{"id":666,"date":"2018-06-29T22:10:21","date_gmt":"2018-06-29T22:10:21","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=666"},"modified":"2019-07-12T02:22:01","modified_gmt":"2019-07-12T02:22:01","slug":"o-espaco-de-jogo-da-crianca-guerreira-nomade-que-danca","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/o-espaco-de-jogo-da-crianca-guerreira-nomade-que-danca\/","title":{"rendered":"O ESPA\u00c7O DE JOGO DA CRIAN\u00c7A GUERREIRA N\u00d4MADE QUE DAN\u00c7A"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J\u00e1 deve estar impl\u00edcito que, mesmo se compondo num pr\u00e9dio\/salas\/textos, este se apresenta mais como um espa\u00e7o\/jogo\/n\u00f4made do que estrutura\/forma\/sedent\u00e1ria; ou seja, que cada espa\u00e7o e os textos dos quais se ocupa \u2014 ou que ocupam cada espa\u00e7o compreendido como salas \u2014, podem ser acessados em ato \u00fanico, aut\u00f4nomo e solit\u00e1rio, sem qualquer compromisso ou muito menos d\u00edvida com os demais. \u00c9 providente, ent\u00e3o, uma (des)aten\u00e7\u00e3o na leitura. Todo pr\u00e9dio \u00e9 por essa via apresentado para ser explorado, mas n\u00e3o com um funcion\u00e1rio que precisa etiquetar cada objeto como parte de um invent\u00e1rio institucional, mas como uma intr\u00e9pida crian\u00e7a que dele entra e sai, ao sabor e ritmos de suas vontades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Da crian\u00e7a para o n\u00f4made, do pr\u00e9dio para a viagem, do dentro para o fora, e da leitura de volta para a escrita: mas e ao fim, acabamos por sair do mesmo lugar?<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, caminha-se n\u00e3o como um emigrante que consigo carrega todos os pertences importantes que pode carregar, mas como um n\u00f4made que s\u00f3 leva o estritamente necess\u00e1rio, o que, por motivos pr\u00e1ticos ou amorosos, n\u00e3o pode deixar para tr\u00e1s. E mesmo que nada carregasse em suas m\u00e3os, muito transporta em sua hist\u00f3ria, na mem\u00f3ria inscrita nas linhas de seu corpo, nas suas curvas, curvaturas e alongamentos, no modo como anda, como v\u00ea, como se move. Seu corpo que \u00e9 e n\u00e3o \u00e9 seu, pois composto de tantos outros corpos com quais entrou em contato, seja em combate, seja em dan\u00e7as \u2014 de todo modo, em suas andan\u00e7as. (<a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/97-24-04-2018\/\">Nota n. 97<\/a>, na Sala de Jogos).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Na cita\u00e7\u00e3o acima, datada do dia 24 de abril de 2018, podemos encontrar uma imagem que recorre em alguns momentos da pesquisa: sua perspectiva\u00e7\u00e3o enquanto uma viagem. Um estudo de campo no sentido em que vai ganhando espa\u00e7o, em c\u00edrculos cada vez maiores, compondo e inventando o territ\u00f3rio da pesquisa. Sem embargo, tamb\u00e9m circula por vezes no mesmo espa\u00e7o, sobre um mesmo ponto que, paradoxalmente, se abre ao infinito \u2014 em dire\u00e7\u00e3o ao sem-fundo da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Mas, porque ent\u00e3o o texto se apresenta, desde sua <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/nota-de-entrada\/\">Nota de Entrada<\/a>, como um pr\u00e9dio, como um espa\u00e7o composto por salas se, a todo o momento, se fala em viagem, em fora, em amplas paisagens? Nos parece que podemos, sobre isso, fazer algumas considera\u00e7\u00f5es. Primeiro, que o viajante assim o \u00e9, pois encontra-se mais ou menos distante de seu lar; que s\u00f3 \u00e9 viajante pois possui uma casa, um ponto de partida ao qual, em algum momento, retornar\u00e1. Esta interpreta\u00e7\u00e3o nos faz pensar que, de algum modo, a for\u00e7a da viagem est\u00e1 no que ela nos prop\u00f5e enquanto possibilidade de perspectivar nosso espa\u00e7o de partida: da viagem resulta lan\u00e7ar um novo olhar para nossa casa, nosso cotidiano e, qui\u00e7\u00e1, sobretudo, ao nosso corpo \u2014 a \u00fanica morada da qual n\u00e3o conseguimos, de fato, nos distanciar. Ent\u00e3o, como viajante que ao ir e voltar traz consigo uma nova mirada que, sem embargo, recomp\u00f5e o pr\u00f3prio pr\u00e9dio: um modo de constru\u00ed-lo num ato indefinido, pois se perde entre uma a\u00e7\u00e3o do construtor, que traz novas pe\u00e7as de sua viagem, e do poeta, que faz ver, via palavra, sempre um outro que estava ali, e que talvez s\u00f3 pode ser visto sobre um olhar estrangeiro \u2014 ainda que este estrangeiro fosse outrora o morador deste espa\u00e7o. Outro ponto seria que a viagem n\u00e3o demandaria longos trajetos e, talvez, ela se d\u00ea justamente dentro deste pr\u00e9dio: em c\u00edrculos cada vez menores e que, ao considerar cada espa\u00e7o como um labirinto, numa suposta po\u00e9tica das pequenices, encontra pelos cantos \u00ednfimas infinidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acerca deste ponto, encontramos eco num manuscrito datado de 03 de agosto de 2016, sobre um projeto que se constituiu em a\u00e7\u00f5es singulares, em nenhum momento publicitadas at\u00e9 aqui. Come\u00e7amos pelo manuscrito, que afirma:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gostaria de pensar, como em Foucault, em sua aula inaugural no Coll\u00e8ge de France, publicada como A Ordem do Discurso, que os movimentos j\u00e1 est\u00e3o em curso, j\u00e1 existem. Que cabe ao meu corpo se alocar em um movimento e seguir seu fluxo. Como pegar a linha de um bonde, de um trem. Como intuir uma a\u00e7\u00e3o, e realizar. Como estudar uma t\u00e9cnica, e seguir seus movimentos. Como retomar movimentos da minha mem\u00f3ria corporal.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tal projeto, denominado \u201cHabita\u00e7\u00e3oExperimente\u201d, al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es realizadas e registradas em imagem e texto, mas n\u00e3o tornadas p\u00fablicas, teve um texto, sob o t\u00edtulo \u201c<a href=\"http:\/\/diegoesteves.in\/escritos\/2016\/05\/26\/um-primeiro-experimento-para-um-possivel-projeto-experimental\/\">Primeiro experimento para um poss\u00edvel projeto experimental<\/a>\u201d, veiculado num blog de textos existente desde 2009, sob o t\u00edtulo <a href=\"http:\/\/diegoesteves.in\/escritos\/\">Coisas que circundam<\/a>. Deste texto, publicado em 26 de maio de 2016, retiramos um fragmento que toca no tema da viagem enquanto um experimento:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Experimentar \u00e9 diferente de provar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Provar \u00e9 degustar. Provar \u00e9 trazer pra si algo de fora e testar seu sabor, seu saber.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Experimentar \u00e9 sair de si, \u00e9 inventar novos sabores, \u00e9 criar novos saberes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Experimentar \u00e9 estar na zona do inomin\u00e1vel. Provar \u00e9 agregar um nome a mais na sua experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Provar \u00e9 desafiante, experimentar \u00e9 transgressor, \u00e9 transbordante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para experimentar \u00e9 preciso sair do eixo, perder o eixo, desequilibrar-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Experimentar \u00e9 se tornar exc\u00eantrico, sair do centro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 cruzar a linha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 perder a linha.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Por essa via chegamos a outro ponto que \u00e9 de suma import\u00e2ncia para a pesquisa, a considerar desde seu t\u00edtulo inicial, modificado posteriormente, como j\u00e1 mencionado, e ao tema que constitui as primeiras notas do Bloco de Notas: trata-se da cria\u00e7\u00e3o de um Corpo Potencial (as vezes apresentado sob a grafia CorPo). V\u00e1rias notas sobre este tema foram escritas, a partir de perspectivas variadas em composi\u00e7\u00e3o com os textos lidos: desde a constitui\u00e7\u00e3o deste corpo, sua rela\u00e7\u00e3o com uma aula, consigo, com a escrita; enfim, diversas tentativas n\u00e3o de dizer o que este corpo \u00e9, mas como ele poderia se compor e funcionar. Dentre as poss\u00edveis leituras no <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/bloco-de-notas\/\">Bloco de Notas<\/a>, vamos destacar um fragmento datado de 07 de dezembro de 2017; logo depois, iremos nos remeter a outro texto, este de 2009, que de alguma forma parece ter parte da mat\u00e9ria que, perdida no tempo, passa a se atualizar neste:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O CorPo \u00e9 um autoexperimentador. O CorPo \u201cgoverna a si\u201d. E antes mesmo de criar jogos, entende que est\u00e1 em jogo. Entende que est\u00e1 sempre sendo capturado por uma (in)vis\u00edvel malha de poderes que se inscreve sobre seu corpo subjetivado. O CorPo resiste, cria seus pr\u00f3prios jogos, produz varia\u00e7\u00f5es de si. Entende que n\u00e3o somos indiv\u00edduos, mas div\u00edduos, e multiplica essas divis\u00f5es. \u00c9 sempre poss\u00edvel ser um outro nesse jogo, se por m\u00e1scaras, ou tir\u00e1-las, e se desconhecer. Ele \u00e9 um mediador, um facilitador, um provocador, um compositor, um jogador, um juiz, artista, um professor. Um si que joga consigo, entendendo esse jogo como experimentos auto-impostos para os desvios necess\u00e1rios \u00e0 vitalidade, para que os fluxos e intensidades passem. E s\u00e3o esses momentos intensivos de desvios criativos onde o ser se perde nos pr\u00f3prios movimentos, mas neste \u00ednterim algo capta, nota, e anota em sua exist\u00eancia (e comp\u00f5e com seu corpo), que estamos definindo como improvisa\u00e7\u00e3o. (<a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/63-07-12-2017\/\">Nota n.63<\/a>).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Tal fragmento foi escolhido por nos parecer apresentar a rela\u00e7\u00e3o deste CorPo com o jogo e o improviso: \u00e9 esta composi\u00e7\u00e3o que afirma o tema da pesquisa, de um corpo a jogar em improvisa\u00e7\u00e3o; intento que se desdobra num texto produzido via escritos tamb\u00e9m em jogo, para improvisar, nos desvios de um discurso desnivelado, com e sobre o jogo e as improvisa\u00e7\u00f5es: para pensar sobre os corpos numa aula, no cotidiano, nos espa\u00e7os vitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aqui nos remetemos ent\u00e3o, num fragmento que, mesmo um pouco longo, impressiona pelos pontos em comum com essa pesquisa; escrito em 17 de janeiro de 2009, inaugurando o j\u00e1 referido blog, um texto esquecido no tempo e que parece sorrir ao nosso reencontro, num chiste demarcado sobre o t\u00edtulo: <a href=\"http:\/\/diegoesteves.in\/escritos\/2009\/01\/17\/tudo-tem-um-comeco-ou-nao\/\">\u201cTudo tem um come\u00e7o. Ou n\u00e3o?!\u201d<\/a>. A prova de que, provavelmente, nos repetimos e nesta repeti\u00e7\u00e3o produzimos varia\u00e7\u00f5es. Tal texto, as v\u00e9speras de se distanciar uma d\u00e9cada desta atual pesquisa, poderia muito bem reduzir esta Introdu\u00e7\u00e3o, pelo menos quanto as suas inten\u00e7\u00f5es e o m\u00e9todo adotado:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;] desejo questionar a minha coloca\u00e7\u00e3o como autor, criador do blog e desta postagem. Come\u00e7ando do in\u00edcio, para entender a id\u00e9ia do blog (para ambos entendermos, voc\u00ea e eu). Como se forma este discurso, esta escritura? Questionamento feito. Usarei o recurso de aux\u00edlio \u00e0 lista (de livros e textos refer\u00eancia) para esmiu\u00e7ar esta quest\u00e3o, dar a ela formas mais tang\u00edveis.<br \/>\nCito ent\u00e3o Foucault, na sua aula inaugural no Coll\u00e8ge de France, em 2 de dezembro de 1970: &#8220;gostaria de perceber que no momento de falar uma voz sem nome me precedia h\u00e1 muito tempo: bastaria, ent\u00e3o, que eu encadeasse, prosseguisse a frase, me alojasse, sem ser percebido, em seus interst\u00edcios.[\u2026] N\u00e3o haveria, portanto, come\u00e7o; e em vez de ser aquele de quem parte o discurso, eu seria, antes, ao acaso de seu desenrolar, uma estreita lacuna. O ponto de seu desaparecimento poss\u00edvel&#8221;.<br \/>\nUma tend\u00eancia das postagens aqui \u00e9 de que tenham, com alguma frequ\u00eancia, e por variados motivos, cita\u00e7\u00f5es. Digo os motivos que sei agora: nem sempre terei a capacidade de explicar o que pretendo sem este aux\u00edlio, ou citarei por ter o prazer de reler e citar, me excitar, e trazer para c\u00e1, o que est\u00e1 em mim e veio de l\u00e1, de algum lugar. E est\u00e1 a\u00ed o segredo desta ideia de blog (tiro no p\u00e9, n\u00e3o se deve contar os segredos, ainda mais na internet, mas o farei com cautela): \u00e9 o que vem de l\u00e1, ou dali, qui\u00e7\u00e1 est\u00e1 aqui, ou do lado de l\u00e1. Pode estar em cima do muro, ou do arame. Pode estar numa bolinha, numa poesia, m\u00fasica, ou nas p\u00e1ginas de um livro. Quem sabe nas palavras de um amigo, ou de uma mo\u00e7a bonita. Num quadro, numa roda, num circo. No passo, na dan\u00e7a. Num trope\u00e7o, ou num p\u00e1ssaro. Sabe-se l\u00e1 onde estar\u00e1, mas sabe-se que circunda por a\u00ed. E o que circunda? Muita coisa. Mas para o blog \u00e9 o que fa\u00e7o, vejo, ou\u00e7o, \u00e9 o que me toca. O que eu consigo perceber. Ou o que se faz perceber. Pois talvez seja maior do que eu: n\u00e3o necessariamente h\u00e1 esta hegemonia minha em rela\u00e7\u00e3o ao que circunda: seja este outro um indiv\u00edduo, ou um objeto, ou experi\u00eancia, ou outro outro. Mas h\u00e1 de tocar meu corpo. H\u00e1 de transpass\u00e1-lo. Mov\u00ea-lo. Meu corpo. Os corpos. \u00c9 o corpo em devir de Deleuze: &#8220;corpo como poder de afetar e ser afetado&#8221;. O corpo de Barthes, que \u00e9 afetado pelo &#8220;prazer do texto que \u00e9 esse momento em que meu corpo vai seguir sua pr\u00f3prias id\u00e9ias- pois meu corpo n\u00e3o tem as mesmas id\u00e9ias que eu&#8221;. Um corpo que em Gil \u00e9 paradoxal, que cria uma rela\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o ao seu redor, t\u00e3o \u00edntima, como as que tem consigo: &#8220;um espa\u00e7o do corpo&#8221;. &#8220;O corpo que \u00e9 sujeito numa sociedade, onde \u00e9 treinado para ser produtivo, enquanto d\u00f3cil. Quanto mais homog\u00eaneo, mais f\u00e1cil pode ser asujeitado, submisso, manipulado. Como escapar desse corpo?&#8221; &#8220;Nesse mundo onde tudo vem da troca imposs\u00edvel. A incerteza do mundo \u00e9 que ele n\u00e3o tem equivalente em parte alguma e que ele n\u00e3o se troca com coisa alguma. A incerteza do pensamento \u00e9 que ele n\u00e3o se troca nem com a verdade nem com a realidade&#8221; (Baudrillard). Por isso a arte, a poesia. Disse Borges: &#8220;em poesia o sentimento basta, imagino. Se o sentimento nos invade, isso h\u00e1 de ser suficiente&#8221;. Disse Pessoa:&#8221; Bastar-nos-ia sentir com clareza a vida E nem repararmos para que h\u00e1 sentidos\u2026&#8221; Digo eu: de tudo o que est\u00e1 a\u00ed, no mundo, o que? Jaz aqui um espa\u00e7o pot\u00eancia. Muito pode acontecer, ou nada. Aqui est\u00e1 um espa\u00e7o para o que circunda, e para quem circundar. Por\u00e9m, para tanto, \u00e9 preciso entrar na dan\u00e7a, mesmo que n\u00e3o se saiba dan\u00e7ar (mas digo: isso \u00e9 o que fizeram voc\u00ea pensar, todos sabemos dan\u00e7ar!).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J\u00e1 deve estar impl\u00edcito que, mesmo se compondo num pr\u00e9dio\/salas\/textos, este se apresenta mais como um espa\u00e7o\/jogo\/n\u00f4made do que estrutura\/forma\/sedent\u00e1ria; ou seja, que cada espa\u00e7o e os textos dos quais se ocupa \u2014 ou que ocupam cada espa\u00e7o compreendido como salas \u2014, podem ser acessados em ato \u00fanico, aut\u00f4nomo e solit\u00e1rio, sem qualquer compromisso [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-666","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/666","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=666"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/666\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1165,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/666\/revisions\/1165"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=666"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}