{"id":978,"date":"2019-03-08T21:33:53","date_gmt":"2019-03-08T21:33:53","guid":{"rendered":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/?page_id=978"},"modified":"2019-06-27T20:36:14","modified_gmt":"2019-06-27T20:36:14","slug":"106-23-02-2019","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/106-23-02-2019\/","title":{"rendered":"[106] 23\/02\/2019"},"content":{"rendered":"<p><code><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/105-23-02-2019\/\">Voltar para nota anterior<\/a><\/code><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SOMOS TODOS COISAS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se fossemos resumir a quest\u00e3o a qual adentramos, para nossa apreens\u00e3o em torno de uma Pesquisa-improvisa\u00e7\u00e3o, de forma propositiva, seria: \u201ca converg\u00eancia do pensamento n\u00e3o \u00e9 mais a da verdade, mas a de uma cumplicidade com o objeto e de uma regra do jogo em que o sujeito n\u00e3o \u00e9 mais o senhor\u201d (BAUDRILLARD, 2002, p.23). Todavia, passamos a desdobrar a quest\u00e3o e, para isso, nada melhor do que citar um livro \u201csem autor\u201d, de autoria de um Comit\u00ea Invis\u00edvel (2016, p.38):<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esquerda da esquerda, quando lhe perguntam, em que consistiria a revolu\u00e7\u00e3o, apressa-se a responder: \u201ccolocar o humano no centro\u201d. O que essa esquerda n\u00e3o percebe \u00e9 que o mundo est\u00e1 cansado do humano, o quanto n\u00f3s estamos cansados da humanidade \u2014 essa esp\u00e9cie que se considerou a j\u00f3ia da cria\u00e7\u00e3o, que se considerou no direito de tudo pilhar, pois tudo lhe pertencia.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esquerda da esquerda da esquerda seria, ent\u00e3o, anti-humana? A esquerda da esquerda da esquerda, seria, tamb\u00e9m, por essa via, anti-pol\u00edtica (enquanto essa trata da rela\u00e7\u00e3o entre humanos)? A esquerda da esquerda da esquerda, seria, portanto, anti-esquerda? Ou, a-esquerda? Estamos sobre o Nada que tudo rodeia, cuja aus\u00eancia precisa ser comportada nos sistemas, pois produz significativos efeitos no mundo. Assim, ao pensamento, que age sobre e com a realidade (ou que a produz?), \u00e9 preciso que lide com o que n\u00e3o \u00e9 humano, ora, pois:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa exclus\u00e3o do Inumano faz com que, doravante, seja ele que nos pense. S\u00f3 podemos captar o mundo a partir de um ponto \u00f4mega exterior ao Humano, a partir de objetos e de hip\u00f3teses que representam para n\u00f3s o papel de atrativos estranhos. Antigamente o pensamento j\u00e1 tinha se chocado com esse tipo de objeto nos confins do inumano \u2014 no choque com as sociedades primitivas, por exemplo. Mas hoje \u00e9 preciso ver mais longe do que esse pensamento cr\u00edtico, filial do humanismo ocidental, em dire\u00e7\u00e3o a objetos ainda mais estranhos, portadores de uma incerteza radical e aos quais n\u00e3o podemos mais, de forma alguma, impor nossas perspectivas (BAUDRILLARD, 2002, p.23).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vejamos, ainda mais, esse ponto que resulta, assim nos parece, de (ou numa) crise, que \u00e9 a da pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o de Ocidente:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, j\u00e1 faz um s\u00e9culo que o diagn\u00f3stico cl\u00ednico do fim da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental est\u00e1 estabelecido e subscrito pelos acontecimentos. Dissertar sobre isso n\u00e3o passa, desde ent\u00e3o, de uma forma de entretenimento. Mas \u00e9 sobretudo uma forma de distra\u00e7\u00e3o sobre uma cat\u00e1strofe <em>que est\u00e1 aqui,<\/em> e j\u00e1 h\u00e1 bastante tempo, <em>que<\/em> n\u00f3s <em>somos <\/em>da cat\u00e1strofe <em>que \u00e9 <\/em>o Ocidente. Essa cat\u00e1strofe \u00e9, acima de tudo, existencial, afetiva, metaf\u00edsica. Reside na incr\u00edvel estranheza do homem ocidental em rela\u00e7\u00e3o ao mundo, estranheza que reside em, por exemplo, que ele se fa\u00e7a amo e possuidor da natureza \u2014 s\u00f3 se procura dominar aquilo que se teme. N\u00e3o foi por acaso que ele colocou tantas <em>telas <\/em>entre ele e o mundo (COMIT\u00ca INVIS\u00cdVEL, 2016, p.33).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/107-28-02-2019-01-03-2019\/\"><code>Seguir para a pr\u00f3xima nota<\/code><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar para nota anterior SOMOS TODOS COISAS Se fossemos resumir a quest\u00e3o a qual adentramos, para nossa apreens\u00e3o em torno de uma Pesquisa-improvisa\u00e7\u00e3o, de forma propositiva, seria: \u201ca converg\u00eancia do pensamento n\u00e3o \u00e9 mais a da verdade, mas a de uma cumplicidade com o objeto e de uma regra do jogo em que o sujeito [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-978","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=978"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/978\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1137,"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/978\/revisions\/1137"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/diegoesteves.in\/estudos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}