{"id":208,"date":"2018-06-27T19:15:30","date_gmt":"2018-06-27T19:15:30","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=208"},"modified":"2018-07-17T13:08:20","modified_gmt":"2018-07-17T13:08:20","slug":"51-19-10-20175-55-7","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/51-19-10-20175-55-7\/","title":{"rendered":"[51] 19\/10\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/50-19-10-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/5-27-07-2017-23-08-2017\/\">[5]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/7-27-07-2017-23-08-20174-6\/\">[7]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/17-22-08-20173-7\/\">[17]<\/a> <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/55-19-10-2017-3-5\/\">[55]<\/a><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 aqui, talvez o improviso tenha sido tomado como sin\u00f4nimo de composi\u00e7\u00e3o, ou assim possa ter parecido. Mas n\u00e3o \u00e9 disso que se trata. Se o improviso tem com a composi\u00e7\u00e3o um modo de criar, que n\u00e3o surge do nada, mas que joga com as mat\u00e9rias (formadas e informes), que joga com as for\u00e7as, n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa. Da composi\u00e7\u00e3o, podemos afirmar diversos modos, talvez at\u00e9 um aplicativo de computador, um sorteio aleat\u00f3rio, um jogar as tintas e as coisas num espa\u00e7o, tudo isso disp\u00f5e e, em certa medida, comp\u00f5e \u2013 na medida em que um discurso o afirma como uma composi\u00e7\u00e3o (discurso do autor ou do espectador).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O improviso \u00e9 um estado. O improviso talvez antecipe a pr\u00f3pria improvisa\u00e7\u00e3o. Improviso \u00e9 um estado impr\u00f3prio, \u00e9 um estado de esp\u00edrito que antecede o futuro, entendendo este como a manifesta\u00e7\u00e3o mais latente do presente <sup>[talvez ir em tempo em Deleuze e criar um link]<\/sup>. Improviso antecede a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o de algo, mas o estado de improviso j\u00e1 \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de si. Ao se por nesse estado, algumas coisas desligam, precisam desligar. Para que outros circuitos sejam conectados. Talvez seja um estado no qual n\u00e3o se possa se manter por muito tempo, talvez um estado de curta dura\u00e7\u00e3o. Um estado de transi\u00e7\u00e3o, de individua\u00e7\u00e3o. Sem embargo, quanto mais potente for esse corpo, mais tempo poder\u00e1 se manter nesse estado em prontid\u00e3o que n\u00e3o demanda esfor\u00e7o, ao contr\u00e1rio, \u00e9 um relaxamento ativo. Um corpo que pratica esse estado, contudo, precisa se esfor\u00e7ar para produzir n\u00e3o esfor\u00e7o <sup>[link para o fragmento que cita a arte cavalheiresca do arqueiro zen, ou cria-lo]<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um corpo em improvisa\u00e7\u00e3o pode ser pensado com a teoria de fluxos do psic\u00f3logo russo (ver): um estado no qual o corpo est\u00e1 de tal forma envolvido em sua realiza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o sobra espa\u00e7o no intelecto (inserir refer\u00eancia ao v\u00eddeo do TED, rever) para que se pense sobre outra coisa. Nem o sujeito, nem o indiv\u00edduo, mas, sobretudo o corpo &#8211; \u00e9 anterior e posterior, o corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A improvisa\u00e7\u00e3o \u00e9 a atualiza\u00e7\u00e3o do virtual num fluxo n\u00e3o controlado pelo indiv\u00edduo: se ele \u00e9 um sujeito, \u00e9 um sujeito das coisas, das for\u00e7as, das mat\u00e9rias, das afec\u00e7\u00f5es, ele \u00e9 a passagem<sup>[ ]<\/sup> por onde algo passa, e esse algo n\u00e3o pode ser precisado, para al\u00e9m das marcas<sup>[ ]<\/sup> que pode, eventualmente, deixar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A improvisa\u00e7\u00e3o \u00e9 um jogo sem regras, n\u00e3o pode ser antecipado, n\u00e3o pode ser definido. As regras e o jogo podem fazer parte de uma pr\u00e1tica para preparar o corpo para esse estado de improviso. Pode ser um m\u00e9todo para ludibriar a raz\u00e3o<sup>[ ]<\/sup> que habita o corpo, para jogar e rachar os estratos que impedem o movimento; pode ser uma porta de entrada para a improvisa\u00e7\u00e3o, tanto quanto para treinar<sup>[ ]<\/sup> o corpo para um estado de improviso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estado de improviso \u00e9 um estado de esp\u00edrito. \u00c9 um estado que antecede as for\u00e7as, \u00e9 a Sensibilidade de Nietzsche, depois definida como Vontade de Pot\u00eancia<sup>[frag que cita Machado ]<\/sup>. Nesse estado o corpo joga (e \u00e9 jogado) no grande jogo, o jogo da exist\u00eancia<sup>[ ]<\/sup>. Como um corpo potente, como um corpo potencial, ele possui um certa consist\u00eancia, uma massa densa e flu\u00edda, composta de esquecimento<sup>[ ]<\/sup> e uma f\u00e9 vazia, uma f\u00e9 na presen\u00e7a, nesse estado de prontid\u00e3o que basta <sup>[link para o pr\u00f3ximo fragmento que fala sobre a espera]<\/sup>. A improvisa\u00e7\u00e3o, quando esse estado de improviso se acelera, \u00e9 o corpo em movimento, numa din\u00e2mica complexa de composi\u00e7\u00f5es e decomposi\u00e7\u00f5es simult\u00e2neas, de giros, entradas e sa\u00eddas, de dobras em dobras de dobras <sup>[nota sobre corpo em cartografia]<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estado de improviso \u00e9 o guerreiro sempre pronto ao combate, mas sem nenhuma tens\u00e3o <sup>[link para fragmento posterior]<\/sup>. \u00c9 o dan\u00e7arino que j\u00e1 est\u00e1 dan\u00e7ando, mesmo aparentemente im\u00f3vel. \u00c9 o palha\u00e7o que n\u00e3o conta a piada, basta encontra-lo para se rir. \u00c9 o malabarista que n\u00e3o precisa sustentar nenhum objeto no ar: ar e terra, em cima e embaixo, fazem parte de um mesmo lugar, um todo indivis\u00edvel, uno e m\u00faltiplo<sup>[link para texto que cita o uno e o m\u00faltiplo]<\/sup>. \u00c9 um estado de equil\u00edbrio que resulta de movimentos t\u00e3o velozes que parece uma pausa, que o corpo parece estar im\u00f3vel<sup>[link para a velocidade n\u00f4made]<\/sup>. \u00c9 uma frequ\u00eancia de micromovimentos n\u00e3o percept\u00edveis tanto por ser de uma ordem molecular, e em certa medida informe, tanto pelo nossa incapacidade de ver as varia\u00e7\u00f5es acima de x Hz \u2013 n\u00e3o v\u00ea, mas o Corpo Potencial percebe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O corpo em estado de improviso \u00e9 um corpo-n\u00f4made<sup>[link]<\/sup> e a improvisa\u00e7\u00e3o faz dele uma m\u00e1quina de guerra, numa maquinaria de cria\u00e7\u00e3o<sup>[link]<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/52-19-10-2017\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: [5] [7] [17] [55] &nbsp; At\u00e9 aqui, talvez o improviso tenha sido tomado como sin\u00f4nimo de composi\u00e7\u00e3o, ou assim possa ter parecido. 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