O vencedor da floricultura e os projetos

Dalai Lama

 

Hoje pelo meio dia, no meu trânsito entre a Casa de Cultura Mário Quintana e a Casa Cultural Tony Petzhold, às pressas, como quase sempre, leio em um pequeno banner com um colorido exagerado, uma frase sobre vencedores e perdedores. Minha primeira reação foi sorrir, antes mesmo de me apegar aos detalhes do texto.

Um sorriso um tanto melancólico, resultado do contraponto entre o discurso do sucesso colado na frágil banca de floricultura, no canteiro central da rua, e a realidade no entorno dessa – pernas velozes, costas curvadas, cigarros acesos, celulares, olhares distantes. Sucesso? Ele está pelas calçadas da Otávio Rocha, ou nos prédios da Carlos Gomes?

Pensamentos que passaram rápido, quando retomei minha atenção para o texto:

O perdedor nunca tenta

O fracassado nunca termina

O vencedor nunca desiste

Me senti leviano e injusto. Não era o texto uma afirmação do sucesso, mas sim da perseverança. E existem poucas coisas na vida que eu prezo tanto quanto a perseverança: o vencedor é aquele que nunca desiste. É esse o sucesso da vida, sempre continuar, sempre. Talvez nem sempre com a mesma velocidade, certamente com variações de ânimo, de confiança, muita vezes com medo, mas sempre andar, sempre ir, repetir, refazer, recriar.

O vencedor é aquele que se mantém no processo. E o processo pressupõe um projeto, pois do contrário, seguirá o processo do discurso do sucesso: trabalhar a custo de tudo, da saúde, da vida – perder a saúde para ganhar dinheiro e perder o dinheiro para ganhar saúde – a atitude dos seres humanos que mais intriga Dalai Lama.

E qual é o seu projeto?

2 comentários em “O vencedor da floricultura e os projetos”

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