e3o do desejo, ainda que em estado latente, e contido, e lidando com a cotidianidade. Mas a noite chega. A noite h\u00e1 de chegar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Um sonho tomado como uma fic\u00e7\u00e3o investida de afeto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sonhar, talvez uma fantasia, um investimento, um desejo. Parte-se do afeto, investe-se nele e com ele se mistura e se move numa inven\u00e7\u00e3o de realidade. Numa fic\u00e7\u00e3o t\u00e3o real como todas outras realidades ficcionadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ A raz\u00e3o \u00e9 muito lenta, muito panaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adoro essa palavra: panaca. Babaca parece um insulto s\u00e9rio. Panaca parece, n\u00e3o sei, um xingamento de crian\u00e7a que de t\u00e3o braba provoca risos de quem v\u00ea. Panaca \u00e9 uma boa palavra para a raz\u00e3o. Ela que quer ser a dona da raz\u00e3o, a Dona Raz\u00e3o. Sempre por a\u00ed, meio transparente, meio \u00e0 espreita, mas (quase) sempre presente. Desconfio at\u00e9 que anda \u00e0s voltas com a Dona Morte. H\u00e1 uma dimens\u00e3o de morte a cada vez que a raz\u00e3o opera: ela corta, ela define, algo a\u00ed morre. Mas ela \u00e9 muito lenta, justo a\u00ed, \u00e9 lenta para dar conta da vida. Por isso mata: mais por ser desajeitada, e cheia de raz\u00e3o, do que por maldade. Ela pensa estar fazendo algo bom: como uma crian\u00e7a que tira o peixe da \u00e1gua e o leva para passear. A crian\u00e7a at\u00e9 pode ser inventiva, mas a raz\u00e3o \u00e9 panaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ O professor perform\u00e1tico, visual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ponto que quero desdobrar, se poss\u00edvel, nessa disserta\u00e7\u00e3o. A aula \u00e9 uma performance. O professor estar sentado, em p\u00e9, em p\u00e9 sobre a mesa. Como seria um professor que, no meio de uma aula p\u00f5e para tocar \u201cMarvin Gaye\u201d em seu celular e lentamente desabotoa sua camisa. Como seria um professor entrar na sala com uma cueca vermelha por cima das cal\u00e7as. Uma professora que convida os alunos para uma ciranda, numa aula de matem\u00e1tica. O inusitado e a exposi\u00e7\u00e3o do professor pode produzir uma zona de afetos, uma pol\u00edtica que implica uma deserarquiza\u00e7\u00e3o. Romper com essa performance padr\u00e3o do professor. Identific\u00e1vel: isso \u00e9 um professor. Claro, n\u00e3o precisa-se ir t\u00e3o longe, pode reabotoar a camisa do professor. Mas pode tirar o chap\u00e9u para a imprevisibilidade, pode-se vestir o manto da entrega, e fazer dos acontecimentos de uma aula as partes de uma maquinaria que a movem n\u00e3o a partir de uma pauta delineada num planejamento pr\u00e9vio, mas numa performance coletiva sem fim definido, pois n\u00e3o \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a, mas est\u00e1 comprometida com o acontecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Balizar o acaso<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que nos remete ao fragmento anterior. Esse jogo com um jogar com o que acontece e ser levado pelo acaso pode levar a perder-se (e n\u00e3o que isso seja ruim). Contudo, temos esse jogar entre seguir com o movimento e um conter quando necess\u00e1rio, diminuir a velocidade, paragens para que algo se intensifique, tempo necess\u00e1rio, diminui\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo coletivo que chamamos aula, o professor aponta e diz: vejam isso. O professor \u00e9 o motorista desse ve\u00edculo. Mas a aula tamb\u00e9m pode ser uma grande festa onde o professor \u00e9 o gar\u00e7om que oferece doses variadas de diversas coisas. A aula pode ser um jogo de cartas. A aula pode ser qualquer coisa. E, talvez, quanto menos a aula parecer uma aula, e mais provocar estranheza, talvez, e refor\u00e7o o talvez, possa-se ampliar o ganho no sentido da aprendizagem, tendo essa rela\u00e7\u00e3o com a cria\u00e7\u00e3o que modifica o conhecido no conhecimento. Uma aula que na sua forma de express\u00e3o \u00e9 diferente, acredito que tende a ser mais sensual, a despertar mais aten\u00e7\u00e3o \u2013 a aten\u00e7\u00e3o que \u00e9 necess\u00e1ria para o jogo. Isso dispersa muita energia. \u00c9 preciso variar. Uma aula \u00e0s vezes precisar ser uma aula. E isso tem que bastar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Um professor erra nesse mundo fantasioso de uma aula<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se um professor erra \u00e9 porque ele ou outro projetou um resultado que n\u00e3o foi alcan\u00e7ado. Se n\u00e3o se projeta um resultado, se n\u00e3o espera algo definido, n\u00e3o erra. Se n\u00e3o tem um ponto definido tampouco pode acertar, ent\u00e3o, transforma o erro em err\u00e2ncia. A err\u00e2ncia como modo de existir, como estado de esp\u00edrito, como jogo err\u00e1tico, como uma problem\u00e1tica da err\u00e2ncia. A fantasia de uma aula, como uma mina a c\u00e9u aberto, erra e erra nessa procura (des)orientada &#8211; e toma todos esses como uma escolha acertada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ N\u00e3o existe a realidade da aula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso basta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Expectativas, ard\u00eancia e morte<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morrer para viver de outro modo. Morrer para uma nova vida. Me repito, sair \u00e9 entrar. Expectativa \u00e9 mirar uma porta. Em certa medida \u00e9 inventar uma porta e o que tem l\u00e1 dentro. Ard\u00eancia. N\u00e3o sei. Morrer \u00e9 necess\u00e1rio antes de chegar. E come\u00e7ar de novo. E diferente. Com o tempo, talvez, n\u00e3o se mire portas, mas campos mais abertos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Um sonhador rasura a superf\u00edcie e encontra uma maquinaria de cria\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A superf\u00edcie, o que se mostra, o que se v\u00ea. Talvez. Tenho d\u00favidas. Embaralhar as coisas que se apresentam nessa superf\u00edcie, rasurar, desfigurar. A maquinaria de cria\u00e7\u00e3o existe na medida em que se coloca em movimento. O ato de rasurar e seu efeito \u00e9 a maquinaria em a\u00e7\u00e3o. Sem a\u00e7\u00e3o, a maquinaria n\u00e3o existe. E se existe, enferruja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">+ Quando o professor faz uma aula ele faz uma escrita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De escrita por agora, basta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">18\/10\/2017 tentativa, err\u00e1tica, de esgotar um lugar no pensamento, um lugar que pensa sobre e com a educa\u00e7\u00e3o. 21h08m<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/49-19-10-20173\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior &nbsp; 18h43m Ligo o computador: decidi escrever. Correr coisas, correr a escrita, coisificar pensamentos. Pouco tempo antes cheguei em casa, pretendia tomar um caf\u00e9. 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