{"id":690,"date":"2018-06-29T22:55:25","date_gmt":"2018-06-29T22:55:25","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=690"},"modified":"2019-07-03T15:47:22","modified_gmt":"2019-07-03T15:47:22","slug":"100-06-07-2018","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/100-06-07-2018\/","title":{"rendered":"[100] 06\/07\/2018"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/99-02-05-2018\/\"><code>Voltar para nota anterior<\/code><\/a><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta: <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/112-25-06-2019-03-07-2019\/\">112<\/a><\/code><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o 10 horas e 22 minutos do dia 06 de julho de 2018: acabei de fechar o <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Espa\u00e7os-corpos-e-coisas-em-jogo_para-uma-educa\u00e7\u00e3o-em-improvisa\u00e7\u00e3o_Diego-Esteves_Orient_M\u00e1ximo-Ad\u00f3.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">arquivo final<\/a> do projeto e enviar para a secret\u00e1ria do Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O que possibilita, ent\u00e3o, eu estar escrevendo esta \u00faltima nota com o projeto, em tese, pronto, \u00e9 o fato de termos optado pela pesquisa passar a ser apresentada em dois ambientes: o papel e a internet. Desse modo &#8211; com as notas de entrada, antessala e sala de jogos neste s\u00edtio -, \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m utilizar outros meios, al\u00e9m da escrita: o que faz desta, ent\u00e3o, uma pesquisa transm\u00eddia (procedimentos que venho experimentando no <a href=\"http:\/\/unoego.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Unoego<\/a>, desde 2017). Talvez (e isso me ocorre agora) a disserta\u00e7\u00e3o que at\u00e9 agora tem se afirmado na ideia de uma pesquisa-texto precise reafirmar-se para al\u00e9m do texto ou, justamente, como j\u00e1 feito em outras notas, afirmar que tudo \u00e9 texto [link].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m utilizamos, na introdu\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o em papel, a ideia de transfic\u00e7\u00e3o, que ainda ser\u00e1 desdobrada, pois a op\u00e7\u00e3o por esse composi\u00e7\u00e3o multimeios ocorreu nas \u00faltimas tr\u00eas semanas. Contudo, nos parece importante considerar que a compreens\u00e3o da autofic\u00e7\u00e3o como parte dos procedimentos da pesquisa ganha, assim, contornos atualizados quando confrontada com a possibilidade de uma transfic\u00e7\u00e3o: enquanto esta \u00faltima nos parece possibilitar uma fic\u00e7\u00e3o (ou fic\u00e7\u00f5es) que descentralize o indiv\u00edduo, ampliando horizontalmente sua rela\u00e7\u00e3o com as coisas e os espa\u00e7os \u2013 tal qual temos discutido nos textos acerca do Corpo Potencial e, notadamente, no texto intitulado Considera\u00e7\u00f5es sobre sentidos de espa\u00e7o, corpo e coisa. A transfic\u00e7\u00e3o possibilitaria por essa via, ent\u00e3o, a presen\u00e7a de um \u201colhar\u201d das coisas e do pr\u00f3prio espa\u00e7o. Nisso me recordo, para exemplificar, de um experimento feito numa oficina de videodan\u00e7a, em 2010, quando sugeri a capta\u00e7\u00e3o da imagem via o ponto de vista de uma lixeira (ver <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=a2F_IfJfECc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">no final deste v\u00eddeo<\/a>, que \u00e9 uma compila\u00e7\u00e3o de todos os experimentos do curso). Ainda, me recordo de alguns estudos da Gestalt-Terapia, quando o terapeuta pede que o analisando se transforme nas coisas em seu sonho ao narr\u00e1-las ao terapeuta; j\u00e1 que, se o sonho prov\u00e9m de seu inconsciente, parece justo considerar que o sonhador \u201c\u00e9\u201d tudo o que est\u00e1 no sonho \u2013 que ele \u00e9, portanto, tamb\u00e9m, as coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esses multiespa\u00e7os em jogo possibilitam, portanto, se obtivermos suficientes efeitos dos nossos feitos, uma potencializa\u00e7\u00e3o dos jogos implicados nesta pesquisa. Pois se, em algum momento falando sobre um livro-rizoma, com Deleuze e Guattari, bem como de um livro teia de aranha, no texto sobre uma nota\u00e7\u00e3o esquizogr\u00e1fica, o jogo em transm\u00eddia constitui um ambiente prop\u00edcio para isso &#8211; ou, portanto, \u201cmultiambientes\u201d. Desse modo, poder\u00edamos inclusive conectar, por exemplo, um rascunho para um <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/Uma-esp\u00e9cie-de-resumo-B.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">resumo B<\/a> que foi abandonado no meio do caminho; ou, um <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/TESTE-3.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">desenho incompleto<\/a> na qual tentamos conectar algumas no\u00e7\u00f5es importantes para a pesquisa, mas que, talvez, n\u00e3o sirva para nada; poder\u00edamos tamb\u00e9m <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/caderno-de-notas-de-aula\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">anexar imagens de notas dos cadernos<\/a> usados nos semin\u00e1rios; uma fotografia de um momento de escrita, conformado em sua <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/SALA-DE-EDI\u00c7\u00c3O.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sala de edi\u00e7\u00e3o<\/a>; ou, ainda, <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/EVERNOTE.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma imagem<\/a> dos cadernos no Evernote, de acordo com nosso m\u00e9todo apresentado no texto Po\u00e9tica da Nota\u00e7\u00e3o; retrocedendo um pouco no tempo, anexar o <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-content\/uploads\/2018\/07\/FACED_PPGEDU_MEMORIAL-DESCRITIVO_DIEGO-ESTEVES.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Memorial Descritivo<\/a> do processo de sele\u00e7\u00e3o a este mestrado, que antecipa quest\u00f5es e procedimentos que ganharam corpos a partir do in\u00edcio do curso. Assim, enfim, nosso labirinto passa se expandir consideravelmente&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas n\u00e3o vamos nos estender demais nesta \u00faltima nota que demarca a data de envio do projeto. Contudo, esse \u00e9 um dia importante por outro motivo: hoje, dia 06\/07\/2018, completa exatamente um ano da <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/1-06-07-2017\/\">primeira nota<\/a> desta Sala de Jogos. \u00c9 por uma estranha reciprocidade entre os fatos que chegamos at\u00e9 aqui. \u00c9 not\u00e1vel nossa capacidade para esquecer-se de coisas que, por se ter esquecido, n\u00e3o sabemos precisar, mas, que deixam em sua aus\u00eancia uma inc\u00f4moda impress\u00e3o de que algo relevante ficou para tr\u00e1s. \u00c9 not\u00e1vel, por outro lado, nossa capacidade para lembrar-nos de fatos aparentemente in\u00fateis, mas que, acreditamos que para algo possa funcionar nessa maquinaria inventiva que se desdobra como efeito de um pesquisar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto mais penso acerca da improvisa\u00e7\u00e3o, mais me aproximo de uma ideia as avessas: s\u00e3o as coisas, na vida, que nos improvisam. O corpo como lugar de passagem, sempre \u00e0 porta: como nosso corpo se comporta, enquanto inevitavelmente se transporta no tempo? Como as imagens entram e saem da nossa mem\u00f3ria? Nosso exerc\u00edcio seria, ent\u00e3o, o de tomar as for\u00e7as desses movimentos e, poeticamente, reafirmar os encontros dotando-os de sentidos que nos potencializem; bem como nos reencontros com a mem\u00f3ria; e de, sobretudo, esquecer. Um duplo exerc\u00edcio de significar o que vem e o que volta, mas, enfaticamente, tratar de afirmar uma sabedoria errante de uma incerta e improvisada dan\u00e7a em jogo com o acaso; o dan\u00e7ar de quem se esquece ao se colocar na dan\u00e7a e passa, com isso, a ser como que a pr\u00f3pria dan\u00e7a na qual passou a dan\u00e7ar-se: para que, por acaso, possa encontrar-se consigo mesmo nesta grande sala de improvisa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 mar\u00e7o de 2018, estou sentado no sof\u00e1 da sala de estar da casa de meus pais quando meu irm\u00e3o, Mauricio, visivelmente empolado com um livro em m\u00e3os, senta a meu lado e passa a conversar comigo sobre sua pesquisa de mestrado, e sobre como Montaigne tem afetado seus pensamentos sobre ela. Ele me pergunta ent\u00e3o se pode ler uma cita\u00e7\u00e3o, no que eu, em sil\u00eancio, aceno que sim:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu n\u00e3o tenho bom dom\u00ednio e decis\u00e3o sobre mim mesmo; o acaso tem sobre mim mais direito do que eu, a circunst\u00e2ncia, a companhia, o pr\u00f3prio balan\u00e7o de minha voz tiram mais de meu espirito do que nele encontro quando o sondo e utilizo por mim mesmo. [&#8230;] Tamb\u00e9m acontece de eu n\u00e3o me encontrar onde me procuro, e de me encontrar mais por acaso do que por investiga\u00e7\u00e3o de meu julgamento [&#8230;] Perdi tanto a mem\u00f3ria que n\u00e3o sei o que quis dizer, um estranho por vezes o descobre antes de mim. Se suprimisse todos os trechos em que isso acontece comigo, me desfaria de tudo. O acaso me iluminar\u00e1, alguma outra vez, com luz mais clara do que a do meio-dia; e me deixar\u00e1 surpreso com minha hesita\u00e7\u00e3o. (MONTAIGNE, 2017, p.70-73).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/101-14-08-2018\/\">Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/a><\/code><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: 112 S\u00e3o 10 horas e 22 minutos do dia 06 de julho de 2018: acabei de fechar o arquivo final do projeto e enviar para a secret\u00e1ria do Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 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