{"id":237,"date":"2018-06-27T19:32:45","date_gmt":"2018-06-27T19:32:45","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=237"},"modified":"2018-06-28T20:41:55","modified_gmt":"2018-06-28T20:41:55","slug":"64-07-12-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/64-07-12-2017\/","title":{"rendered":"[64] 07\/12\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/63-07-12-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Duas horas ap\u00f3s iniciar o fragmento anterior (agora s\u00e3o 12:16) levantei-me, fui at\u00e9 a cozinha para me hidratar e caminhei at\u00e9 o quarto de onde, atrav\u00e9s da janela, posso receber um pouco mais de luz, apesar da imagem n\u00e3o muito agrad\u00e1vel do shopping que me avizinha. Antes mesmo de chegar na janela, notei o livro <em>As Tr\u00eas Ecologias<\/em>, de Felix Guattari, sobre a mesa que possuo em meu quarto (habitualmente ela est\u00e1 suportando livros, tal como a mesa que fica na sala, onde escrevo. Assim, os livros que est\u00e3o nesse aposento de escrita s\u00e3o os que fazem parte dos meus movimentos atuais de pesquisa e, eventualmente, voltaram para a mesa do quarto ou para as prateleiras \u2013 aonde ficam esquecidos, at\u00e9 futuras lembran\u00e7as).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Repito movimentos de outrora: se notei esse livro, que por algum motivo se diferenciou dos outros tantos que com ele formavam meia d\u00fazia de pilhas (pois tive que retirar da parede uma de minhas estantes que ficam suspensas, pois a parede est\u00e1 por ser pintada) creio ser justo que dele surjam outras nota\u00e7\u00f5es, anota\u00e7\u00f5es. Em verdade, essa ideia de notar e anotar se presentificou em meus pensamentos num dia qualquer, enquanto caminhava em dire\u00e7\u00e3o a uma reuni\u00e3o sobre um projeto art\u00edstico. Desta ideia falarei um pouco mais a frente [link], pois, diferente dos procedimentos que vinha adotando com mais frequ\u00eancia nos escritos anteriores, estes que se iniciaram hoje resultaram de uma s\u00e9rie de leituras mais ou\u00a0 menos ordenadas e encadeadas para uma escrita que parte da retomado do Corpo Potencial como um corpo que se autoexperimenta para produzir um CsO, adentra na ideia da autoexperimenta\u00e7\u00e3o em Nietzsche (o pr\u00f3ximo passo-fragmento-nota), segue com a ideia do jogo e composi\u00e7\u00e3o entre as for\u00e7as apol\u00ednicas e dionis\u00edacas para voltar a quest\u00e3o do texto, passando pela ideia de notar e anotar, e afirmando esses feitos com as fic\u00e7\u00f5es de uma vida, autofic\u00e7\u00f5es, em performatividades escritas e ativadas nas a\u00e7\u00f5es cotidianas; pensando o mundo como apar\u00eancia \u2013 e com ele uma po\u00e9tica da exist\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, apesar do roteiro pr\u00e9-estabelecido, e das varia\u00e7\u00f5es inerentes e esperadas, s\u00e3o benvindos os desvios nesses encontros que acontecem ao acaso (ao acaso?). Assim, ao \u201cfolhear Guattari\u201d e parar na primeira cita\u00e7\u00e3o marcada, ou seja, (a)notada na leitura passada, noto que ela se comp\u00f5e com o que venho escrevendo (se comp\u00f5e ou eu percebo que comp\u00f5e pois a\u00ed nesses espa\u00e7os da vida vou escrevendo minha narrativa ficcional, onde me serve o que encontro e nisso leio o que escrevo? \u00c9 quase obvio que essa pergunta esta mais para uma afirma\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazer emergir outros mundos diferentes daquele da pura informa\u00e7\u00e3o abstrata; engendrar Universos de refer\u00eancia e Territ\u00f3rios existenciais, onde a singularidade e a finitude sejam levadas em conta pela l\u00f3gica multivalente das ecologias mentais e pelo princ\u00edpio de Eros de grupo da ecologia social e afrontar o face a face vertiginoso com o Cosmos para submet\u00ea-lo a uma vida poss\u00edvel \u2013 tais s\u00e3o as vias embaralhadas da tripla vis\u00e3o ecol\u00f3gica. Uma ecosofia de um tipo novo, ao mesmo tempo pr\u00e1tica e especulativa, \u00e9tico-pol\u00edtica e est\u00e9tica, deve a meu ver substituir as antigas formas de engajamento religioso, pol\u00edtico, associativo&#8230; Ela n\u00e3o ser\u00e1 nem uma disciplina de recolhimento na interioridade, nem uma simples renova\u00e7\u00e3o das antigas formas de \u201cmilitantismo\u201d. Trata-se antes de movimento de m\u00faltiplas faces dando lugar a inst\u00e2ncias e dispositivos ao mesmo tempo anal\u00edticos e produtores de subjetividade. [&#8230;] Seus registros s\u00e3o da al\u00e7ada do que chamei de <em>heterog\u00eanese<\/em>, isto \u00e9, processo cont\u00ednuo de ressingulariza\u00e7\u00e3o. Os indiv\u00edduos devem se tornar ao mesmo tempo solid\u00e1rios e cada vez mais diferentes. (GUATTARI, 2012, p.53-55).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">(12:47)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/65-07-12-2017\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior &nbsp; Duas horas ap\u00f3s iniciar o fragmento anterior (agora s\u00e3o 12:16) levantei-me, fui at\u00e9 a cozinha para me hidratar e caminhei at\u00e9 o quarto de onde, atrav\u00e9s da janela, posso receber um pouco mais de luz, apesar da imagem n\u00e3o muito agrad\u00e1vel do shopping que me avizinha. 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