{"id":225,"date":"2018-06-27T19:23:39","date_gmt":"2018-06-27T19:23:39","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=225"},"modified":"2018-06-28T20:40:08","modified_gmt":"2018-06-28T20:40:08","slug":"59-18-11-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/59-18-11-2017\/","title":{"rendered":"[59] 18\/11\/2017"},"content":{"rendered":"<p><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/58-17-11-2017\/\">Voltar para nota anterior<\/a><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tomei um tempo para iniciar o que tinha de fazer. Nem esperei em demasia, nem me apressei em excesso. Tinha comigo a presen\u00e7a da espera dos demais, e a responsabilidade sobre minha a\u00e7\u00e3o e seus efeitos em tantos outros. N\u00e3o podia assim mensurar meu cansa\u00e7o, nem ceder \u00e0s minhas d\u00favidas. Tampouco parecia inteligente me guiar por minha \u00e2nsia, ela podia por tudo a perder com o olhar no final e o descuido com os detalhes. Ainda assim, atentar demais aos detalhes podia tomar um tempo que eu n\u00e3o tinha, e p\u00f4r em risco todo um processo complexo, para o qual demanda uma certa desenvoltura. T\u00e3o logo iniciei, e o que havia de seguran\u00e7a em mim sumiu como se ali nunca houvesse existido, e com ela a pr\u00f3pria certeza da minha exist\u00eancia. Nesse fazer est\u00e1 implicado meu ser, meu futuro e meu passado, meu nome e minha honra. N\u00e3o era hora de se p\u00f4r em d\u00favida. Alguns segundos haviam se passado e eu estava a pensar que pensava demais, e que essa censura podia p\u00f4r tudo a perder. Me pus a afirmar toda a minha experi\u00eancia, e que se ali estava n\u00e3o era por um acaso do destino, mas o resultado de uma soma complexa onde meus m\u00e9ritos eram mais do que suficientes para alavancar essa equa\u00e7\u00e3o e me colocar nessa situa\u00e7\u00e3o. Era eu quem estava ali. N\u00e3o podia perguntar, embora em certa medida estava a faz\u00ea-lo, se seria eu a pessoa certa a realizar tal a\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o teria sido uma melhor escolha me juntar aos demais, e fazer votos que o escolhido era a pessoa certa, e que essa n\u00e3o era eu. A hist\u00f3ria faz parecer que quem est\u00e1 \u00e0 frente \u00e9 vitorioso. Mas se se olhar com aten\u00e7\u00e3o esses s\u00e3o os primeiros a morrer, a sofrer. Depois da foto, depois do registro, logo ap\u00f3s a virtude, vem o sofrimento. Talvez eu esteja exagerando, talvez devesse concentrar minha aten\u00e7\u00e3o no presente, e n\u00e3o buscar nenhum resultado. Talvez devesse acreditar que o talvez seja o regente da vida: at\u00e9 que algo de fato aconte\u00e7a, tudo \u00e9 um talvez. E depois que acontece, talvez seja entendido de uma forma, talvez seja entendido de outra. Na hist\u00f3ria podemos ser her\u00f3is ou carrascos, talvez um ou outro, a depender quem \u00e9 o tal da vez a conta-la. De repente me vi desaparecido, e j\u00e1 n\u00e3o sabia porque estava ali. Me vi simplesmente fazendo algo, sem saber porque havia come\u00e7ado, nem a quem me direcionava, e se por acaso algu\u00e9m me esperava. Talvez inventamos uma complexa hist\u00f3ria para dar conta de algo que nos falta, ou de um excesso de fragilidade. Talvez nos falte confiar na for\u00e7a dessa fragilidade. J\u00e1 n\u00e3o tinha certeza se tinha come\u00e7ado algo, se tinha certezas, e se havia algo por terminar. Dentre o que sei agora, me parece que o t\u00e9rmino \u00e9 a morte, simplesmente porque tudo o que sei vai at\u00e9 ali \u2013 ao menos at\u00e9 onde me contaram os vivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/60-18-11-2017\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior &nbsp; Tomei um tempo para iniciar o que tinha de fazer. Nem esperei em demasia, nem me apressei em excesso. Tinha comigo a presen\u00e7a da espera dos demais, e a responsabilidade sobre minha a\u00e7\u00e3o e seus efeitos em tantos outros. N\u00e3o podia assim mensurar meu cansa\u00e7o, nem ceder \u00e0s minhas d\u00favidas. 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