{"id":289,"date":"2018-06-27T20:19:08","date_gmt":"2018-06-27T20:19:08","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=289"},"modified":"2018-06-28T21:43:08","modified_gmt":"2018-06-28T21:43:08","slug":"88-15-02-2018","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/88-15-02-2018\/","title":{"rendered":"[88] 15\/02\/2018"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/87-14-02-2018\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em cada novo encontro, o que \u00e9 refletido de nosso passado? Tal pergunta pode ser perigosa, pois afirma de antem\u00e3o que algo \u00e9 refletido, ainda que n\u00e3o se saiba o que. Outra pergunta ent\u00e3o seria: \u00e9 poss\u00edvel um novo encontro se dar livre das marcas do nosso passado, de expectativas interessadas e traumas que nos afastam (dos outros e de n\u00f3s mesmos)? N\u00e3o somos livres: nosso corpo leva as marcas de outros combates, o peso das mem\u00f3rias e nelas o que guardamos como acertos e erros; e mesmo as dan\u00e7as alegres que dan\u00e7amos, mesmo essas deixam calos em nossos p\u00e9s. Somos feitos dos encontros de outrora, mas tamb\u00e9m da possibilidade de, sabendo de nossas tend\u00eancias, desviar para algo novo. Esse novo, todavia, n\u00e3o seria algo essencialmente in\u00e9dito, mas uma reorganiza\u00e7\u00e3o dos poss\u00edveis, criando um improv\u00e1vel. O que seria improv\u00e1vel em meus novos encontros? Que eu ficasse falante ao inv\u00e9s de receoso? Que eu ouvisse mais ao inv\u00e9s de me projetar em excesso? Que eu me possibilitasse ao inv\u00e9s de desconfiar? Que eu equalizasse ao inv\u00e9s de me jogar sem ressalvas? Pois, se o passado passa sempre, a cada segundo, estamos a todo momento nos remarcando, nos ressignificando. N\u00e3o sou livre para fazer qualquer coisa de minha vida, uma vez que a cada um cabe determinadas restri\u00e7\u00f5es: anat\u00f4micas, fisiol\u00f3gicas, geogr\u00e1ficas, culturais, econ\u00f4micas, afetivas, entre tantas outras. Mas para n\u00e3o jogar ao abismo a palavra liberdade, e substitu\u00ed-la por uma outra que nos restringiria (ainda mais), prefiro isso: somos livres. \u00c9 como reafirmar o mito da liberdade, para fazer dele um amigo &#8211; uma amiga, em verdade. E ela seria uma companheira de viagem, que segue a nos dizer que somos livres para escolher entre as possibilidades que nos s\u00e3o poss\u00edveis e, nessas escolhas, caminhar em dire\u00e7\u00e3o ao improv\u00e1vel. E assim, de improv\u00e1vel a improv\u00e1vel, podemos fazer do imposs\u00edvel uma possibilidade: o imposs\u00edvel \u00e9 local e minhas restri\u00e7\u00f5es s\u00e3o espa\u00e7o-temporais. Mudan\u00e7a: somos livres para escolher como podemos nos jogar nessas dan\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/89-16-02-2018\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior &nbsp; Em cada novo encontro, o que \u00e9 refletido de nosso passado? Tal pergunta pode ser perigosa, pois afirma de antem\u00e3o que algo \u00e9 refletido, ainda que n\u00e3o se saiba o que. Outra pergunta ent\u00e3o seria: \u00e9 poss\u00edvel um novo encontro se dar livre das marcas do nosso passado, de expectativas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-289","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/289","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=289"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/289\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":593,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/289\/revisions\/593"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=289"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}