Coisas que você precisa saber – se quiser.

consumismo

Essa é a postagem inaugural que resulta de um engajamento na pesquisa por informações (e compartilhamento delas!) sobre a produção, comercio e consumo de produtos. Ela é parte de uma busca pessoal por uma atitude não alienada, por uma presença crítica no consumo de bens e em ações concretas que possam diminuir os impactos ambientais: por exemplo, ter parado com o consumo de carne e a redução de produtos de origem animal, evitando alimentos industrializados e mantendo a coerência pessoal de somente comprar o necessário – de carregar pouco peso nessa vida.

Não se trata de entrar no discurso da sustentabilidade, tão frágil, mas de estar coerente com algumas questões relacionadas à saúde e, sobretudo, éticas:

– Como o budismo, que afirma que não posso viver bem e em harmonia, enquanto existir outros seres sofrendo. Lembro aqui da charge, que minha mãe leu na internet e veio me contar, pois associou a mim. Nela, um menino pergunta para sua mãe: porque o lobo mau é mau? – Porque ele quer comer os porquinhos – diz a mãe, completando – agora vem pra mesa comer seu sanduíche de presunto.

– Porque é essa hipocrisia, essa distância entre o que se diz e o que se faz, que trava a nossa evolução enquanto sociedade, enquanto seres humanos, espirituais (como quiser). Todos ficam chocados com a história de alguém ter maltratado um cão, mas comem tranquilamente gado, porco, galinha…

– Pelos prejuízos que o consumo de carne, derivados e alimentos industrializados podem trazer a saúde. O que são de fato todos aqueles produtos de nomes estranhos inseridos nos alimentos? Qual o efeito deles em meu organismo? Se está entrando no meu corpo, acho justo e responsável comigo mesmo, estar munido destas informações.

Qual o resultado das ações de uma sociedade consumista. De pensar em como seria o mundo se todos consumissem como eu? Como funciona toda essa engrenagem da industrialização, da sociedade de consumo, para manter o capitalismo?

Então, analisando este sistema, de onde vem (e para onde vão) as coisas?

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Um eu de mim mesmo: um blog para transgredir a identidade

Enquadrado
Crédito: Martha Reichel Reus

Diegoesteves.in é o Diego Esteves na versão internet. Não se trata de uma réplica online de uma identidade física, uma vez que é justamente essa coerência identitária que me aflige e que busco, através desse meio virtual, e mais uma vez, transgredir.

Diego Esteves demarca, em nome, os contornos que delineiam um corpo físico. Uma forma-matéria, datada de nascimento e com fim incerto. Transcorre então toda uma vida mais ou menos autônoma e onde busco, ao máximo, a ação presente e consciente: ser protagonista neste processo – mesmo que isso signifique, na maioria das vezes, desapego e aceitação- e fazer da vida uma obra de arte.

Entendo e tomo o corpo (e suas manifestações) como um lugar de passagem, como o lugar de acontecimento, que afeta e é afetado. Com isso, tento me colocar nos contextos onde atuo receptivo a todas as forças que agem sobre ele, respondendo e atuando no sentido da potencialização – não do bom ou ruim, de certo ou errado, mas da potência, uma ética da potência. O que demanda entender os processos, os mecanismos, aceitar o que precisa ser aceito e se engajar em ações concretas, como projetos de vida.

Sujeito em jogo
Crédito: Martha Reichel Reus

O corpo é um lugar de combate, com toda a força necessária para se movimentar, carregando essa matéria que tende ao repouso, à estagnação. A identidade é mais uma representação desta tendência à estagnação. Diego Esteves não é uma identidade, é um nome dado a um processo delineado por um corpo (que como todo corpo, renova praticamente todas as suas células num período de sete anos). O que se sustenta nesse processo é uma história e uma ética, quanto ao resto, se trata de todo um todo de ações em diferentes contextos sociais. Essas ações podem ser identificadas, configurando então uma identidade, mas, uma vez que essas ações são mutáveis, assim como os contextos, tendo como pano de fundo uma coerência ética, as identidades são múltiplas.

Sendo assim, o que este espaço virtual faz é, num primeiro momento, registrar um pouco dessa história em projetos, obras, cursos, dentro de um contexto do mercado de trabalho, ou seja: uma espécie de portfólio, e de registro de processos artísticos.

Junto a isso, um engajamento político, na produção e publicação de material em texto, foto ou vídeo, tratando destes contextos sociais onde atuo, onde sou sujeito: como cidadão, artista, empresário, educador, produtor cultural, gestor público.