{"id":313,"date":"2018-06-27T20:33:54","date_gmt":"2018-06-27T20:33:54","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=313"},"modified":"2018-07-19T12:29:48","modified_gmt":"2018-07-19T12:29:48","slug":"99-02-05-2018","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/99-02-05-2018\/","title":{"rendered":"[99] 02\/05\/2018"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/98-01-05-2018\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa articula\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> problem\u00e1tica entre conceitos e imagens: uma composi\u00e7\u00e3o que confere for\u00e7a imaginativa ao ato da leitura. Sempre gosto da imagem do caminhante que, mesmo sozinho, convida o leitor a caminhar em seu pr\u00f3prio trajeto, para o qual o texto se apresenta como um mapa incompleto, com algumas dire\u00e7\u00f5es sem lugares definidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Senti uma ruptura quando come\u00e7a a falar do ensaio como um m\u00e9todo ou procedimento de escrita. Parece que o texto tem dois atos, com um intervalo: uma introdu\u00e7\u00e3o ao tema, a autoria, e a elabora\u00e7\u00e3o do procedimento da pesquisa, da escrita como ensaio, um m\u00e9todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, na minha leitura encontro muita for\u00e7a, que pode ser potencializada, justamente na rela\u00e7\u00e3o entre ensaio e autoria. Para ser mais objetivo, as quest\u00f5es apontadas no primeiro ato (sobre o bom senso e o m\u00e9todo, a quest\u00e3o do come\u00e7o e do fim, da responsabilidade, da culpa, e demais quest\u00f5es eticas) me parece que s\u00e3o intencionalmente marginalizadas quando se optar pelo ensaio (em compara\u00e7\u00e3o a outros procedimentos de escrita mais &#8220;objetivos&#8221;); o ensaio empurra para a periferia o peso da responsabilidade, do sentido, da fun\u00e7\u00e3o e objetividade do texto; o ensaio perspectiva a autoria, marginaliza a autoridade do autor, e deixa seu corpo, seminu, embaralhado (e por vezes embara\u00e7ado) com &#8220;seus&#8221; problemas de investiga\u00e7\u00e3o; \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o de autoria singular, n\u00e3o a toa escolhida, assim me parece, para tratar do tema, justamente, da autoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sinto que poderia amarrar essas tr\u00eas pontas: o tema (autoria), a escrita (ensaio) e o escritor (autor); algo como apresentar o que possibilita e mais, convoca, para que o estado de coisas da escrita se d\u00ea desta maneira e n\u00e3o de outra: o que leva uma escrita a escrever sobre a autoria na forma de um ensaio? A condu\u00e7\u00e3o do autor ou seu jogo incerto com o problema, uma permuta de condu\u00e7\u00e3o sujeito-objeto? Uma tentativa de desvio da linguagem fascista na abertura de um espa\u00e7o de escrita menos estreito? O direito \u00e0 d\u00favida e da d\u00favida? Alguma d\u00edvida? D\u00e1diva?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Problemas de pesquisa dos pesquisadores, dos que, de alguma maneira, compreendem que pesquisar n\u00e3o se separa de um pesquisar a pr\u00f3pria pesquisa e nisso a si. O que me leva a outra quest\u00e3o: como falar dos problemas de pesquisa dos outros sem pensar, com isso, seus pr\u00f3prios problemas?<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/100-06-07-2018\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> E-mail enviado \u00e0 Maur\u00edcio Esteves, irm\u00e3o, em resposta a um texto que, como parte de sua disserta\u00e7\u00e3o, seria apresentado num evento do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia Social e Institucional da UFRGS.<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior &nbsp; Boa articula\u00e7\u00e3o[1] problem\u00e1tica entre conceitos e imagens: uma composi\u00e7\u00e3o que confere for\u00e7a imaginativa ao ato da leitura. Sempre gosto da imagem do caminhante que, mesmo sozinho, convida o leitor a caminhar em seu pr\u00f3prio trajeto, para o qual o texto se apresenta como um mapa incompleto, com algumas dire\u00e7\u00f5es sem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-313","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=313"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/313\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":926,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/313\/revisions\/926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}