{"id":240,"date":"2018-06-27T19:36:05","date_gmt":"2018-06-27T19:36:05","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=240"},"modified":"2018-07-17T12:36:54","modified_gmt":"2018-07-17T12:36:54","slug":"65-07-12-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/65-07-12-2017\/","title":{"rendered":"[65] 07\/12\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/64-07-12-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/15-10-08-2017\/\">[15]<\/a>\u00a0 <\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nietzsche escreve que a moral pressup\u00f5e a capacidade de autodividir-se. Algo dentro de n\u00f3s da ordens a outro Algo dentro de n\u00f3s. Existe a consci\u00eancia de um eterno comentar-se e autovalorar-se. E, todavia, uma poderosa tradi\u00e7\u00e3o insiste em falar de \u201cindiv\u00edduo\u201d, ou seja, do n\u00facleo indivis\u00edvel do ser humano. (SAFRANSKI, 1998, p.83. TRADU\u00c7\u00c3O NOSSA).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ensa\u00edsmo como forma de vida, um eterno ensaiar. Um criar condi\u00e7\u00f5es, cen\u00e1rios, pe\u00e7as para composi\u00e7\u00f5es, um jogo inventivo: performar a pr\u00f3pria vida. Um eterno ensaiar, pois n\u00e3o se pretende apresentar numa dado final um Grande Espet\u00e1culo, mas cenas cotidianas que encontram pot\u00eancia tanto em a\u00e7\u00f5es virtuosas, quanto em pequenos gestos afetivos, quanto nos erros inclu\u00eddos na cota dos desvios vitais. \u00c9 sempre um ensaio, espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o. E o corpo como espa\u00e7o, tanto quanto a vida, e essa em aula, em texto, em varia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa ensaiar se d\u00e1 como um jogo no pensamento que se projeta nos modos de vida e nas a\u00e7\u00f5es cotidianas.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Nietzsche n\u00e3o \u00e9 suficiente produzir frases dignas de serem citadas, o que ele quer \u00e9 dispor sua vida de maneira que lhe sirva como antecedente cit\u00e1vel de seu pensamento. N\u00e3o lhe serve meditar sobre sua vida. Isso faz qualquer um. Ele quer viver uma vida de tal modo que lhe de o que pensar. A vida como disposi\u00e7\u00e3o experimental para pensar; o ensaismo como forma de vida. (SAFRANSKI, 1998, p.85. TRADU\u00c7\u00c3O NOSSA).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante refor\u00e7ar, ainda que j\u00e1 afirmado em outros fragmentos, que se trata de um ensaio e uma f\u00e9, uma cren\u00e7a, no terreno, na vida cotidiana, e no plano de iman\u00eancia.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nietzsche quer uma intensidade aumentada; n\u00e3o quer o grande desengano, se n\u00e3o a santifica\u00e7\u00e3o da vida t\u00e9rrea. Neste ponto se diferencia seu ate\u00edsmo do niilismo moderno. O niilismo moderno \u00e9, segundo ele v\u00ea, mero desengano. O Zaratustra de Nietzsche, pelo contr\u00e1rio, quer instruir a arte de como se ganha quando se perde. Todo \u00eaxtase, toda beatitude, todas ascens\u00f5es do sentir, essa fome de intensidades que em outra \u00e9poca se encontrava Mais L\u00e1, tudo isso dever\u00e1 sucessivamente se concernir a vida imediata e do Mais Aqui terreno. (SAFRANSKI, 1998, p.91. TRADU\u00c7\u00c3O NOSSA).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, trata-se de um se abrir para esse jogo, jogo do mundo, jogo do acaso <sup>[link]<\/sup>. E de produzir varia\u00e7\u00f5es nesse jogo, transgredindo, atrav\u00e9s da autoexperimenta\u00e7\u00e3o e a partir de jogos \u201cmenores\u201d<sup>[link]<\/sup>. E da repeti\u00e7\u00e3o deste jogo, e da varia\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de outros jogos, num movimento circular do tempo \u2013 neste labirinto que retorna para os mesmos lugares:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o intuito de resolver a ideia do efeito circular do tempo como uma carga paralisante, Nietzsche intenta pensa-la em conjunto com a imagem do grande jogo do mundo. Como se sabe, tamb\u00e9m o jogo se baseia em repeti\u00e7\u00f5es, mas a vivenciamos com prazer. Com a morte de Deus se faz evidente, para Nietzsche, a proeza e o car\u00e1ter l\u00fadico da exist\u00eancia humana. O Homem Superior \u00e9 aquele que tem a for\u00e7a e a facilidade para abrir-se para este jogo do mundo. O transcender de Nietzsche se move nesse sentido: fa\u00e7a-se o jogo, enquanto fundamento do ser. O Zaratustra de Nietzsche dan\u00e7a quando encontra esse fundamento, dan\u00e7a igual Siva, o deus dos mundos da \u00cdndia. (SAFRANSKI, 1998, p.92. TRADU\u00c7\u00c3O NOSSA).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, avan\u00e7amos no que vai nos levar, num pr\u00f3ximo fragmento, ao livro de Nietzsche, O Nascimento da Trag\u00e9dia<sup>[link]<\/sup>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos em jogo com diversas for\u00e7as, neste grande jogo do mundo: uma multiplicidade de singularidades passam e nos afetam, ou n\u00e3o. A exist\u00eancia assim se apresenta em movimentos complexos para os quais as defini\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o mais que tentativa de diminui\u00e7\u00e3o dessas velocidades, um corte, um crivo no caos. Encontramos assim (inventamos) padr\u00f5es: \u00e9 como inventar as pe\u00e7as desse jogo, nomeando-as, para que assim possamos definir nosso territ\u00f3rio de jogo, e possamos jogar. Dualismos assim passam a ser pontos de ancoragem para dimensionar as modula\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas e a estratifica\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria em regimes de saber (vizibilidade) e de poder (dizibilidade)<sup>[criar nota a partir do Foucault de Deleuze)<\/sup>. Nesse sentido, encontramos na filosofia de Nietzsche pontos de ancoragem para essas for\u00e7as, para pensar seus efeitos nos corpos, para pensar, assim, a Educa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apolo \u00e9 o deus da forma, da claridade, do contorno n\u00edtido, do sonho iluminado e, sobretudo, da individualidade e da raz\u00e3o. [&#8230;] Dioniso, por sua vez, \u00e9 o selvagem deus da embriaguez, do sentimento, do desmedido e da vertigem coletiva. Todavia, ambos aspectos \u2013 o dionis\u00edaco e o apol\u00edneo \u2013 constituem respostas frente as pot\u00eancias elementares da vida. [&#8230;] Ainda que Nietzsche comece analisando princ\u00edpios est\u00e9ticos, logo se torna evidente que a obra \u00e9 uma investiga\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica das condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do ser humano. Dioniso e Apolo significam a oposi\u00e7\u00e3o entre sentimento e raz\u00e3o, vontade e representa\u00e7\u00e3o, coletividade e individualidade. (SAFRANSKI, 1998, p.94. TRADU\u00c7\u00c3O NOSSA).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aproximamos assim o elemento dionis\u00edaco ao Corpo sem \u00f3rg\u00e3os de Artaud, conforme apresentado em seu texto-manifesto \u201cComo acabar com o Ju\u00edzo de Deus\u201d, do qual destaco a parte final:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando tiverem consegui um corpo sem \u00f3rg\u00e3o, ent\u00e3o o ter\u00e3o libertado de seus automatismos e devolvido sua verdadeira liberdade. Ent\u00e3o poder\u00e3o ensin\u00e1-lo a dan\u00e7ar \u00e0s avessas como no del\u00edrio dos bailes populares e esse avesso ser\u00e1 seu lugar verdadeiro. (DELEUZE; GUATTARI Apud SALLES, 2014, p.2).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo princ\u00edpio de Dioniso, Nietzsche abarca aquela vida que ele pode intuir dentro de si e que ao mesmo tempo lhe falta, essa vida que ele, portanto, dever\u00e1 buscar e inventar\u201d (SAFRANSKI, ANO, p.94. TRADU\u00c7\u00c3O NOSSA). Aqui um ponto central da pesquisa-texto que estamos desdobrando: a busca por algo que se intui, mas n\u00e3o se conhece, n\u00e3o se sabe, embora se saiba, em certa medida, que exista enquanto possibilidade (outros diriam como ess\u00eancia). E assim a escrita se apresenta como um exerc\u00edcio de encontros, tentativa, sempre levada adiante, de encontrar algo de si. E aqui nos remetemos a Perec, em seu texto Notas sobre o que busco:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nunca resolvi como falar de meu trabalho de maneira abstrata e te\u00f3rica; ainda que o que produzo pare\u00e7a originar-se em um programa elaborado tempos atr\u00e1s, em um projeto de longa data, creio que meu movimento se encontra \u2013 e se demonstra \u2013 andando: da sucess\u00e3o de meus livros nasce para mim a sensa\u00e7\u00e3o, as vezes confortante, as vezes perturbadora (pois sempre depende de um \u201clivro que venha\u201d, de uma inconclus\u00e3o que designa o indiz\u00edvel sobre o qual tenho desesperadamente o desejo de escrever), de que recorrem um caminho, sinalizam um espa\u00e7o, um itiner\u00e1rio vacilante, descrevem um passo a passo das etapas de uma busca cujo \u201cporque\u201d n\u00e3o sei explicar. [&#8230;] Um \u201cporque escrevo\u201d ao qual s\u00f3 posso responder escrevendo. (PEREC, 1986, p.13. TRADU\u00c7\u00c3O NOSSA).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adiante, o escrever sobre, que \u00e9 um pensar sobre esse algo, que \u00e9 um pensar o pensamento, que \u00e9 um pensar a si, e ao pensar a si um pensar o ser, e ao pensar o ser um escrever sobre educa\u00e7\u00e3o. A\u00ed novamente Nietzsche nos apresenta uma perspectiva deste buscar que n\u00e3o se justifica por algo a ser desvelado, quest\u00e3o enfatiza por Foucault [nota sobre n\u00e3o haver nada sobre a cortina no Foucault de Deleuze]. Temos a\u00ed uma rela\u00e7\u00e3o amb\u00edgua com as apar\u00eancias, e nela com as for\u00e7as apol\u00edneas.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devemos ser exatos: o psic\u00f3logo Nietzsche n\u00e3o reprova a apar\u00eancia como tal, se n\u00e3o a falsa f\u00e9 que se deposita na apar\u00eancia. Condena que se oculte detr\u00e1s do car\u00e1ter aparente. Condena aquele autoengano atrav\u00e9s do qual, para poder crer nos valores que se tenha constru\u00eddo para si, os consagra e idealiza como se fossem valores e verdades absolutas. [&#8230;] O dionis\u00edaco Nietzsche insiste no direito a vida, e na riqueza vital que tem a apar\u00eancia, mas sem autoenganar-se. (SAFRANSKI, 1998, p.97. TRADU\u00c7\u00c3O NOSSA).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o mundo enquanto fen\u00f4meno \u00e9 percebido enquanto apar\u00eancia, nos efeitos que produz, cabe a n\u00f3s jogar com essas apar\u00eancias, no sentido do que com elas podemos compor, e nisso compor a nossa realidade. Realidade que, portanto, \u00e9 sempre uma fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se deve amar a apar\u00eancia pela apar\u00eancia mesma. Nada que objetar a um ator, mas n\u00e3o se deve esquecer que se \u00e9 um ator. Nada que objetar a vaidosa fantasia, mas deve se seguir sendo soberano sobre a pr\u00f3pria for\u00e7a fantasiosa, n\u00e3o se deve tentar desaparecer entre as imagens que criou. [&#8230;] A soberania dionis\u00edaca surge quando se assume a vontade de engano. (SAFRANSKI, 1998, Idem &#8211; 97. TRADU\u00c7\u00c3O NOSSA).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa afirma\u00e7\u00e3o refor\u00e7a os contornos do estudo no qual esta pesquisa-texto se desdobra: a ideia de autoexperimenta\u00e7\u00e3o que aqui apresentamos tamb\u00e9m pode ser entendida como autofic\u00e7\u00e3o. Isso porque esta experimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o objetifica o mundo, n\u00e3o se trata de um ser consciente agindo sobre um objeto cognoscente. N\u00e3o h\u00e1, a priori, sujeito e objeto. Tudo \u00e9 apar\u00eancia. A f\u00e9 no engano se apresenta neste estudo como uma f\u00e9 na possibilidade de estabelecer uma po\u00e9tica da exist\u00eancia, uma vez que a realidade \u00e9, nesse sentido, uma fic\u00e7\u00e3o \u2013 tanto quanto uma fic\u00e7\u00e3o produz sua realidade. Na constru\u00e7\u00e3o de uma narrativa desenhamos nossa realidade a partir dos efeitos da apar\u00eancia do mundo, do que nele nos afeta.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pois bem, e se a realidade n\u00e3o est\u00e1 nem no objeto, nem no sujeito, talvez ent\u00e3o se encontre na rela\u00e7\u00e3o entre ambos? Na bipolaridade? No predicado que une sujeito e objeto? Tanto sujeito como objeto s\u00e3o fic\u00e7\u00f5es, de acordo. Mas a realidade est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o entre ambos. O conhecedor e o conhecido s\u00e3o fic\u00e7\u00f5es, de acordo. Mas o conhecimento \u00e9 realidade. O vivo e o vivido s\u00e3o fic\u00e7\u00f5es, de acordo. Mas a viv\u00eancia \u00e9 realidade. Muito bem, mas se h\u00e1 tantas rela\u00e7\u00f5es quanto pontos de vista? Se a mesa \u00e9 conhecimento meu enquanto t\u00e1bua solida e campo vazio? Ambos os conhecimentos s\u00e3o realidade. S\u00e3o ontologicamente equivalentes. E esta admiss\u00e3o significa, no fundo, a admiss\u00e3o de que realidade \u00e9 fic\u00e7\u00e3o, e fic\u00e7\u00e3o \u00e9 realidade. (FLUSSER, 2006, p.2).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/66-07-12-2017\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: [15]\u00a0 &nbsp; Nietzsche escreve que a moral pressup\u00f5e a capacidade de autodividir-se. Algo dentro de n\u00f3s da ordens a outro Algo dentro de n\u00f3s. Existe a consci\u00eancia de um eterno comentar-se e autovalorar-se. 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