{"id":270,"date":"2018-06-27T20:07:37","date_gmt":"2018-06-27T20:07:37","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=270"},"modified":"2018-06-28T20:49:43","modified_gmt":"2018-06-28T20:49:43","slug":"79-22-01-2018","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/79-22-01-2018\/","title":{"rendered":"[79] 22\/01\/2018"},"content":{"rendered":"<p><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/78-22-01-2018\/\">Voltar para nota anterior<\/a><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De alguma forma acabamos por chegar num escrito que pretend\u00edamos escrever. Trata-se de um di\u00e1logo pelo whatsaap, o segundo [link para o primeiro]. Di\u00e1logo esse ocorrido no dia 29 de dezembro e que no chega a partir do que escrevemos anteriormente. E o \u201co que\u201d escrevemos segue a l\u00f3gica do \u201csobre\u201d o que escrevemos, ou seja: se estamos falando que n\u00e3o h\u00e1 uma verdade que n\u00e3o seja uma inven\u00e7\u00e3o e tampouco h\u00e1 uma pesquisa que n\u00e3o se coadune com os pensamentos do pesquisador (e neles suas mem\u00f3rias, intui\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o, interesses e esquecimentos), \u00e9 por crer que estamos fazendo o mesmo na pesquisa (ao menos \u00e9 o que intentamos). E este fazer \u201cna\u201d pesquisa faz dela uma performance que n\u00e3o busca interpretar a realidade, mas reapresenta-la sobre a forma de um escrita, talvez de uma fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Estamos a contar um conto, um conto cient\u00edfico, que relata os fatos como ocorridos num palco, onde n\u00e3o se veste m\u00e1scaras, mas se \u00e9 as pr\u00f3prias m\u00e1scaras.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de <em>performance <\/em>deixaria ver o car\u00e1ter teatralizado da constru\u00e7\u00e3o da imagem do autor. Desta perspectiva, n\u00e3o haveria um sujeito pleno, origin\u00e1rio, que o texto reflete ou mascara. Pelo contr\u00e1rio, tanto os textos ficcionais quanto a atua\u00e7\u00e3o (a vida p\u00fablica) do autor s\u00e3o faces complementares da mesma produ\u00e7\u00e3o de uma subjetividade, inst\u00e2ncias de atua\u00e7\u00e3o do eu que se tencionam ou se refor\u00e7am, mas que, em todo o caso, j\u00e1 n\u00e3o podem ser pensadas isoladamente. O autor \u00e9 considerado enquanto sujeito de uma <em>performance<\/em>, de uma atua\u00e7\u00e3o, que \u201crepresenta um papel\u201d na pr\u00f3pria \u201cvida real\u201d, na sua exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, em suas m\u00faltiplas falas de si, nas entrevistas, nas cr\u00f4nicas e auto-retratos, nas palestras. Portanto, o que interessa do autobiogr\u00e1fico no texto de auto-fic\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma certa adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 verdade dos fatos, mas sim \u201ca ilus\u00e3o da presen\u00e7a, do acesso ao lugar de emana\u00e7\u00e3o da voz. (KLINGER, 2006, p.59).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por essa via nos interessa os feitos cotidianos. Eles s\u00e3o proje\u00e7\u00f5es do pensamento e o que d\u00e3o a ver ao pensamento. Assim a pesquisa n\u00e3o aparta teoria e pr\u00e1tica, mundo acad\u00eamico e mundo mundano, pensamento filos\u00f3fico e pensamento cotidiano. Assim como n\u00e3o separamos pesquisador do sujeito di\u00e1rio, escrita conceitual de fala ordin\u00e1ria: tudo s\u00e3o desdobramentos de um pensar sobre, de um pensar com.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegamos ent\u00e3o ao whatsapp.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/80-22-01-2018\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior &nbsp; De alguma forma acabamos por chegar num escrito que pretend\u00edamos escrever. Trata-se de um di\u00e1logo pelo whatsaap, o segundo [link para o primeiro]. Di\u00e1logo esse ocorrido no dia 29 de dezembro e que no chega a partir do que escrevemos anteriormente. 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