Dançando para crianças, dançando com crianças, como criança

Amanhã estamos viajando para São Paulo, para a Mostra Rumos de Dança Itaú Cultural: é a primeira apresentação do projeto “Guia Improvável para Corpos Mutantes”, com concepção e direção de Airton Tomazzoni. No elenco e criação, estão Fernanda Boff, Karenina de Los Santos, Kalisy Cabeda e eu. A apresentação da pesquisa será no dia 09 de junho, domingo, às 16 horas…

Guia

Hoje, 09 de junho, 2 horas da madrugada. O parágrafo anterior foi escrito ainda em Porto Alegre, sem sucesso em sua finalização, por ausência de tempos. O tempo de agora deveria estar sendo usado para o sono, mas não queria deixar de fazer esta postagem, de compartilhar esse evento no blog – postagem que vou programar para o meio dia, quando já estaremos novamente no teatro (acabamos de chegar da montagem). Tempos malucos.

Bom, devido ao tempo avançado, e do sono avançado, vou deixar para escrever mais depois. Mas posso adiantar que estou muito contente nessa minha segunda incursão num espetáculo de dança para crianças, mais um vez com a direção do Airton e compartilhando a cena com a Fê e a Kalisy.

Abaixo segue a reportagem que saiu no Correio do Povo e na sequência um vídeo-convite para um evento muito bacana que estará ocorrendo amanhã, o Jazz, Blues e Guloseimas (to por ali no vídeo tb ;)). Boa noite, boa tarde! Tempos malucos. 🙂

Correio do Povo

[vimeo http://vimeo.com/67820603]

Um dia após a primeira edição do Desdobramentos

Arrumando a casa

Ainda estou agitado após a primeira edição do Desdobramentos. Foram momentos tão potentes, um troca tão intensa, que estou ao mesmo tempo cansado e com vontade de ensaiar mais, treinar mais, colocar a segunda edição em cena. É um cansaço cheio de energia: o resultado do conflito entre músculos fadigados e o espírito  energizado.

No público, 150 pessoas (sendo que algumas não puderam entrar, pela limitação da casa), em cena onze dos dezesseis integrantes do núcleo (mais a intervenção da convidada Paula Finn e alunos da oficina de Arte Circense para adultos: André, Júlia, Lívia e Martha). Além desses, equipe técnica, o pessoal dos comes e bebes, professores e a direção da Casa.

Quando a gente projeta algo, nunca tem a certa medida do tamanho do trabalho. Confesso que na semana que antecedeu o evento me preocupei com a nossa criação, sobretudo com a estrutura do evento – lembrando que foi o primeiro deste porte na Casa Cultural Tony Petzhold. E é este o ponto que quero aqui ressaltar: a disposição de todos esses onze ao trabalho coletivo. Foram dias com reunião até uma da madrugada, chegando ao meio dia na casa para antecipar a limpeza antes do treino/ensaio (que começa às 14), compartilhando a divulgação…

É isso, como disse em postagem anterior: para fazer, é preciso fazer. É NECITRA criando cenas, NECITRA comprando material, NECITRA fazendo bilheteria, NECITRA montando som, NECITRA limpando o chão… Todos NECITRA. Somos criadores e produtores das obras e de toda a estrutura para que ela se apresente. E esse todo, para mim, é uma obra. E é nisso que acredito.

Então, acreditamos que ia dar certo, fizemos, e deu. E que venha o próximo Desdobramentos! 🙂

Na foto, um dos dias da arrumação, quando retiramos as cadeiras do depósito sob palco e iniciamos a contagem delas, para mensurar quantas pessoas receberíamos na plateia.

Em breve, fotos e vídeos!

Mas por enquanto, pode olhar a última postagem na página do NECITRA, com vídeos do processo e fotos do ensaio geral: http://necitra.com/2013/05/31/convite-desdobramentos/

Desdobramentos 1: começando a desdobrar

Desdobramentos todos

 

Projetos, para mim, tem funções primordiais na vida, cito:

1- Projetar, no sentido de lançar ao longe, vislumbrar um possibilidade futura, medir o tamanho da vida a médio e longo prazo (junto a isso, vem o planejamento!);

2- Romper a tendência a inércia, a apatia, a estagnação: como o sagitariano que lança a flecha e depois fica correndo atrás (só tomo cuidado para não me perder neste intermeio entre a partida e o ponto de chegada da flecha, de ser consistente no caminho);

3- Criar! O projeto é uma criação, e é aí que pulsa a vida, onde fica latente a potência de viver: o projeto é uma escolha minha, eu posso ser pretensioso, ou medíocre. 

4- O projeto agrega, o projeto junta, une pessoas. Criar projetos coletivos coloca um todo em prol de um objetivo, promovendo assim coesão em trabalhos colaborativos.

5- Projetos nos potencializam, não mais especificamente pela sua realização, mas pelo processo: projetamos algo, planejamos os procedimentos, administramos as escolhas, e lidamos com todos os contratempos que ocorrem a partir daí, pois a vida nunca é exatamente como planejamos, como projetamos, mas o projeto nos torna ativos nessas vivências onde o indeterminismo prevalece, mesmo que o projeto esteja determinado.

O Desdobramentos é mais um projeto, que demarca um momento e escolhas importantes nessa vida, nesta etapa da vida. Por acreditar em tudo isso, e nesse todo que compartilha esse projeto comigo, criei um vídeo com o intuito de compartilhar isso vocês – o público, os colegas, os amigos, os leitores deste blog -, sendo o vídeo parte do projeto. E o evento, no dia 02 de junho, o primeiro deles, começando a desdobrar: todos convidados!

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