{"id":268,"date":"2018-06-27T20:06:20","date_gmt":"2018-06-27T20:06:20","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=268"},"modified":"2018-07-17T11:56:04","modified_gmt":"2018-07-17T11:56:04","slug":"78-22-01-2018","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/78-22-01-2018\/","title":{"rendered":"[78] 22\/01\/2018"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/77-22-01-2018\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Nota que aponta para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/10-10-08-201740\/\">[10]<\/a>\u00a0<\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao escrever o fragmento anterior fui remetido a mem\u00f3ria de uma cita\u00e7\u00e3o de Deleuze acerca de Foucault. Ao procura-la encontro primeiro outra, anteriormente demarcada como \u201cDST\u00c7\u201d, ou seja, cita\u00e7\u00e3o que possa servir \u00e0 DiSserTa\u00c7\u00e3o (como parece \u00f3bvio, mesmo assim quis reiterar). E assim ent\u00e3o nos serve, nesse complexo movimento do pensamento, das paix\u00f5es e afetos.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que O Nascimento da Cl\u00ednica j\u00e1 desvendava era uma \u201colhar absoluto\u201d, uma \u201cvisibilidade virtual\u201d, uma \u201cvisibilidade fora do olhar\u201d, que denominava todas as experi\u00eancias perceptivas e n\u00e3o convidava \u00e0 vis\u00e3o sem convidar tamb\u00e9m os outros campos sensoriais, a audi\u00e7\u00e3o e o tato. As visibilidades n\u00e3o se definem pela vis\u00e3o, mas s\u00e3o complexos de a\u00e7\u00f5es e de paix\u00f5es, de a\u00e7\u00f5es e de rea\u00e7\u00f5es, de complexos multissensoriais que vem \u00e0 luz. Como diz Magritte numa carta a Foucault, o que v\u00ea, e pode ser descrito visivelmente, \u00e9 o pensamento (DELEUZE, 2006, p.68).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, se antes fal\u00e1vamos da pesquisa como autobiografia, essa se d\u00e1 como uma autobiografia do pensamento: n\u00e3o como sin\u00f4nimo de racionalidade, mas como um complexo jogo entre as faculdades. Sendo que, se o que se v\u00ea e se descreve \u00e9 o pensamento, \u00e9 preciso considerar acerca desse quem descreve que \u201ca condi\u00e7\u00e3o \u00e0 qual a visibilidade se refere n\u00e3o \u00e9, entretanto, a maneira de ver de um sujeito: o pr\u00f3prio sujeito que v\u00ea \u00e9 um lugar na visibilidade, uma fun\u00e7\u00e3o derivada da visibilidade\u201d (DELEUZE, 2006, p.66).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ademais, o que se v\u00ea n\u00e3o \u00e9 um real a ser desvelado pela vis\u00e3o investigadora e constitui\u00e7\u00e3o de um saber (e a\u00ed chegamos \u00e0 cita\u00e7\u00e3o que busc\u00e1vamos):<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que \u00e9 estratificado n\u00e3o \u00e9 objeto indireto de um saber que surgiria depois, mas constitui diretamente um saber: a li\u00e7\u00e3o das coisas e a li\u00e7\u00e3o da gram\u00e1tica. [&#8230;] Na verdade, n\u00e3o h\u00e1 nada antes do saber, porque o saber, na nova conceitua\u00e7\u00e3o de Foucault, define-se por suas combina\u00e7\u00f5es do vis\u00edvel e do enunci\u00e1vel pr\u00f3prias para cada estrato, para cada forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. O saber \u00e9 um agenciamento pr\u00e1tico, um \u201cdispositivo\u201d de enunciados e de visibilidades. N\u00e3o h\u00e1 ent\u00e3o nada sob o saber (embora haja, como veremos, coisas fora do saber). (DELEUZE, 2006, p.60).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/79-22-01-2018\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Nota que aponta para esta: [10]\u00a0 &nbsp; Ao escrever o fragmento anterior fui remetido a mem\u00f3ria de uma cita\u00e7\u00e3o de Deleuze acerca de Foucault. 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