{"id":204,"date":"2018-06-27T19:12:44","date_gmt":"2018-06-27T19:12:44","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=204"},"modified":"2018-07-11T19:24:23","modified_gmt":"2018-07-11T19:24:23","slug":"49-19-10-20173","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/49-19-10-20173\/","title":{"rendered":"[49] 19\/10\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/48-18-10-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta:\u00a0<a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/3-27-07-2017-23-08-2017\/\">[3]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/8-03-08-2017-10-08-201714-6\/\">[8]<\/a><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Corpo Potencial \u00e9 um corpo \u201cvazio\u201d. \u00c9 um corpo disposto a ser um ve\u00edculo. \u00c9 um corpo em estado de espera, pronto para incorporar, para dar corpo ao que vem de fora, para se encontrar e se projetar nesse exterior. Improvisar. \u00c9 um corpo que se oferece, que se entrega. E nisso n\u00e3o h\u00e1 nenhum tipo de martiriza\u00e7\u00e3o ou clich\u00ea m\u00edstico: esse que se entrega, ao esquecer e se desprender do Eu, ao perder identidades, ganha nas possibilidades indefinidas da iman\u00eancia, da multiplicidade enquanto subst\u00e2ncias, singularidade na qual se encontra, na qual se transforma, e num jogo no qual se permite entrar em composi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1, portanto, uma continuidade, um objetivo, um \u201cvou me tornar isso\u201d<sup>[ ]<\/sup>: a\u00ed uma dimens\u00e3o da entrega ao inesperado, uma confian\u00e7a de que meu corpo pode se tornar mais potente \u2013 e de que eu preciso permitir que meu corpo v\u00e1, e ir com ele, deixando um pouco de mim<sup>[ ]<\/sup>.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, a paci\u00eancia reflexiva, sempre voltada para fora dela mesma, e a fic\u00e7\u00e3o que se anula no vazio em que ela deslinda suas formas se entrecruzam para formar um discurso que aparece sem conclus\u00e3o e sem imagem, sem verdade nem teatro, sem prova, sem m\u00e1scara, sem afirma\u00e7\u00e3o, livre de qualquer centro, ap\u00e1trida e que constitui seu pr\u00f3prio espa\u00e7o como exterior na dire\u00e7\u00e3o do qual fala, fora do qual ela fala. [&#8230;] A partir do momento, efetivamente, em que o discurso para de seguir a tend\u00eancia de um pensamento que se interioriza e, dirigindo-se ao pr\u00f3prio ser da linguagem, devolve o pensamento para o exterior, ele \u00e9 tamb\u00e9m e de uma s\u00f3 vez: narrativa meticulosa de experi\u00eancias, de encontros, de signos improv\u00e1veis \u2013 linguagem sobre o exterior de qualquer linguagem, falas na vertente invis\u00edvel das palavras; e aten\u00e7\u00e3o para o que da linguagem j\u00e1 existe, j\u00e1 foi dito, impresso, manifesto. (FOUCAULT, 2001, p.226).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/50-19-10-2017\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta:\u00a0[3] [8] &nbsp; O Corpo Potencial \u00e9 um corpo \u201cvazio\u201d. \u00c9 um corpo disposto a ser um ve\u00edculo. \u00c9 um corpo em estado de espera, pronto para incorporar, para dar corpo ao que vem de fora, para se encontrar e se projetar nesse exterior. Improvisar. \u00c9 um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-204","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=204"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/204\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":727,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/204\/revisions\/727"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}