{"id":255,"date":"2018-06-27T19:48:43","date_gmt":"2018-06-27T19:48:43","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=255"},"modified":"2018-06-28T20:45:04","modified_gmt":"2018-06-28T20:45:04","slug":"72-24-12-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/72-24-12-2017\/","title":{"rendered":"[72] 24\/12\/2017"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/71-24-12-2017\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMO EXPLICO MINHA PESQUISA POR WHATSAPP<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 21 de dezembro, 11 horas e 30 minutos. Chego \u00e0 cafeteria e tento sem sucesso abrir a porta. Depois de duas tentativas falhas, paro para ler o aviso que diz \u201cempurre\u201d na porta destravada ao lado da porta trancada a qual eu puxava. Durante a cena das palavras em jogo no meu pensamento em busca de um pr\u00f3ximo ato que pudesse ir enfim ao encontro do caf\u00e9, e antes do tempo que precisava para empurrar a porta correta, outro cliente a abre para mim. E se essa introdu\u00e7\u00e3o n\u00e3o reflete o t\u00edtulo nem o que vou escrever a partir daqui, \u00e9 mais por intentar encenar uma escrita que pensa encontrar nesses detalhes um significante dos movimentos da vida, ou seja, das idas e pausas (e vindas) em desvios mais ou menos angulosos. N\u00e3o me parece justo o texto, alheio \u00e0 vitalidade errante do cotidiano, querer ser escrito em linhas retas. Pois nem Deus assim o fez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre um gole de caf\u00e9 e mordidas num sandu\u00edche respondo mensagens no whatsapp. Numa dessas (agora n\u00e3o importa o motivo, j\u00e1 que n\u00e3o quero me exceder nesse fragmento, e tampouco \u00e9 necess\u00e1rio se saber o motivo de todas as coisas) minha interlocutora faz a infame pergunta: o que \u00e9 tua pesquisa afinal?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, passo a me citar abaixo, num ato que representou uma tentativa de dizer (e escrever) do que se trata essa pesquisa para uma pessoa que n\u00e3o estuda o que aqui se estuda, e tampouco \u00e9 do mesmo campo de conhecimento. Isso pensando, numa autocr\u00edtica, que a pesquisa n\u00e3o pode se fechar em si, ou no entorno dos pares \u201cletrados\u201d em Nietzsche, Deleuze, etc. Tampouco queremos defender uma pesquisa que seja entendida por todos, pois, se n\u00e3o \u00e9 de se entender que se trata, nos parece potente produzir efeitos nesse jogo escrita-leitura. Se trata, talvez, da nossa capacidade, tamb\u00e9m errante, de variar nosso estilo para produzir diferentes efeitos. \u00c9 sempre uma tentativa. Um modo de tentar, sempre ativo: talvez nisso entendemos o que aqui estamos chamando de estilo.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na pesquisa, penso com o jogo, tendo nesse um modo de provocar desvios, para colocar o corpo em estado de improviso, ou para treinar esse estado; Se utiliza (a pesquisa) de conceitos filos\u00f3ficos, sobretudo, e opera sobre a escritura, tendo esta tamb\u00e9m como um espa\u00e7o de jogo e de improvisa\u00e7\u00e3o. Faz da pesquisa um exerc\u00edcio de autoexperimenta\u00e7\u00e3o, cria labirintos, promove (e aceita) encontros, se move e retorna para os mesmos pontos, repete e produz diferen\u00e7a na repeti\u00e7\u00e3o. Pesquisa que inventa os seus modos, em varia\u00e7\u00e3o, experimento e fic\u00e7\u00e3o real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensando esses movimentos como um modo de criar para si um Corpo Potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que n\u00e3o \u00e9 o potente como se prolifera no capitalismo, no esporte, na moda, etc&#8230; \u00c9 a pot\u00eancia da varia\u00e7\u00e3o, a pot\u00eancia tamb\u00e9m do n\u00e3o, da vida e da morte, do desfazer-se para fazer-se outro, do mover para ver, viver, e compor, o mundo e a si.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finda a tentativa de s\u00edntese.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez, inclusive, eu insira essa tentativa na disserta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">P.s.: esse Corpo Potencial, que estou pensando como uma fantasia de escritura(Barthes), n\u00e3o centraliza no corpo humano. Toma, aqui com \u00eanfase, o corpo do texto. Mas tem import\u00e2ncia o pensamento sobre\/com os demais corpos. De pensar que o mundo nos pensa, os objetos nos pensam. Todo corpo possui energia, todo corpo \u00e9 potencial. Somos afetados por todos estes. \u00c9 preciso romper com a hegemonia do sujeito sobre o objeto. Somo todos corpos nesse jogo complexo da exist\u00eancia. Energias em movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shiva dan\u00e7ando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que te parece?<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/73-26-12-2017\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior &nbsp; COMO EXPLICO MINHA PESQUISA POR WHATSAPP Porto Alegre, 21 de dezembro, 11 horas e 30 minutos. Chego \u00e0 cafeteria e tento sem sucesso abrir a porta. 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