{"id":70,"date":"2018-06-22T22:20:47","date_gmt":"2018-06-22T22:20:47","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=70"},"modified":"2018-07-11T18:50:34","modified_gmt":"2018-07-11T18:50:34","slug":"2-27-07-2017","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/2-27-07-2017\/","title":{"rendered":"[2] 27\/07\/2017 \u2013 23\/08\/2017 [data em que o texto foi iniciado e a posterior inser\u00e7\u00e3o das cita\u00e7\u00f5es e ajustes]"},"content":{"rendered":"<p><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/1-06-07-2017\/\">Voltar para nota anterior<\/a><\/code><\/p>\n<p><code>Notas que apontam para esta:<\/code><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COMO CRIAR PARA SI UM CORPO POTENCIAL?<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O importante \u00e9 conceber a vida, cada individualidade de vida, n\u00e3o como uma forma, ou um desenvolvimento de forma, mas como uma rela\u00e7\u00e3o complexa entre velocidades diferenciais, entre abrandamento e acelera\u00e7\u00e3o de part\u00edculas. Uma composi\u00e7\u00e3o de velocidades e de lentid\u00f5es num plano de iman\u00eancia. Acontece tamb\u00e9m que uma forma musical dependa de uma rela\u00e7\u00e3o complexa entre velocidades e lentid\u00f5es de part\u00edculas sonoras. N\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de m\u00fasica, mas de maneira de viver: \u00e9 pela velocidade e lentid\u00e3o que a gente desliza entre as coisas, que a gente conjuga com outra coisa: a gente nunca come\u00e7a, nunca se recome\u00e7a tudo novamente, a gente desliza por entre, se introduz no meio, abra\u00e7a-se ou se imp\u00f5e ritmos. (DELEUZE, 2002, p.128).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Corpo Potencial \u00e9 varia\u00e7\u00e3o. A ele nunca se chega, assim como ao Corpo sem \u00d3rg\u00e3os. Mesmo assim, j\u00e1 se est\u00e1 sobre ele<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Se a ele n\u00e3o se chega, enquanto um lugar fixado, em vida, a ele tamb\u00e9m n\u00e3o pode se chegar, numa defini\u00e7\u00e3o, em <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/30-29-09-20172\/\">texto<\/a>. Ainda assim, sobre ele se pensa, com ele se escreve, a espreita dele se vive. Paradoxalmente nele j\u00e1 se est\u00e1: todo corpo possui um potencial. Contudo, n\u00e3o h\u00e1 um ponto de <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/4-27-07-2017-23-08-201711\/\">chegada<\/a>, pois tanto n\u00e3o se sabe quanto pode um corpo<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, quanto n\u00e3o podemos definir esse ponto em presen\u00e7a: se dissemos de um estado <em>\u00e9 isto!<\/em>, enquanto se fala, o corpo j\u00e1 mudou. Sobre esse dinamismo nos dispomos numa abordagem experimental<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> como modo de se <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/81-30-01-2018\/\">aproximar<\/a> ao Corpo Potencial: um corpo que \u00e9 multiplicidade, est\u00e1 sempre em varia\u00e7\u00e3o e sobre o qual o texto n\u00e3o pode ficar <a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/25-08-09-20172\/\">alheio<\/a>; nos cabe ent\u00e3o ensaiar como um tatear, num jogar com conceitos e imagens, e inferir o que pode ser, ou n\u00e3o ser, esse corpo.\u00a0<sup>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>\u00a0<a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/3-27-07-2017-23-08-2017\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota.<\/code><\/a><\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201cDiz-se: que \u00e9 isto \u2013 o CsO \u2013 mas j\u00e1 se est\u00e1 sobre ele \u2013 arrastando-se como um verme, tateando como um cego ou correndo como um louco, viajante do deserto e n\u00f4made da estepe. \u00c9 sobre ele que dormimos, velamos, que lutamos, lutamos e somos vencidos, que procuramos nosso lugar, que descobrimos nossas felicidades inauditas e nossas quedas fabulosas, que penetramos e somos penetrados, que amamos\u201d (DELEUZE; GUATTARI, 1996, p.8).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> \u201cEspinosa prop\u00f5e aos fil\u00f3sofos um novo modelo: o corpo. Prop\u00f5e-lhe instituir o corpo. \u2018N\u00e3o sabemos o que pode o corpo&#8230;\u2019. Esta declara\u00e7\u00e3o de ignor\u00e2ncia \u00e9 uma provoca\u00e7\u00e3o: falamos da consci\u00eancia e de seus decretos, da vontade e de seis efeitos, dos mil meios de mover o corpo, de dominar o corpo e as paix\u00f5es \u2013 mas <em>n\u00f3s nem sequer sabemos de que \u00e9 capaz um corpo<\/em>. Porque n\u00e3o sabemos, tagarelamos. Como dir\u00e1 Nietzsche, espantamo-nos diante da consci\u00eancia, mas \u2018o que surpreende \u00e9, acima de tudo, o corpo&#8230;\u2019\u201d (DELEUZE, 2002, p.133).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> <sup>\u201c<\/sup>Ent\u00e3o a consci\u00eancia do ser espiritual \u00e9 acrescida da consci\u00eancia de um devir espiritual. O esp\u00edrito se revela como um ser a instruir, ou seja, como um ser a criar. [&#8230;] De fato, a consci\u00eancia clara do ser est\u00e1 sempre associada a uma consci\u00eancia de seu aniquilamento. Se sinto o ser em mim, numa experi\u00eancia inef\u00e1vel, \u00e9 porque o sinto renascer; eu o conhe\u00e7o porque o reconhe\u00e7o; eu o compreendo na oscila\u00e7\u00e3o do ser e do n\u00e3o-ser, eu o vejo contra um fundo de vazio<sup>\u201d<\/sup> (BACHELARD, 2004, p.80-85).<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior Notas que apontam para esta: &nbsp; COMO CRIAR PARA SI UM CORPO POTENCIAL? O importante \u00e9 conceber a vida, cada individualidade de vida, n\u00e3o como uma forma, ou um desenvolvimento de forma, mas como uma rela\u00e7\u00e3o complexa entre velocidades diferenciais, entre abrandamento e acelera\u00e7\u00e3o de part\u00edculas. 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