{"id":283,"date":"2018-06-27T20:16:10","date_gmt":"2018-06-27T20:16:10","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=283"},"modified":"2018-07-11T20:01:57","modified_gmt":"2018-07-11T20:01:57","slug":"85-05-02-2018","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/85-05-02-2018\/","title":{"rendered":"[85] 05\/02\/2018"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/84-05-02-2018\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/8-03-08-2017-10-08-201714-6\/\">[8]<\/a><\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acontece que o pensamento existe em contato com as coisas do mundo e, ainda h\u00e1 que se considerar que o mundo tamb\u00e9m nos pensa [linkar fragmento a ser pensado com Baudrillard, talvez inserir Latour]. N\u00e3o somos soberanos agindo sobre o meio, mas somos, ao contr\u00e1rio, afirmados e reafirmados pelo mundo que nos cerca: \u00e9 poss\u00edvel pensar o que \u00e9 poss\u00edvel num dado local e momento. Apesar deste nosso enunciado propor que o pensamento (ou o saber, diria Deleuze com Foucault &#8211; criar nota de rodap\u00e9 com cita\u00e7\u00e3o, talvez link para a nota anterior caso ela especifique este ponto) \u00e9 circunscrito pelo ambiente que o cerca, \u00e9 sempre poss\u00edvel alargar esse espa\u00e7o no mundo conectado onde vivemos: a internet e o r\u00e1pido acesso a textos, imagens e arquivos audiovisuais nos amplia o horizonte para muito al\u00e9m da vista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o temos\/somos um mundo de corpos, onde nos destacamos por sermos um centro de perspectiva: nos inserimos em discursos, nos encontramos com corpos-coisas, nos relacionamentos com pessoas, hist\u00f3rias, transitamos por diversos territ\u00f3rios. E o que fizemos do nosso corpo nesses encontros (e a qual encontros nos propomos e como) \u00e9 uma quest\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o, e \u00e9 uma quest\u00e3o de pesquisa, e da nossa pesquisa. Essa quest\u00e3o ent\u00e3o pensada, agora, sobre a perspectiva do m\u00e9todo, qual seja: pensar (e inventar) modos de estar e de compor-se junto a estes outros. Repetimos enunciados pr\u00f3ximos ao j\u00e1 dito em outros fragmentos: \u00e9 quest\u00e3o de fazer de si boas composi\u00e7\u00f5es [linkar] e criar narrativas ficcionais potencializadoras &#8211; \u00e9 ser e fazer-se um Corpo Potencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O modo como nos inserimos, como deslizamos entre, diria Deleuze[link onde tem essa cita\u00e7\u00e3o], como agimos e transgredimos as formas, e os modos. O modo como nos modulamos, como nos reescrevemos e, assim, nos descrevemos. O estilo com o qual nos apresentamos ao mundo \u00e9 um estilo de se fazer ver, um performar a si, mas tamb\u00e9m um estilo de se escrever a si, ao escrever o mundo. Autofic\u00e7\u00e3o como performance [link].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se ent\u00e3o desta rela\u00e7\u00e3o com as coisas, de como por elas somos tocados (enquanto uma primeira intui\u00e7\u00e3o), e como sobre elas nos flexionamos, nos investimos num pensar sobre, que sempre \u00e9 um pensar com. \u00c9 um estar entre. \u00c9 um tal reinventar o que est\u00e1 a\u00ed, redizer, reescrever, propor varia\u00e7\u00f5es no texto do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como estamos a pensar ent\u00e3o: \u00e9 como notamos o mundo e sobre\/com ele anotamos, e ao anotar valoramos. Esse notar sendo como um perceber, que passa por uma primeira percep\u00e7\u00e3o intuitiva e que, sobre a condu\u00e7\u00e3o de outras faculdades, anotamos como nossa apropria\u00e7\u00e3o do mundo (que difere da ideia de um conhecer [link para vontade de apropria\u00e7\u00e3o]). Isso tudo em jogo com o pensamento que se reapresenta na escrita[linkar fragmentos sobre escrita, l\u00e1 por 40] que, por sua vez, retorna ao pensamento. E por isso tamb\u00e9m \u00e9 importante uma escrita desequilibrada, que se proponha ao paradoxo, para que desvie tamb\u00e9m o pensamento e coloque-o \u00e0 pensar(talvez uma nota do pensar no pensamento em Deleuze \u2013 tem uma em fragmento recente sobre dentro e fora, pressenta passo e futuro, no final de uma nota a cita\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, com Valery (1979, p.23),<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constata\u00e7\u00e3o [o notar, dir\u00edamos n\u00f3s] \u00e9 primeiramente suportada, quase sem pensamento, com o sentimento de se deixar preencher [a pot\u00eancia do que nos afeta], a par dum sentimento de lenta e como que feliz circula\u00e7\u00e3o: acontece uma pessoa interessar-se e dar \u00e0s coisas que se encontravam fechadas e irredut\u00edveis outros valores; uma pessoa confere-lhes um acr\u00e9scimo, aprecia sobretudo alguns pontos particulares, exprime-os e d\u00e1-se ent\u00e3o como que a restitui\u00e7\u00e3o duma energia que os sentidos tivessem recebido.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mergulhar no mundo e nele se embriagar, o ser, muitas vezes sem iniciativa direta, se percebe contemplando uma realidade que acaba de dar a ver e na qual se insere ao mesmo tempo como criador e como suporte &#8211; no pensamento e seu teatro que possibilita essa dramatiza\u00e7\u00e3o da realidade; e como criatura, pois tamb\u00e9m \u00e9 efeito num real superficial e artificioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Valery, ademais, nos diz (1979, p.26) que \u201co observador n\u00e3o \u00e9, em primeiro lugar, sen\u00e3o a condi\u00e7\u00e3o desse espa\u00e7o infinito: a todo o momento ele \u00e9 esse espa\u00e7o infinito\u201d. Talvez por isso ele afirme, num coment\u00e1rio na p\u00e1gina 25 que \u201ca educa\u00e7\u00e3o profunda consiste na destrui\u00e7\u00e3o da primeira educa\u00e7\u00e3o\u201d: a isso se deve o fato de que precisamos reaprender a ver. Antes mesmo de apreender o mundo, de possuir o que v\u00ea, ou seja, de inventar para si o mundo, \u00e9 preciso reinventar o pr\u00f3prio modo como se v\u00ea, ou, pelo menos, colocar esta quest\u00e3o. Como vemos\/lemos o mundo \u00e9 condi\u00e7\u00e3o primeira para o que dele fazemos, \u00e9 o modo como criamos nossa realidade. Se somos esse espa\u00e7o, ele tamb\u00e9m precisa ser pensado e inventado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Num texto mais ou menos recente (criar nota sobre a notas ap\u00f3crifas ao modo de uma introdu\u00e7\u00e3o) trouxemos a ideia de um m\u00e9todo possivelmente empregado nessa pesquisa: o da repeti\u00e7\u00e3o esquecida. Tamb\u00e9m escrevemos acerca do M\u00e9todo Labir\u00edntico (criar nota). Agora encontramos eco nesta cita\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis uma infinita complexidade; para nos orientarmos atrav\u00e9s da movimenta\u00e7\u00e3o dos corpos, da circula\u00e7\u00e3o dos contornos, da barrafunda dos elos, das rotas, das quedas, dos turbilh\u00f5es, do labirinto das velocidades, temos de recorrer ao nosso grande poder de esquecimento ordenado &#8211; e, sem destruirmos a no\u00e7\u00e3o adquirida, alcan\u00e7amos uma concep\u00e7\u00e3o abstracta: a das ordens das grandezas. (VALERY, 1979, p.29).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/86-05-02-2018\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: [8] &nbsp; Acontece que o pensamento existe em contato com as coisas do mundo e, ainda h\u00e1 que se considerar que o mundo tamb\u00e9m nos pensa [linkar fragmento a ser pensado com Baudrillard, talvez inserir Latour]. 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